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Saiba Tudo que Rolou no Festival Path 2018

Saiba Tudo que Rolou no Festival Path 2018

No último fim de semana, o bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi tomado por gente e ações de cultura, palestras, shows, filmes, exposições, gastronomia e muito, mas muito mais na sexta edição do Festival Path. O Fala! esteve lá e te conta agora como foi essa experiência.

O Festival Path é realizado anualmente e oferece inovação, criatividade e inspiração para o público. As atrações ocorrem ao mesmo tempo em diversos espaços que podem ser percorridos a pé, formando assim a “Cidade Path”. O mais legal – e desafiador – é que você mesmo monta sua agenda!

No sábado, dia 19, estivemos em uma das palestras mais polêmicas e necessárias no evento, “O uso da maconha só vale se for medicinal?”. Participaram do debate Fabrício Pamplona, estudante do uso terapêutico do canabidiol e do THC há 15 anos, sendo um dos únicos cientistas que pode trabalhar com a planta; Felipe Anghinoni, professor e palestrante de temas ligados à criatividade, empreendedorismo, educação e cultura digital; e Gilberto Castro, portador de esclerose múltipla.

‘’Eu sou maconheiro e ativista, porque maconha é uma questão de saúde pública’’, afirma Felipe Anghinoni.

Os palestrantes comentaram sobre a nova política de drogas no Brasil, comemorando a aprovação, em março, por parte do Conselho Nacional de Política sobre Drogas (Conad), junto ao Ministério da Justiça, de uma resolução que determina uma mudança na direção das políticas públicas de entorpecentes. Felipe brincou: “É um avanço, mas afinal, só vale se for medicinal?”.

Ainda no dia 19, O Fala! esteve na palestra de Ian SBF, O que o Porta dos Fundos aprendeu – ou não – nos últimos 6 anos”. Propondo desde o início uma roda de conversa ao invés de uma palestra expositiva, o co-fundador, sócio e diretor do Porta dos Fundos, contou curiosidades e lutas do canal de humor em encontrar o seu lugar na internet e ser remunerado por isso ao longo dos últimos 6 anos. Deive Pazos (o Azaghal) do Jovem Nerd fez a mediação da conversa entre Ian e a plateia.

A saga empreendedora do Porta dos Fundos começou em 2012 com Fabio Porchat, Antônio Tabet, João Vicente, Gregório Duvivier e Ian SBF, o qual compartilhou que apesar do desejo em produzir esquetes num formato diferente (até então visto nas referências televisivas) não tinha muito claro em mente como remunerar o projeto e seus participantes, e nem mesmo tinha ideia das dimensões que o canal alcançaria na internet.

Na Sala Gente, conferimos a palestra “Torcedores do Brasil”, com Marcelo Barreto, jornalista dos canais SPORTV, Andrea Tuttman da Globosat, Dora Faggin da VOX e Erico Traldi, da Samsung. A palestra  abordou o grande evento esportivo de 2018, a Copa do Mundo, apresentando e discutindo a pesquisa dos canais Globosat  sobre a evolução das Copas, de 2006 até 2018. Falaram, também, da relação do brasileiro com a Copa, e como o uso da internet, das redes sociais, dos memes etc, fazem parte desse novo jeito de torcer. Para a Copa de 2018, Andrea e Marcelo revelaram como eles pretendem captar o público, principalmente os jovens, durante os jogos.

No Centro de Convenções, acompanhamos a discussão “Como funciona o ecossistema do funk e por que ele incomoda tanto?”. Renata Prado, da frente de empoderamento das mulheres no funk, Renato Martins, editor chefe do canal Kondzilla e GG Albuquerque, jornalista e mediador da palestra, discutiram como o funk, mesmo sendo um dos estilos musicais mais originais e consumidos do Brasil, ainda continua marginalizado no país. O ecossistema do funk foi apresentado, e destacou-se o papel das mulheres no meio, e como uma mulher deve ser quem ela quiser, independentemente do cenário onde ela se encontra.

Amanda Cavalcanti, do VICE e Eduardo Roberto, que já trabalhou para veículos como Estadão, MTV e VICE, discutiram, na palestra “Existe um jornalismo musical millennial?”, como o consumo do jornalismo mudou drasticamente com a popularização da internet no mundo inteiro. O jornalismo musical foi uma das editorias mais atingidas, já que hoje os artistas podem estabelecer uma comunicação direta com os seus fãs-consumidores, escanteando o papel de mediador de discurso que o jornalista musical empenhava. Além de deixar a linha entre mainstream e underground mais difusa, permitindo acesso autônomo e quase instantâneo a um catálogo praticamente infinito de produtos musicais. Nesta palestra, a equipe do Noisey, canal de música da VICE, falou sobre os lados positivos e negativos de se criar novas formas de cobrir, ouvir e sentir música frente a essa onda de transformações da mente e do corpo focado no público jovem – a força ativa dessas mudanças.

No domingo, dia 20, conferimos a palestra “Dupla Jornada – na frente e atrás das câmeras”: uma discussão sobre o aquecido mercado audiovisual brasileiro com Bianca Comparato, protagonista da série 3%, a apresentadora Didi Wagner, a diretora Fernanda Weinfeld, e a atriz, modelo e artista plástica Isabel Wilker.

As mulheres comentaram o bom momento de se produzir conteúdo audiovisual no Brasil, graças também à internet e às várias oportunidades criadas por serviços como Youtube, Netflix e Instagram. A área hoje é cada vez mais colaborativa, distribuindo o poder entre os vários agentes, em vez de concentrá-los nos grandes estúdios. Além disso, listaram os desafios de mudar de área dentro do ramo e a responsabilidade quanto a influência e o discurso que cada projeto têm.

Em seguida, atendemos à palestra “Do documentário à comunidade: o case do Quebrando o Tabu”, com Fernando Grostein Andrade e Guilherme Melles, fundadores da página. A dupla contou as origens do veículo, hoje uma das páginas mais relevantes do Brasil no Facebook; compartilhou valores e assuntos que se dispõem em produzir e compartilhar e ainda mostrou o trailer de uma série em produção para a GNT. Atentos às preferências e iniciativas populares em todo o mundo e aliados a dados e pesquisas de instituições parceiras, o Quebrando o Tabu é hoje, nas palavras dos criadores, “amado como uma fanpage, respeitado como um jornal”.

Ainda no domingo, estivemos na palestra “Direitos civis cannábicos: o que está em jogo para toda a sociedade”, composto por Cristiano Maronna, Emilio Figueiredo e Margarete Brito.

Margarete, uma das mães que lutou pelo salvo-conduto da maconha devido a doença de sua filha, foi até uma juíza pedir a exceção. A juíza concedeu o habeas corpus e disse a ela que não acredita que seja crime, e que quando jovens chegam na delegacia com 25 gramas de maconha, ela os manda voltar para casa.

Hoje, no Brasil, apenas 16 famílias conseguiram o habeas corpus para o cultivo da cannabis. Entre essas famílias está Margarete Brito, uma mãe que lutou pelo salvo-conduto da maconha devido a doença de sua filha. Segundo ela, a legalização da maconha vai muito além dessa conquista, é uma questão de saúde pública, segurança e paz social. 

Em seguida, na Casa do Capitalismo Consciente, moda sustentável foi discutida na palestra “Em que pé está a moda sustentável na prática?” , com Rozália Del GaudioAndré CarvalhalTatiana Brammer e Jose Favilla. O foco era a moda que se baseia em processos de produção que não prejudicam o meio ambiente, visando e valorizando o ecossistema e seus recursos.

André Carvalhal, diretor co-criativo da AHLMA, contou suas experiências com o mundo da moda e como adotou o sustentável em seu trabalho. Na palestra também se discutiu os avanços da tecnologia em melhorar a questão da pigmentação em tecidos, que é muito prejudicial a saúde se usado de forma indevida. No decorrer do debate, o uso da pigmentação natural foi colocado como um método benigno, mas a cartela de cores ainda é bem limitada, impossibilitando maximizar as tonalidades das criações.

A Floresta Amazônica é um dos ambientes de maior diversidade de fauna e flora em todo o mundo. Toda essa abundância de biodiversidade faz com que o sistema seja visado nacionalmente e internacionalmente para exploração, caça e comércio ilegal de animais silvestres.

Foi pensando na defesa dessa nossa riqueza natural que surgiu o Instituto Mamirauá. Sendo o único instituto na região da Amazônia central, ele tem fundamental importância na preservação, divulgação, pesquisas de biodiversidade e combate aos impactos que o homem causa na floresta. E esse trabalho fundamental foi apresentado na palestra Tecnologia na preservação amazônica, no segundo dia do Festival.

A última palestra que acompanhamos foi uma das mais lotadas do evento, e essa audiência era quase totalmente feminina. Isso porque o tema divide as opiniões e interesse de muitas pessoas, principalmente homens: a potência orgástica feminina como via de empoderamento. A palestrante, Mariana Stock, abandonou sua carreira em Marketing para se formar em terapia tântrica e dedicar-se à iniciativa Prazerela, um espaço de empoderamento do prazer para mulheres.

Durante a palestra, Mariana procurou “des-tabulizar o prazer da mulher”. Ela explica que o lugar da mulher na sociedade patriarcal em que vivemos não permite que sintamos o prazer com a potência que poderíamos. E que isso se deve a inúmeros fatores sociais, por exemplo a visão do corpo feminino como objeto, como pecador, e não-educado.

Além disso, ativações de todo o tipo estiveram espalhadas pelo Festival. Logo na entrada, o Pão de Açúcar esteve presente com o seu Clube de Sommeliers, com especialistas prontos a atender o público, realizando a venda e degustação dos produtos. A Activia apresentou o seu mais novo produto: o Sensações, com uma diversidade tão bonita quanto gostosa de sabores, e que quem passou pelo PATH adorou. Além disso, a 99Táxi se apresentou como o transporte oficial pelo evento, além de disponibilizar totens para carregar o celular.

No interior do Tomie Ohtake, a Natura, com sua linha Ekos, montou um pedaço da floresta amazônica, dando, claro, de brindes, alguns de seus produtos. Além disso, a WeWork e a Dafiti chamaram atenção de quem passava pelo segundo andar. A primeira, por divulgar o concurso WeWork Creator Awards, e a segunda, por auxiliar na doação de agasalhos.

Entre tantas outras ativações, a Printi e a Accor hotéis também expuseram seus produtos, e uma das principais atrações foi a Nescafé, que estava distribuindo seus novos sabores de café e cappuccino para o público, além de disponibilizar kits com copos específicos para café e seus novos produtos.

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