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Dia Mundial do Rock com a banda O Fisco

Dia Mundial do Rock com a banda O Fisco

No dia internacional do Rock,  vamos dedicar a matéria para a banda O Fisco, que lançou seu primeiro EP na semana passada e que, na minha opinião, já está somando para o Rock brasileiro (juro que não estou exagerando). Os caras vieram com 3 faixas que são bem diferentes, mas que ao mesmo tempo nos passam uma unidade, uma identidade forte e bem construída, que faz lembrar a pegada punk e rap do Charlie Brown Jr. e do Rage Against The Machine, mas que também apresenta o elemento melódico que nos lembra o som do Rancore.

O grupo é formado por três estudantes de engenharia, um estudante de cinema e um produtor musical. Diretamente, essas áreas humanas e mecânicas acabam contribuindo, e muito, para a caminhada de uma banda independente.

Para dar mais sustância à matéria, conversamos com eles sobre o novo EP, e também sobre um pouco da vida dessa rapaziada. Confira:

01 – O que vocês esperam com esse EP que ficou do caralh*? Além da divulgação, vão tentar levar pra uma gravadora?

R: Esperamos que as pessoas ouçam nosso som. É para isso que trabalhamos.
Nunca almejamos levar para alguma gravadora, até porque, muitas vezes, os músicos não têm tanta liberdade para fazer a música do jeito que eles querem. Gravadora põe muito o dedo tanto nas composições, quanto nas melodias. É uma merda você ter que reformular uma música, para fazer com que ela se ‘encaixe no mainstream’. Isso para nós é fora de cogitação. Nossa música é nossa arte, e queremos que as pessoas conheçam do jeito que ela realmente é!

02 – Como foi o processo de gravação do EP? Foi meio que aquele esquema Do It Yourself / faça você mesmo?

R: O EP foi elaborado nos ensaios e depois levado para um estúdio de pequeno/médio porte com um baixíssimo orçamento (que foi por sorte do baixista trabalhar no estúdio e aproveitar uma promoção que estava rolando na época). Tínhamos um dia para gravar 3 músicas inteiras, ficamos das 8h da manhã até as 2h da manhã para conseguir gravar o EP do melhor jeito que podíamos, com muito suor e dedicação, mas sem perder as risadas e os bons momentos. Na mixagem o pensamento foi se desprender do mainstream e tentar chegar no mais próximo do que a banda realmente é: um som independente e livre. Assim, a integridade e identidade musical da banda foram preservadas ao máximo no processo de produção.

03 – Caras, eu sei que 2 integrantes da banda fazem POLI. Lá a galera é mais ligada ao rock, ou também são fissurados pelo sertanejo universitário? O que costuma tocar nas festas de lá?

R: Hoje em dia é difícil ir a alguma festa que não toque Sertanejo Universitário e Funk. Mas na POLI, as pessoas no geral curtem muito mais ouvir Rock! Acredito que o rock clássico, progressivo, e até mesmo outras vertentes como o metal sejam as mais pedidas por lá.

04 – Além das festas da POLI, vocês tem vontade de tocar em outras festas universitárias?

R: Sem dúvida alguma! Tendo em vista que todos os membros da banda estão nessa ‘fase universitária’, é uma experiência sem igual tocar nesses eventos. Queremos transmitir a nossa energia, o nosso som e as nossas ideias para o maior número de pessoas possível. O maior prazer pra banda é ver aquela galera entrando na vibe do seu show e propagando a energia que está sendo transmitida.

05 – Vocês acham que o Rock já morreu (de uma maneira geral, e não só aqui no Brasil) ?

R: Nunca. De fato o Rock está em baixa no Mainstream, principalmente no Brasil. Mas na contra mão do Mainstream, a cena independente em São Paulo sempre revelou bandas muito boas, como Rancore, por exemplo. Na gringa, o Rock está cada vez mais com uma pegada mais eletrônica e acaba acompanhando o Mainstream, que é o caso de Imagine Dragons. Com a volta da 89 FM, portas estão sendo abertas para novas bandas nacionais, e atingindo um público cada vez maior.

Confira agora as 3 músicas do EP – O Fisco:

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Os membros, na ordem: Alvin e Paps (guitarras), Costa (baixo), Max (voz) e Charlinho (bateria).

Acesse AQUI a página da banda no Facebook

Acesse AQUI o canal da banda no YouTube

É isso. Viva o dia mundial do Rock. Viva o Rock Universitário.

Por: Marcelo Gasperin – Fala!Universidades

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