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Dia 12 de todo ano

Dia 12 de todo ano

Dia dos Namorados. Dia 12 de junho de todos os anos tem as mesmas coisas acontecendo: declarações de amor, perfumes e ursinhos vendidos a rodo, pedidos de casamento épicos (porém, clichês), solteiros com aquela famosa frase “os outros 364 dias são nossos”, e sem contar a enorme quantidade de Santo Antônio pendurado de ponta cabeça na água fria.

Eu comecei fazendo uma matéria sobe o dia dos namorados, me inspirando em meus pais. Tá certo que seria uma baita matéria boa, falando sobre os casais que se casaram no dia dos namorados. Mas, e os diversos casais que se apaixonaram no dia dos namorados, ou que se juntaram no dia dos namorados? E os que se conheceram no dia dos namorados? E os outros casais que apenas se amam no dia dos namorados? Tem também aqueles que não querem se casar.
“Bru, faz uma matéria sobre isso?”. Beleza, faço. Mas, e fora os casais? E aquelas pessoas que não fazem parte de um casal. E as pessoas que tem medo desse rótulo: NAMORADOS. Então, eu decidi falar só do gostar. Do amar (ainda tendo como base os meus pais).
Uma pequena introdução sobre eles: minha mãe é três anos mais velha que o meu pai. Antes de se conhecerem, ela tinha na cabeça que queria apenas trabalhar pra dar algo a mais para meus avós (sem contar que ela achava que meu pai tinha filhos). E meu pai? Bem, um bicho do mato, digamos assim. Eles tiveram um relacionamento livre de rótulos. Não namoraram, não noivaram. Eles apenas se gostavam o suficiente para dizer: somos apenas nós. A ideia de se casar no dia dos namorados veio pelo motivo mais especial de todos: minha mãe não queria se casar com 30 anos de idade, logo, se casaria cinco dias antes de apagar as velhinhas. E hoje eles completam 22 anos de casados (ou 25 anos juntos).
Ok, resumida a história dos meus pais, vamos ao meu objetivo aqui. Eu, particularmente, nunca fui fã de rótulos. Uma porque eles nos confundem e podem até machucar, e outra porque eu acredito no amor, e não necessariamente nos relacionamentos. Sou mais fã do “eu gosto muito de você, e é isso que me importa agora”. Sem joguinho ou ilusões. Ah, da boca pra fora também não vale.
E quem tem medo de falar que gosta do outro, nunca vai comemorar o dia dos namorados? E quem tem medo de sentir? E quem tem medo de se permitir? Bom, tá na hora de se permitir ser feliz, então. Não pelo outro, por você mesmo. Pelo prazer de poder falar “eu gosto tanto dele (a) o mesmo tanto que gosto de mim”. Tá na hora de ver que somos todos jovens no nosso próprio tempo, que o amanhã pode não existir, e a gente pode não comemorar o Dia dos Namorados. Não o do dia 12 de Junho, mas o dia que você quiser do lado de quem se ama.
Alguém muito importante disse uma vez que devemos ter amor próprio, e que o medo dos fantasmas passados vão nos perseguir, independente do que aconteça. Mas, se ficarmos presos a isso, viveremos na incerteza do que poderia ter acontecido.
“Ah, mas e o tempo? Tem gente que enrola muito pra pedir em namoro e tem gente que namora na mesma semana que conhece”. Ah, o tempo é relativo, e é por isso que eu não acredito em rótulos. Se existe sinceridade, e você está feliz, nada mais importa. Agora, se a felicidade não está presente, corre. Foge. Se é pra você amar alguém, você precisa estar feliz (com você), e, acima de tudo, não ter medo de demonstrar isso.
Nesses 22 anos de casamento (ou 25 anos juntos, como meu pai insiste em dizer) do Sr. e Sra. Matos, existiram muitos altos e baixos, brigas e choros também. Estar com quem se gosta não quer dizer ser parte de um mundo perfeito, e sim, unir dois seres únicos em um único sentimento.

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Por Bruna Matos – Fala!M.A.C.K

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