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Que Diferença Faz se Deus Existe? – William Lane Craig na PUC

Que Diferença Faz se Deus Existe? – William Lane Craig na PUC

Por Layon Lazaro – Fala!USP

Na última quarta, dia 04, o TUCA foi tomado por algumas centenas de jovens ansiosos em ouvir a palestra de William Lane Craig, um famoso filósofo e teólogo americano, respondendo à pergunta que talvez seja aquela que melhor caracterize nossa geração: afinal, que diferença faz se Deus existe?

Se a partir do século 19 o ateísmo militante foi ganhando espaço entre intelectuais e dali para as classes inferiores, hoje a regra geral é uma profunda apatia a tudo que diga respeito a Deus. Deus existe? Essa é a pergunta mais importante do mundo. Não há maneira de viver a vida sem superficialidade se não buscarmos a resposta.

Alguém que passe a vida inteira sem fazer as grandes questões da existência – há vida após a morte? Deus existe? Se existe, o que ele espera de mim? etc – pode até achar isso tudo irrelevante, mas como dizia Sócrates, “A vida não examinada não vale a pena ser vivida”. As grandes questões não podem ser realmente evitadas, porque as respondemos todos os dias pela maneira como agimos. Se Deus existe ou não, a resposta deveria definir cada aspecto da tua vida, fundar tuas ações, relações e conceitos, formar tua visão de mundo além das pressões sociais que te cercam. Quem não faz esses questionamentos acaba delegando essas grandes decisões da própria vida à multidão, à opinião vigente, aos seus sentimentos, às suas vaidades, ao feed do facebook, a qualquer coisa que não seja sua própria consciência. Uma vida superficial.
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Quando se encontra uma resposta às grandes questões e se vive de acordo com as consequências delas, um repertório de vidas humanas possíveis se abre, e então é possível conceber atos de imensa solidariedade, de boa ação consistente, de misericórdia, de renúncia às próprias vaidades, de amor genuíno… Isso porque a existência de Deus explica e justifica o que é esta vida. Por exemplo, vejamos o que são o Mal e o Amor nos dois cenários, Teísta (Deus existe) e Ateísta (Deus não existe):

Teísmo
O amor é uma propriedade essencial de Deus, um bem de sua natureza. Quando um humano ama outro ser humano, está refletindo esta natureza de Deus.

O mal é a distância de Deus, em que não há uma realidade positiva, mas antes é uma privação do Bem – como a escuridão não tem realidade positiva, mas é a privação da luz; e o frio não tem realidade positiva, mas é a privação do calor.

Ateísmo
 O amor é uma reação eletroquímica no cérebro, um artifício de sobrevivência da espécie ordenado por um sistema complexo, evoluído por muitos anos.

Quanto ao mal, é como Richard Dawkins disse: “no fundo não existe o bem, nem o mal, nem propósito, nenhum projeto, nada, exceto indiferença sem sentido”.

Se Deus existe ou não existe, essa é a questão mais relevante que há, e perpassa a busca por um sentido na vida. A existência de Deus, e a consequente imortalidade do homem, é a única coisa que pode preencher a vida humana de propósito. Não vale a pena passar mais um dia que seja sem investigá-la com sinceridade.

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Confira também:

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1 Comentário

  1. Jorge Clemêncio
    1 ano ago

    Deus existe, graças a Deus!

    E parabéns ao autor, texto tão breve quanto profundo.