Deputada Flordelis é presa por mandar matar pastor, atingido por 30 tiros.
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Deputada Flordelis, do PSD, é presa por mandar matar pastor, atingido por 30 tiros

Deputada Flordelis, do PSD, é presa por mandar matar pastor, atingido por 30 tiros

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Deputada Flordelis é presa após ser acusada de matar o pastor e marido, Anderson do Carmo; entenda mais sobre o caso

Mais um avanço aconteceu, nesta segunda-feira (24), na Operação Lucas 12, a qual busca os responsáveis pela morte do pastor Anderson do Carmo, que foi assassinado na garagem da própria casa por tiros.

Segundo o portal G1, em 2019, a morte do pastor ocorreu por desavenças familiares, questões financeiras e poder político, já que Anderson controlava o dinheiro da atual Comunidade Evangélica Cidade do Fogo. A sua esposa, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) foi mandante de seu assassinato, segundo a Polícia Civil.

O homicídio e as prisões

Inicialmente, o crime foi considerado um assalto, mas deixou as autoridades intrigadas pelo fato dos 30 tiros no corpo da vítima e, dessa forma, a trama foi se desenrolando e Flordelis e seus filhos arquitetando a farsa. A prisão de dois de seus 55 filhos que criava com Anderson foi realizada no ano passado, Flávio, o qual teria atirado no padrasto, e Lucas, que teria comprado a arma.

Contudo, os dois só pareciam fantoches na grande história. Na sua estadia na prisão, Lucas recebeu uma carta a qual estaria confessando que o mandante do crime do homicídio do pastor era o outro irmão, Mizael, que supostamente ofereceu benefícios em troca de um “susto” em Anderson do Carmo e que o assassino de tal foi feito pelo Lucas.

Estão tentando jogar sobre mim uma culpa de um assassinato que não é verdade, que não fui eu, é uma farsa, e vai aparecer o verdadeiro mandante.

Falou Mizael, conforme o G1.

Assim, o jornal O Globo, revelou que Lucas havia recebido a carta da mãe no presídio através de uma pessoa externa e teria copiado a mando da deputada. Tal carta fraudada foi mostrada no programa Fantástico da Rede Globo.

Além disso, a polícia descobriu que Flordelis tentou matar Anderson através de envenenamento e, neste momento, foram encontrados mais cúmplices e as prisões de Marzy Teixeira, Simone dos Santos e André Luiz, esse ex-marido de Simone, ajudaram a mulher na intoxicação do pastor. Contudo, a tentativa falhou.

A deputada não planejou o assassinato de seu esposo sozinha. O auxílio de Carlos Ubiraci no planejamento da morte ao lado de Andreia Santos, esposa de um ex-PM preso na mesma cela que Lucas e Flávio, e Adriano dos Santos que arquitetaram a ideia da carta e a neta, Rayane dos Santos, que ajudou na procura de assassinos foram de grande ajuda para a realização do homicídio do pastor.

Há também o envolvimento de Marcos Siqueira, ex-policial militar, nome reconhecido por uma das maiores chacinas ocorridas no Rio de Janeiro, resultando no total de 480 anos preso pela morte de 29 pessoas, segundo o jornal O Globo. As conversas entre a Andreia Santos, esposa do ex-PM e envolvida na realização da carta fraudada, conta por WhatsApp a Flordelis a influência que o policial tem com a segurança do presídio, demonstrando a facilidade de o papel chegar até o filho, de acordo com O Globo.

A deputada Flordelis

Flordelis
Flordelis e o pastor Anderson. | Fonte: Reprodução.

Com as provas na mesa, através das conversas pelos celulares da família, os quais foram confiscados pela justiça do Rio de Janeiro e entre as confissões do filho Lucas sobre a condução da família para culpá-lo e safar o outro irmão, a deputada foi presa por 5 crimes, segundo o jornal G1.

Os crimes da deputada do PSD, foram de tentativa de homicídio, associação criminosa, falsificação de identidade, homicídio triplamente qualificado e o uso de documentos falsos. Assim, a deputada foi levada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Contudo, a deputada não pode ser presa por conta da imunidade parlamentar.

Somado a esses fatores, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse em uma nota assinada, conforme o portal UOL:

O PSD esclarece que desde o início acompanhou o caso da deputada Flordelis e sempre defendeu o andamento e aprofundamento das investigações. Diante do indiciamento da parlamentar, o corpo jurídico do partido adotará as medidas para a suspenção imediata de sua filiação e, a partir de seus desdobramentos diante a justiça, serão adotadas as medidas estatuárias para a expulsão da parlamentar dos seus quadros.

Nota assinada, segundo o portal UOL.

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Por Amanda Marques – Redação Fala!

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