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As Reivindicações contra a Demissão dos Professores da Anhembi Morumbi

Danielle Moratte – Fala!Anhembi

Na última quinta-feira (28), os professores do grupo Laureate (Anhembi-Morumbi, FMU, Fiam e Faam), da Faculdade das Américas e do Centro Belas Artes, foram convocados para uma reunião conduzida pelo professor Celso Napolitano, diretor do SinproSP e presidente da Fepesp, sendo realizada no auditório do SinproSP.

De acordo com o sindicato, ”os cortes de professores são reflexos de uma política mercantilista e predatória adotada por essas diversas instituições de ensino superior. Mantidas por grupos de investidores, os únicos compromissos são o lucro a qualquer custo e a satisfação dos acionistas.”

Durante a reunião também foi citado a redução nos números de aulas. Segundo o sindicato, foi autorizado a negociação para a reintegração dos professores demitidos ou um ‘’pacote de saída’’, com compensações financeiras e benefícios.

As demissões em massa dos professores ocorrem de forma reincidente e sem avisos. Seu início foi em 2012 e, desde então, o sentimento presente em todos os docentes é o de medo, conforme cita umas das professoras, que não quis ter seu nome revelado, demitida em Junho deste ano: “Começamos a esperar a cada semestre quantos colegas seriam cortados, o que nos gerava um sentimento de ansiedade, desgaste, tristeza e muito stress”. Como justificativa, a universidade cita o valor alto da hora/aula.

Após as demissões, novos professores são contratados com condições inferiores aos anteriores. Veja os dados:

12/2017: Cerca de 400 professores foram demitidos. Desse dado, estima- se que 40% dos docentes demitidos eram da faculdade Anhembi Morumbi.

06/2018: Após as demissões de Dezembro/2017, novamente há um novo corte na rede Laureate, que demite cerca de 90 professores.

Assembleia dos estudantes de jornalismo, 19 de junho. Foto: Thomaz Kravezuk

Em busca de uma retratação dos administradores, alunos de diferentes cursos da Universidade Anhembi Morumbi e FMU, se organizaram e começaram a reivindicar.

Inspirados por outros movimentos estudantis, como por exemplo “A UNIESP vai ter que pagar” e também o “Resiste FMU”, alunos da Universidade Anhembi Morumbi, se uniram em prol da causa e criaram o MEIP (Movimento Estudantil Insurreição Popular) no último semestre de 2017.

A pauta principal do movimento seria a não demissão dos professores. Mas, segundo um dos representantes do movimento, outros problemas também são questionados: “A inflação de pautas dentro do movimento, acaba enfraquecendo o próprio. Mas consideramos extremamente importante lutar por elas”, afirma.

O movimento estudantil foi feito na intenção de abarcar o maior número de estudantes, de diferentes universidades e foi muito bem recebido, “A recepção foi bastante calorosa em relação ao movimento. Mas o que nós precisamos, é que essas recepções calorosas, vire uma revolta real. Nossos professores estão sendo mandados embora todo semestre, eles [Laureate], não têm compromisso com a educação, e sim, com o lucro.’, comenta o estudante.

Um dos maiores empecilhos do movimento estudantil neste período é o início das férias, onde a mobilização dos alunos é menor, “Sabendo disso, não só os grupos educacionais, mas também o estado, usufrui desse período para prejudicar os estudantes. Cabe a nós, utilizar esse tempo com inteligência, pensar no modo de atuação, a tática que iremos adotar para o semestre”.

Ainda segundo o militante, o movimento continuará mesmo se as reivindicações sejam atendidas “Enquanto houver vida, haverá um motivo pra lutar. O movimento é uma coisa permanente, as coisas acontecem o tempo todo. Tem anos de retrocesso que nós temos que combater, sempre os alunos buscam um ‘salvador da pátria’, e isso não vai acontecer. Fora que o movimento também não tem a intenção de ser um movimento hegemônico na universidade, e nós gostaríamos que os alunos se organizassem organicamente. Nós precisamos nos organizar, debater, fazer os alunos acordarem em seis meses, o que é difícil, mas não impossível.’’

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