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“Demarcação, Já” em Cannes

Por Thiago Dias – Fala Anhembi!
Foto: Takumã Kuikuro

O Festival de Cannes teve início ontem, dia (17/05).

Durante a programação, ocorreu uma manifestação no tapete vermelho, realizada pela equipe do documentário “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”, que recebe a direção de João Salaviza. Os membros da direção seguraram cartazes com frases de protestos exigindo a demarcação de terras indígenas e denunciando o genocídio dos povos indígenas.

“Pelo fim do genocídio indígena” e “Demarcação já”, afirmavam os cartazes em português, inglês e francês.

Lembrando que já é a segunda vez que cineastas brasileiros se manifestam em Cannes: no ano de 2016, a equipe de “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, protestaram em Cannes contra o Impeachment da ex-presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.

O Documentário Brasileiro é um dos preferidos para o prêmio e conta a história de Ihjãc, um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade.

O que é demarcação das terras indígenas?

Trata-se da delimitação legal das áreas indígenas. A Constituição Federal define as Terras Indígenas como todas as áreas permanentemente habitadas pelos índios, sendo elas utilizadas para suas atividades produtivas e também para a preservação de suas culturas e tradições.

Hoje existem 462 terras indígenas regularizada que representam cerca de 12,2% do território nacional, localizadas em todos os biomas, com concentração na Amazônia Legal, segundo o FUNAI.

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