De soberano a soberbo: São Paulo Futebol Clube, um presente de vexames
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De soberano a soberbo: São Paulo Futebol Clube, um presente de vexames

De soberano a soberbo: São Paulo Futebol Clube, um presente de vexames

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O São Paulo Futebol Clube no Morumbi vazio, na última quarta-feira, 29 de julho, brindou seu torcedor com mais um passo dentro da sua seca de títulos. Em partida válida pelas quartas de finais do Paulistão (Campeonato Paulista), o Tricolor Paulista foi eliminado precocemente da competição após derrota por 3×2 para o modesto Mirassol, acumulando mais um vexame na década. Esse, talvez, o maior de sua história.

O torcedor são-paulino aflige-se, mais uma vez, vendo seu time eliminado de mais um torneio. Desde seu último título oficial (Copa Sul-Americana – 2012), o clube do Morumbi vem amargando eliminações vexatórias. Do Paulistão a Libertadores, o São Paulo amontoa eliminações para Penapolense, Audax, Juventude, Bragantino, Defensa y Justicia, Colón, Talleres… e, agora, Mirassol.

A derrota vergonhosa diante de um adversário mutilado, que perdeu 18 jogadores em meio à parada forçada pela pandemia do novo coronavírus, significou o 31­º campeonato seguido sem título do São Paulo, sendo a 24º eliminação em campeonatos mata-mata, a sétima no Morumbi.

Fernando Diniz
Fernando Diniz lamenta gol sofrido por São Paulo contra o Mirassol. | Foto: Reprodução/Premiere FC.

São Paulo Futebol Clube, um presente de vexames

A troca incessante de técnicos, dada como solução em muitos momentos e quase sempre com o argumento de “dar um passo para trás para poder dar dois para frente” nada mais é do que uma forma da diretoria tricolor querer se esconder dos fracassos vividos nos últimos anos. Os cartolas também costumam utilizar-se de ídolos do clube em momentos cruciais, tirando de si os holofotes. Rogério Ceni, Raí, Lugano e Hernanes são bons exemplos dessa artimanha tricolor.

Com mais essa eliminação e a mudança do calendário no futebol brasileiro, o tricolor não tem mais a possibilidade de ser campeão em 2020. Com isso, o São Paulo martiriza-se na segunda pior seca de sua história. No Paulistão, o clube debuta ao completar 15 anos sem conquistar o torneio.

são paulo futebol clube
Rogério Ceni levantando a taça do Paulistão de 2005, o último título estadual do time tricolor. | Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press.

Com todos os desastres, eliminações, derrotas e problemas na diretoria, o São Paulo passa a impressão de ter parado no tempo, deixando com que as conquistas da primeira década dos anos 2000 subissem à cabeça, fazendo com que o tricolor perdesse sua essência vencedora. Nesta última década, o torcedor viu seus principais rivais empilhando títulos, enquanto o São Paulo empilhou vexames.

A atual gestão é comandada por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. No comando do tricolor desde outubro de 2015, o atual presidente entregará a seu sucessor, em dezembro de 2020, o legado de 10 trocas de treinadores, R$ 416 milhões em contratações de jogadores (a maioria delas fracassadas), R$ 526 milhões em dívidas e um total de zero títulos.

Leco
Presidente Leco em meio à entrevista coletiva. | Foto: Marcos Ribolli.

Faltando pouco menos de quatro meses para as eleições do Conselho Deliberativo e Presidência do clube, o cenário é indefinido. Até o momento, há uma única candidatura confirmada, a de Júlio Casares, diretor na gestão Leco, mas que não admite ser a situação. Quanto à oposição, os diversos grupos ainda discutem um nome de consenso, que deverá ser Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel ou Sylvio de Barros.

Agora, resta ao São Paulo juntar os cacos após a eliminação e aguentar o final da tenebrosa gestão, sustentando-se em seus principais jogadores e respeitando seu torcedor e sua história. Vitórias e derrotas fazem parte do espetáculo que é o futebol, mas a cota de vexames já passou da conta.

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Por Guilherme Napolis – Fala! Cásper

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