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De Biroska à Biroska

De Biroska à Biroska

Empresária, empreendedora e Rainha da Noite! Confira a história de Lílian Gonçalves.

Muito se fala hoje em dia sobre “ser empreendedor”. Há até algumas aulas – ainda que não atinjam o ponto – tratando sobre o assunto nas universidades. O apelo para a criatividade é grande, tanto nos meios de comunicação, quanto dentro das empresas. E, mesmo assim, todo esse conceito ainda parece ser bastante abstrato. Difícil ter aquela ideia criativa, que vai mudar tudo. Imaginem só há alguns anos, em que nem se usava ainda a palavra empreendedorismo no vocabulário básico da população. Mas foi nesse mundo no qual Lílian Gonçalves se jogou de cabeça! Filha do cantor Nelson Gonçalves, Lílian recebeu o título de Rainha da Noite e já chegou a comandar 12 casas noturnas em São Paulo. Hoje, ela é dona de alguns bares e restaurantes bem conhecidos pelos mackenzistas: Biroska, Frango com Tudo Dentro, Coconut, Bar do Nelson, Siga la Vaca… Pois é, Lílian, que começou sua vida profissional como garçonete, hoje é dona de quase todo um quarteirão.

Menina Mulher

Lílian nasceu em Minas Gerais, mas veio para São Paulo muito cedo. “Cheguei aqui com 14, trabalhei como garçonete por dois anos. Com 16 anos, comprei o primeiro bar, chamado Toca da Angélica. Com 17, assumi o Biroska. Eu era novinha, magrinha, pequenininha, mas mandava que nem gente grande. O importante é saber mandar, saber organizar”. E essa é a dica que Lílian dá para quem pensa em seguir seus passos: não colocar o carro na frente dos bois, pensar muito, planejar e só então arriscar. E também não se deslumbrar. A badalação dos bares fica só para os clientes! “Esse mundo é o comércio mais trabalhoso, que requer mais dedicação, mais criatividade. Esse é o ramo mais complicado. De diversão, para o dono, não existe nada.”

Publicidade e administração

Quando Lílian assumiu seu primeiro bar, botou em prática uma ideia decidida pouco antes: os clientes seriam atendidos por garçonetes. “De terninho, linhas! A maioria, atrizes em começo de carreira, como Maytê Proença”. E Lílian tinha uma maneira particular de ensinar: “eu nunca contava pra ninguém que eu era dona, porque eu trabalhava como garçonete, também”.

Foi com essas garçonetes que Lílian decidiu colocar em prática uma tática de marketing de guerrilha (ousem negar!): fez um monte de folhetos e foi até às portas do Mackenzie e da Santa Casa com as belas meninas. “Entregávamos o papel e falávamos: venha conferir, é a cervejinha mais gelada de São Paulo”! E deu certo – logo, os estudantes começaram a se reunir no Biroska depois das aulas.

Hoje, Lílian diz que os estudantes de medicina bebem mais, mas que são os mackenzistas a ir em coro às suas casas. Afinal, quem nunca foi convidado para uma festa no Biroska, ou a uma noite de karaokê no Siga la Vaca? Parece que nos tornamos seus verdadeiros fãs e seus maiores frequentadores.

O quarteirão da Rua Canuto do Val ficou bem mais mackenzista nos últimos anos e é quase impossível dissociar o Mackenzie de seus bares próximos, principalmente os de Lílian Gonçalves.

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