Entenda os valores passado pelo novo filme da Netflix, Work It.
Menu & Busca
Dançarina Imperfeita: para além de um clichê adolescente – leia a crítica

Dançarina Imperfeita: para além de um clichê adolescente – leia a crítica

Home > Entretenimento > Cinema e Séries > Dançarina Imperfeita: para além de um clichê adolescente – leia a crítica

A chegada do filme Work It, ou Dançarina Imperfeita na tradução brasileira, tem sido o mais novo clichê romântico nos trends da plataforma Netflix. Porém, a obra por direção de Laura Terruso traz fatores importantes de serem destacados, principalmente na juventude em que as escolhas são acompanhadas de pressões.

A protagonista Quinn Ackermann, interpretada por Sabrina Carpenter, é uma estudante exemplar que deseja entrar na Univerdade de Duke, a qual o seu pai tinha se formado. O valor sentimental era tão grande que a jovem resolve mentir para tentar garantir sua vaga na univerdade dos sonhos.

Dessa forma, a mentira ganha, não apenas corpo, mas sim um grupo de dança determinado a ganhar e, no caso da Quinn, comprovar a mentira. Com isso, a personagem desenvolve a habilidades na dança e constrói uma nova forma de ver o mundo. 

VALORES

A importância de refletir sobre os princípios passados pela trajetória de crescimento de Quinn dá a devida perspectiva para a relevância da obra cinematográfica. A criação da Netflix traz em seu enredo e elenco a diversidade, essa que se apresenta na dança ao misturar os diversos estilos em uma unidade.

Segundo a revista Febre Teen, o ator Jordan Fisher, que interpreta o coreógrafo Jake Taylor no filme, afirmou:

“A diversidade é ótima, principalmente por eu ser uma pessoa de cor e crescer em uma indústria em que frequentemente eu não ganhava o papel por não ser branco o suficiente ou preto o suficiente. Filmes de dança tem tudo, tem todo mundo. Todas as formas, tamanhos, cores, crenças, orientações, religiões, sexualidade, tem tudo.”

No filme, a presença de personagens com personalidades diferentes consegue integrar seus diferentes gostos à unidade que a dança proporciona e ao mesmo tempo à liberdade de ser quem é. Assim, o grupo de dança se torna um show de diversidades para além de um plano para acobertar a mentira de Quinn.

Ator Jordan Fisher fala da importância da diversidade no novo filme da Netflix/ Foto: Elly Dassas, NETFLIX.

Além disso, a questão do personagem Jake Taylor (Jordan Fisher) envolve um acidente em que lesionou a perna e, por isso, ficou impossibilitado de dançar. O sentimento de invalidez do personagem é explorado no filme ao comportamento de Jake nas várias tentativas de danças, contudo seguidas de dores.

Apesar disso, Quinn em um encontro com Jake revela um dos principais valores que adicionam a essa obra um toque de personalidade e diferença. O encontro acontece em uma roda de dança de rua, onde deficientes físicos demonstram que apesar dos obstáculos, para quem gosta da dança, nada é impossível. Dessa maneira, a representatividade também é outra característica da qual o filme revela em uma simples, porém marcante, cena.

Somada a essas visões, há também a questão da juventude e toda pressão posta na personagem principal, que tem sua vida planejada pela mãe. Quinn enfrenta decisões difíceis, as quais sempre a faz questionar entre o caminho que a dança lhe proporcionou e a mesmice da vida árdua de estudos. Contudo, o desfecho da confusão da jovem tem um dos valores mais importantes que o filme passa: a coragem.

Assim, para além de um clichê romântico da Netflix, o filme tem ideais e constitui em seu enredo diferentes pontos a se explorar.

_________________________________________
Por Amanda Marques – Redação Fala!

Tags mais acessadas