Cultura do cancelamento mais presente do que nunca
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Antes mesmo do termo “cultura do cancelamento” existir, o linchamento virtual na Internet já acontecia. Essa cultura passou a ganhar seguidores com o crescimento das redes sociais, entre pessoas anônimas e conhecidas. E, com isso, sites de notícias de entretenimento ou celebridades são alimentados.

O que é a cultura do cancelamento? 

De acordo com Spartakus Santiago, youtuber, a cultura do cancelamento nada mais é do que a sensação que as pessoas sentem de que está liberado julgar o outro por algo que ele pode não ter feito. Santiago ainda completou dizendo que, “Além de que, na maioria das vezes, as pessoas que atacam e fazem os comentários sobre os outros ganham likes e seguidores. Por isso, para mim, essa cultura é uma espécie de violência premiada”. 

cultura do cancelamento
Cultura do cancelamento. | Foto: Reprodução.

Como, hoje em dia, todo cuidado é pouco ao se manifestar em uma rede social, muitas vezes, quando não há mais o que se cancelar, internautas procuram pequenas falhas nos discursos de famosos e problematizam-nos. Principalmente no Twitter, rede social responsável pelos maiores índices de cancelamento, já que o aplicativo tem uma parte onde podem subir hashtags podendo torná-las trending topics

No dia 9 de maio Felipe Neto se manifestou em seu Twitter com um vídeo que trazia o questionamento de se os influenciadores, instagramers e famosos no geral, deveriam continuar a se isentar de assuntos políticos. Logo no início, Felipe Neto diz, “A partir do momento em que o Bolsonaro começou a ameaçar o STF e o Congresso Nacional, quem não se manifestou torna-se cúmplice e não dá mais para passar pano”.

O que gerou muito questionamento e polêmica foi que, ao iniciar seu vídeo, Neto deixa claro que ninguém é obrigado a expor suas opiniões políticas. Porém, após afirmar que o “período de intolerância” acabou, ele diz que quem não se manifestou publicamente foi tirado de suas redes, recebendo o unfollow.

Muitos internautas não ficaram satisfeitos com seu vídeo e, assim, começaram os ataques virtuais e o cancelamento de Felipe Neto apareceu mais uma vez no trending topics. Nos comentários, diversos famosos mostraram seu apoio e ainda deixaram mensagens alfinetando aqueles que, de fato, não se manifestam.

A cantora Anitta também foi muito criticada pelos internautas por contabilizar 47,1M seguidores no Instagram e nunca se posicionar sobre nenhum assunto político. Por isso, no dia 10 de maio, a cantora anunciou que faria uma live em seu Instagram em forma de aula de política com a advogada Gabriela Prioli, para que ela pudesse se posicionar mais sobre política.

Como o cancelamento já virou um hábito natural, diversos sites fazem no final do ano uma lista de cancelados do ano. Encontram-se nessa lista famosos como:

  1. Anitta: cancelada por não se posicionar politicamente em suas redes sociais diante do que estamos vivendo.
  2. Drake: Em 2019, Drake viria ao Brasil para sua turnê, mas, no final, só se apresentou no Rock in Rio e não permitiu que seu show fosse gravado, sem contar que ele trouxe marmitas prontas para que não tivesse que comer a comida do Brasil.
  3. Alessandra Negrini: cancelada por ter usado um cocar de índio durante um bloco de carnaval, por isso foi acusada de apropriação cultural.
  4. Mc Gui: Filmou uma menina que estava usando uma peruca e fantasia de Boo, personagem do filme Monstros SA, e brincou dizendo que parecia filme de terror. 
  5. Todos os participantes do BBB 20, sem exceção.

A cultura do cancelamento pode gerar muitas frustrações, principalmente para iniciantes em tecnologia ou como, por exemplo, Spartakus que foi cancelado logo no início de seu canal. Para ele, só existem pontos negativos na cultura do cancelamento e, por conta disso, ela deveria ser cancelada.

Ele expôs sua história em um vídeo para o Quebrando o Tabu, onde afirma que essa cultura é muito violenta e que lhe fez muito mal, porque pessoas que não o conheciam estavam entrando em seu perfil para atacá-lo. Com isso, Spartakus afirma que ninguém merece ser cancelado sem ter um motivo plausível.

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Por Carolina Ferraz – Fala! ESPM

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