Crônica: Como os jovens da atualidade lidam com o amor?
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Por Jhu Candeia – Fala! FIAM

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Como os jovens da atualidade lidam com o amor – foto: Reprodução

O amor, por muitos anos, foi um sentimento que envolvia o máximo de afeto com uma pitada do sentimento de conquista. Nossos bisavós, avós e até nossos pais travaram batalhas, superaram barreiras e escalaram obstáculos em uma época que, para despertar a paixão de alguém, teria de merecer.

Todos esses esforços de nossos antepassados resultaram na popularização da palavra amar. Mas será que temos dado valor? Ou foram anos de lutas e conquistas para que nossa geração finalmente pudesse tratar a paixão como um simples sentimento passageiro e descartável?

Hoje em dia, quando nos deparamos com um casal jovem de namorados, geralmente nos fazemos as perguntas: “como conseguem?” e “quanto tempo durará?”. Mas calma, não é nossa culpa pensar assim.

Tudo isso se dá pela nossa falta de crença na fidelidade das pessoas novas e na dificuldade em acreditar e depositar sua confiança em nossos parceiros. Mas como pensar ao contrário, se vivemos em uma época em que as pessoas estão obcecadas por viver cada momento como se fosse o último, mesmo que isso inclua passar por cima de todos aqueles que neles confiam? 

Depositar a confiança em outra pessoa é uma coisa que nos assusta, porque estamos lidando com algo dentro de nós que é incontrolável. Quando decidimos nos abrir para alguém é como se abaixássemos nossas guardas e nos tornássemos vulneráveis. E o mínimo que podemos esperar da outra pessoa é que tome cuidado com nossos sentimentos e não os destrua. Mas nem sempre elas fazem isso, né? 

Com o considerável crescimento das formas de comunicação tecnológicas, por muitas vezes, substituímos o contato físico e direto frente a frente. Há um motivo para que nós evitemos aquele primeiro encontro e até aquele telefonema com a pessoa que sentimos aquela sensação de “agora vai” e eu vou te dizer o porquê: o nosso medo de falhar e ser descartado é tão grande que preferimos conversar por mensagem, onde escondemos nossas reações, e temos um tempo de resposta maior para mandar aquela frase perfeita enquanto o outro digita, a fim de fazer com que aquele candidato a parceiro amoroso não note que você é um ser humano e que, as vezes, soltará uma bobagem ou outra no meio do bate-papo.

Outro ponto importante é o jeito de como, raramente, sentimos que merecemos ser amados. E na minha singela opinião, isso se dá pela forma de como as pessoas usam as redes sociais e a forma como elas, indiretamente, tem o poder de nos agregar os sentimentos de inferioridade e insatisfação, apenas por seus registros e compartilhamentos dos momentos felizes de suas vidas “perfeitas” pela lente da câmera.

Isso é um tiro em nossa autoestima e, com certeza, é a ajuda que precisávamos para estabelecer um padrão inexistente da vida social jovem e moderna. 

A forma como nossa geração evita relacionamentos é realmente um assunto interessante para ser abordado e pesquisado com cautela. Mas, enquanto a fórmula para a paixão perfeita e recíproca não for inventada, temos que manter a fé e jamais, em hipótese alguma, deixar de acreditar no amor.

Assim, continuaremos a explorar aquela química com crush que atrai, aquele flerte na balada que não sabemos onde vai parar, aquela notificação que chacoalha o coração sempre que seu celular vibra e aqueles beijos longos e intermináveis que nunca dão vontade de parar.

Apesar de nossas decepções nessa área, desistir de encontrar aquela pessoa que vai te fazer sentir especial, nunca pode vir a ser uma opção. O amor existe para todos e, uma hora, vamos encontrá-lo.

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