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Amor de Fã, uma reflexão

Amor de Fã, uma reflexão

Por Isabelle Colina – Fala! Cásper

Amor de fã

“Um amor que é diferente às vezes do convencional, que nem sempre dá para ser explicado, afinal, sempre tem alguém que te fala “ele nem sabe que você existe”, então é algo diferente, mas que é importante”

         Fã é aquele que ama, sofre, se emociona e cria um laço íntimo com alguém ou algo. É saber conviver com os preconceitos e com a angústia de talvez nunca conhecer seu ídolo. É se aventurar, ficar horas, dias ou meses em uma fila para comprar ingressos, acompanhar fielmente as redes sociais e sentir euforia a cada publicação nova.  Derivado da palavra fanatismo, fã qualifica a pessoa que expressa forte admiração por alguém, algo ou uma ideia.

Após a década de 60 e a “Beatlemania”, nome dado à grande massa de seguidores dos Beatles, o número de artistas que de forma quase doutrinária arrasta multidões cresce a cada ano. Especialistas afirmam que é comum principalmente entre os jovens, pois eles buscam figuras em que possam se espelhar. Ainda que saudável, há uma linha tênue entre ser fã e fanático.

A partir do momento em que a pessoa deixa de admirar e passa a ser obsessivo por uma figura pública, esse “amor” acaba se tornando uma doença.  A própria palavra “ídolo”  representa uma figura divina, perfeita e que é objeto de adoração. Artistas como Beyoncé, Madonna, Kim Kardashian já relataram que sofreram perseguições por fãs – e não podemos esquecer o caso de John Lennon que foi assassinado por um fã, no ano de 1980, em frente à sua casa. Assim, as celebridades cada vez mais investem em segurança e se preocupam com sua integridade e privacidade.

“Eu sempre brinco que Paul e os Beatles são como meus melhores amigos. Eles estão presentes em todos momentos de minha vida, então eu amo de verdade, tanto quanto os meus amigos ou alguém que faz parte diária da minha vida”

          Claro que seria um equívoco enorme achar que admirar alguém seja ruim. Longe disso. Segunda uma fã do Justin Bieber, suas músicas a ajudaram durante o período em que sofreu depressão chegando até tatuar a frase “Life Is Worth Living” (A vida é digna de se viver, em português), nome de uma canção de Justin. E assim como ela, milhares de pessoas encontram nos seus ídolos forças para lidar com situações difíceis ou apenas se divertem com a sensação de se sentir entusiasmado.

         Hoje a relação fã-artista foi reconfigurada. Graças às redes sociais, é possível seguir cada passo de seu ídolo com apenas um toque no celular. Esta aproximação contribuiu para favorecer a divulgação de novos trabalhos e também para mostrar que os artistas não passam de pessoas comuns. Coleção de poster, CDs e revistas foram deixados de lado e se tornaram galerias em celulares, playlists em plataformas de streaming e grupos em redes sociais.   

 A partir do momento em que a relação é saudável, há uma conexão que muitas das vezes não existe com pessoas próximas. Muitas pessoas passam anos acompanhando um mesmo artistas, criando laços tão fortes como os familiares.

“Costumo descrever meu amor pelo Justin sobretudo maternal. Acredito que pelo fato de eu ter acompanhado seu crescimento da pré-adolescência até a vida adulta tenha criado esse tipo de sentimento.”

          Adverso a relação fã-artista que foi reconfigurada pelas redes sociais, o amor continua sendo o mesmo entre gerações. As mães que acompanham seus filhos nos shows do One Direction ou Luan Santana, passavam os dias ouvindo Roupa Nova ou Queen.

         Independente do ano e do estilo musical, a palavra fã sempre estará presente em nosso vocabulário. Para que tudo exista e se torne um sucesso, há a necessidade de ter alguém acompanhando.

          Ser fã é uma das formas mais puras de amor, pois não se espera recompensa.

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