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Do Leste Europeu à vice campeã do mundo

Do Leste Europeu à vice campeã do mundo


Por Yasmin Altaras – Fala!Cásper

 

Apesar de não ser uma das primeiras apostas para campeã, a seleção croata surpreende pelo ataque insistente

Em uma disputa mundialmente comentada e rodeada por apostas e resultados surpreendentes, sete vitórias definem o desfecho da competição mais aguardada do globo, seja por torcedores fanáticos ou de bolão, até fãs momentâneos de futebol. A Copa do Mundo da Rússia de 2018 trouxe consigo uma gama de placares inusitados e de destaques dentro de campo, além da eliminação imprevista de grandes seleções que, gradativamente, —  ao que parece – estão sendo substituídas por novas gerações, como é o caso da bicampeã mundial francesa e a vice, croata.

A seleção xadrez, neste domingo (15), conquistou, pela primeira vez, a medalha de prata da Copa do Mundo, fato icônico para o histórico futebolístico do time. A equipe estreou na competição em 1998, na Copa da França, no grupo H, junto com Japão, Argentina e Jamaica. Mesmo não vencendo na semifinal contra o time da casa (2 x 1), os croatas conseguiram a medalha de bronze e o artilheiro do torneio: Davor Šuker, com um total de 6 gols.

Ex-artilheiro da seleção croata, Davor Šuker, atualmente é presidente da federação de futebol da Croácia. (Foto por: Getty)

Já em 2002, a performance da seleção nas Eliminatórias melhorou indiscutivelmente, com a liderança invicta do grupo 6 (com 3 empates e incríveis 5 vitórias). Em contrapartida, tal desempenho não foi o mesmo durante o início da Copa, encerrando sua presença com apenas 3 pontos.

Em 2006, a chama croata também não estava tão incandescente. Teve destaque, novamente, na fase das Eliminatórias, batendo seu recorde de pontos (21). Porém, durante sua atuação na Copa, não ganhou nenhuma partida, nem mesmo na estreia contra o Brasil, perdendo por 1 a 0. Ao final, terminou na 22ª posição da classificação geral.

Na penúltima Copa, em 2014, a atuação da Vatreni —apelido da seleção dado por seus torcedores e que significa ‘‘Ardente’’ — mostrou para o mundo que seria um adversário trabalhoso, com jogadas repletas de contra-ataques que ameaçavam a técnica estabelecida pelo oponente. Contudo, mais uma vez, fora eliminada, tendo apenas 1 vitória e 2 derrotas.

Agora, em 2018, a seleção comandada pelo técnico Zlatko Dalić cravou finalmente seu nome na História, no Estádio Lujniki, em Moscou. Com um elenco de jogadores ilustres como os meio-campistas Luka Modrić (Real Madrid), Ivan Rakitić (FC Barcelona) e Ivan Perišić (Inter de Milão), por exemplo, o escrete demonstrou uma boa qualidade técnica, mesmo com um um certo pragmatismo em relação ao padrão de jogo e um índice de 25% de gols provindos de bola parada, que de acordo com a Fifa, teria sido influenciado pelo uso de videoarbitragem (VAR, do inglês Video Assistant Referee), bem como metade dos gols feitos por outros times durante todo o campeonato. Como finalista, ainda vale ressaltar que esse foi o único time, dessa edição da Copa, que jogou 3 prorrogações, ganhando triunfalmente no jogo da semifinal contra a Inglaterra (2 x 1). Assim, com uma maior permanência de tempo dentro de campo em relação aos demais, a camisa quadriculada arrancou o clamor da torcida, principalmente pelo fato de ter chegado na final.

Para aqueles que pensavam que a Taça Fifa retornaria para um velho conhecido francês, Didier Deschamps, técnico da Seleção Francesa e ex-capitão da mesma equipe, em 1998, acertou.

Na vigésima primeira edição da Copa, em sua partida decisiva, a seleção do ‘‘Allez le bleu’’ (do francês ‘‘vai azul’) marcou, no primeiro tempo, um gol devido à atuação do jogador croata Mario Mandžukić (Juventus), o que facilitou o gol contra que desfavoreceria o seu próprio time. Em resposta, a Croácia marcou o primeiro gol também, feito por Perišić (3 gols em 7 partidas) e logo em seguida, como se fosse um duelo de pingue-pongue, a França executou uma falta tática.

O jogador Antoine Griezmann (Club Atlético de Madrid) marcou o segundo gol francês ao cobrar um pênalti dado por conta da interferência de toque de mão croata. Ao final do primeiro tempo, pôde-se analisar que a Hrvastka teve um domínio de 61% de posse de bola, propriedade que não ajudou muito no resultado final.

O terceiro gol dos Les Bleus (do francês ‘‘Os Azuis’’, apelido do time), feito por Paul Pogba (Manchester United), preocupou a equipe adversária, que começou a demonstrar sinais de cansaço dentro de campo. O quarto gol veio pela rajada Mbappé (4 gols em 7 jogos), melhorando a confiança francesa.

Em um cenário de elevada preocupação em uma final, o centro avante da Juventus marcou o segundo gol, como uma compensação pelo erro anterior e uma maneira de nutrir os ânimos da equipe, contudo, essa resposta foi breve. Mesmo com 5 minutos de prorrogação, a seleção xadrez não conseguiu dar um xeque-mate na sua antiga rival, o que relembra o jogo de vinte anos atrás, na Copa da França.

Modrić ganha prêmio do craque da Copa, mas não teve sua melhor performance durante a final. (Foto por: Laurence Griffiths/Getty Images)

Apesar do segundo lugar, a visibilidade adquirida pela Croácia nesse epílogo de campeonato mostrou que o time tem garra para lutar por qualquer nova conquista em seu futebol, demonstrando habilidades técnicas brilhantes — mesmo com as inúmeras faltas cometidas — e quem sabe, em 2022, o almejo pelo título inédito não venha para a chama Vatreni de uma vez por todas.

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