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Crítica: Um Lugar Silencioso

Crítica: Um Lugar Silencioso

Por Artur Ferreira – Fala!PUC

 Dirigido e estrelado por John Krasinski (sim, aquele mesmo de The Office), Um Lugar Silencioso é mais um desses filmes que surgem do nada. O espectador amante da sétima arte, antes de ver o trailer na internet, nem sabia da existência vindoura desse filme. Após receber o convite de um amigo que tinha amado o filme, decidi dar uma chance e não me arrependo nem um pouco.

 O filme de suspense/terror se passa em um mundo pós-apocalítico que não se sabe o que aconteceu, e o roteiro não fica se explicando sobre o que houve anteriormente como em muitos filmes do gênero – o espectador é jogado para essa nova realidade e é isso o que dá um “sabor” a mais para o filme, um mistério sem solução, e que não precisa ter.  Nesse mundo desolado, a humanidade parece estar quase que completamente extinta por monstros cegos que são atraídos pelo som, e a família Abbott parece ser um dos poucos sobreviventes desse apocalipse.
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Nesse universo onde o menor dos barulhos pode te condenar, o som é seu inimigo e o silêncio na sala de cinema é essencial. Prepare-se, pois, os “jump scares” se tornam os “sound scares”. E mesmo que você duvide, sim, o filme possui uma excelente trilha sonora, não só nas músicas, mas o próprio ambiente, tanto no momento mais pacífico até o mais aterrorizador.

E os protagonistas são outra peça chave para o desenvolvimento da trama: a família composta por Lee Abbott (John Krasinski) o protagonista, Evelyn (Emily Blunt) sua esposa, e seus filhos Regan (Millicent Simmonds) e Marcus (Noah Jupe), tiveram de mudar seu estilo de vida, desenvolvendo pequenos mecanismos para evitar sons altos durante toda a sua rotina diária. Um exemplo disso é a comunicação entre os protagonistas, pelo motivo de Regan ter nascido surda (além do que a própria atriz é realmente surda, o que torna o filme muito mais real) toda a família já tinha o conhecimento da linguagem de sinais, e durante a trama ela é magistralmente usada, tornando clara toda a comunicação no filme independente se falada ou através de gestos.

O longa metragem é um exemplo vivo do termo “show, don’t tell”, que basicamente seria a obra mostrar através de ações as motivações e sentimentos dos personagens, e não encher o roteiro de diálogos desnecessários e auto explicativos. Além do mais, o jogo com o som e o silêncio torna essa experiência algo totalmente novo para o amante da sétima arte.

Um Lugar Silencioso é um filme criativo que sabe muito bem brincar com a capacidade técnica de uma sala de cinema, além de flutuar bem entre o artístico e o comercial, conseguindo agradar aos dois públicos. Um filme com um ótimo desenvolvimento de seus personagens e uma construção tensa, de tal modo que da metade para o final o filme não te dá mais descanso. Além disso, toda a solução de um roteiro simples mas bem construído torna o ato de assisti-lo no mais puro silêncio uma missão extremamente fácil e prazerosa.

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