Home / Colunas / Cinema / Crítica: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

Crítica: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

Por Nathália Taise – Fala!MACK

 

O longa, produzido pela Netflix, é uma história sobre as histórias do tempo.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata se passa um ano após o término da segunda Guerra Mundial, e conta a história de Juliet Ashton, uma escritora inglesa que publica livros através de um pseudônimo masculino. Tudo muda, porém, quando ela recebe uma carta de Dawsey Adams, da ilha de Guernsey, e a autora fica sabendo sobre a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata. Juliet viaja até Guernsey para conhecer mais sobre sua história, de seus moradores e da sociedade, e descobre muito mais do que planejara.

A produção é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Mary Ann Shaffer e Annie Barrows. Dirigido por Mike Newell, traz no elenco atores já conhecidos pelo público, Lily James no papel da jornalista Juliet e Michiel Huisman (conhecido por seu papel em Game of Thrones) como Dawsey, além de Glen Powell e Matthew Goode em papéis secundários.

O nome da obra nos atrai rapidamente por ser diferente e até mesmo engraçado, porém a história por trás dele não tem nada de divertido. O filme tem como tema principal o horror e os traumas que a Segunda Guerra Mundial causou mundo afora e principalmente na pequena ilha de Guernsey, e também nos mostra as marcas que ficaram eternizadas na pele das pessoas que presenciaram essa época.

Sociedade Literária e a Torta de Casta de Batata apresenta paisagens lindas e personagens muito bem construídos e extremamente humanos, sendo assim o tema amor está presente durante todo o enredo, mostrando que mesmo em meio a guerra há amor, e então nem tudo está perdido.

Porém, nas entrelinhas vemos um assunto de muita importância que ronda todo o contexto, que é como a arte, especialmente a literatura, pode salvar as pessoas, pois em meio a todo o caos, um livro em suas mãos pode ser exatamente a fuga ou o esconderijo que você precisa, pode também ser a inspiração para seguir em frente, e a faísca de vida para continuar lutando quando tudo parece ser em vão.

Um filme para todos os gostos, que envolve guerra, romance, cheíssimo de referências literárias e até mesmo um pouco de comédia, faz com seja impossível não se envolver com a narrativa e se emocionar a cada descoberta, uma obra que relembra nossa própria história e como o amor é importante, mesmo em meio ao ódio, especialmente em meio ao ódio.

Confira também

Consciência Negra, muito além do dia 20 de novembro

Por João Guilherme Lima Melo – Fala!PUC   Projeto de lei número 10.639, dia 9 ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *