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Crítica: Dumbo – Tim Burton se superou

Crítica: Dumbo – Tim Burton se superou

Por Luana Pelizzer – Fala!Cásper

O live-action de Dumbo foi o primeiro de três que vão estrear esse ano e, sem dúvidas, a Disney escolheu a forma certa de dar início aos novos lançamentos. O filme de Tim Burton é envolvente, emocionante, mágico e surpreendentemente inovador para um remake.

A história do elefantinho voador foi reinventada de uma forma muito mais realista por Burton, se adequando perfeitamente a ideia de live-action. Sem animais falantes, representando de forma mais fiel o funcionamento do circo (mas mantendo-se adequado para o público infantil), reformulando e expandindo o  roteiro original e criando uma atmosfera cativante com a audiência, o filme faz com que compreendamos os sentimentos de aflições de Dumbo sem que sejam necessárias palavras, apenas através do olhar e das expressões do elefante CGI mais simpático que o mundo já viu.

A história se desenrola em uma constante relação entre a vida de Dumbo e a de Milly e Joe, os dois irmãos que viviam sua infância no circo. A história começa quando o pai das crianças, Holt, volta da guerra, e eles tem um pouco de dificuldade para se adaptar com a volta dele, ainda mais depois de ter visto a mãe morrer de gripe enquanto o pai estava em combate. A dor de Dumbo ao ser afastado da mãe se assemelha à dor das crianças, tornando muito mais íntima e pessoal a vontade dos irmãos em ajudar Dumbo a reencontrar a Sra. Jumbo.

De fato, o envolvimento das crianças com o elefantinho tornou fácil o intimismo do público com elas e, de repente, Milly e Joe eram tão importantes quanto Dumbo, sem diminuir a importância e relevância da estrela principal. No entanto, esse trabalho não foi tão bem feito em relação aos outros personagens. Não foi o suficiente para criar intimidade e engajamento com Holt e a rainha do circo, Colette. Os dois eram de extrema relevância para a história e eram parte crucial do enredo para Milly e Joe. Infelizmente, faltou efetividade no papel desenrolado por eles, diminuindo o envolvimento do público.

Mesmo que não tenha saído 100% perfeito, Dumbo não vai decepcionar ninguém. Tim Burton desenvolveu o novo enredo mantendo-se fiel à minimos detalhes do filme original, comprovando a sua maestria como diretor. Até as cegonhas da animação de 1940, que trazem o elefantinho para a mãe, aparecem no filme: obviamente, não chegam carregando o filhote, mas aparecem por lá na noite em que Sra. Jumbo dá a luz.

Além disso, os elementos visuais do filme são de tirar o fôlego e, certamente, superaram expectativas, Os animais do circo, especialmente o elefantinho, o parque de diversões e a floresta, tudo cativou a audiência e colaborou para que o live-action de Dumbo se tornasse um dos filmes de criança mais emocionantes da Disney.

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