Crítica: Duda Beat sofre e inova em novo álbum 'Te Amo Lá Fora'
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Crítica: Duda Beat sofre e inova em novo álbum ‘Te Amo Lá Fora’

Crítica: Duda Beat sofre e inova em novo álbum ‘Te Amo Lá Fora’

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O mais recente lançamento de Duda Beat chegou aos serviços de streaming no dia 27 de abril. Te Amo Lá Fora é o segundo disco de Duda Beat. A rainha da “sofrência” pop, entrega um álbum brasileiro, incorporando o movimento manguebeat. É possível ouvir trechos do manguebeat na música Tu e Eu. No álbum, conseguimos identificar o brega, hip-hop, rock, pisada, maracatu e funk. Diferentes gêneros que são encontrados no manguebeat.

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Duda Beat sofre e inova em novo álbum. | Foto: Reprodução.

Te Amo Lá Fora: crítica do novo álbum de Duda Beat

As transições de ritmo são fluidas, leves. O incremento do synthypop, que aliás caiu em desuso nos anos 80 e está voltando agora para o pop com a “corda” toda, foi uma “tirada” de mestre. Neste álbum, ela investiu no beat que está em seu nome artístico.

As letras e histórias continuam as mesmas, o que muda é a balada melodramática que acontece enquanto a voz de Duda Beat foge do ritmo das batidas e volta a ele em alguns momentos. São 11 faixas no álbum, com uma delas sendo instrumental. Todos os sons tratam de histórias de amor, alguns bem-sucedidos, outros nem tanto. A batida transforma algo tão banal e retratado tantas vezes pela “sofrência” em único.

Quem acompanha a cantora e estava esperando o mesmo marasmo do primeiro álbum deve estar surpreso. A diferença sonora do álbum Sinto Muito (2018) para Te Amo Lá Fora é gritante. Há mais incrementos sonoros no segundo álbum, a voz de Duda Beat está mais forte, as batidas estão mais marcadas e há quebras no ritmo que fazem muito bem as faixas.

Te Amo Lá Fora segue a mesma linha temática de Sinto Muito, mas tem algo a mais. Sinto Muito é mais pop do que manguebeat, menos regional, mais genérico. Se Duda Beat continuar na mesma linha, podemos esperar um sucesso estrondoso no terceiro álbum. Ela está no caminho certo, no que compete às críticas pelo menos.  

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Por Jessica Grossi – Fala! UEPG

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