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Crítica: Coisa Mais Linda

Crítica: Coisa Mais Linda


Por Isabella von Haydin – Fala!Cásper

Coisa Mais Linda tem uma trilha sonora de sair cantarolando pela casa e uma fotografia vintage que parece um quadro dos anos 50/60. A série ambientada na época da Bossa Nova conta a história do encontro entre Malu (Maria Casadevall), Adélia (Pathy de Jesus), Lígia (Fernanda Vasconcelos) e Thereza (Mel Lisboa), após a protagonista se mudar para o Rio de Janeiro e descobrir que levou um golpe de seu marido, que fugiu com todo seu dinheiro.

Ao longo dos sete episódios, as personagens vão se desenvolvendo e lidando com diversas questões que alteram sua visão de mundo e as desafiam como mulheres à frente de seu tempo, como violência doméstica, privilégio branco, amor livre e por aí vai. Além disso, é inegável que a série, feita para passar uma ideia de Brasil para o exterior, têm suas maquiagens do que é, ou era, o Rio de Janeiro dos anos 50 enquanto tenta criar diálogos “políticos” com fundos estéticos.

A série da Netflix é uma série confortável; do tipo que você já sabe o que vai acontecer, percebe uma atuação fraca em certos momentos e problematiza algumas coisas, como a construção superficial da personagem da Pathy de Jesus e do músico Chico (Leandro Lima) que muda da água para o vinho em questão de algumas cenas, mas, mesmo assim, continua assistindo vorazmente porque tem um ritmo gostoso e um figurino bacana da era da cintura alta e do óculos de gatinho.

Sem spoilers, o fim é feito para seduzir o espectador à uma segunda temporada já confirmada. Cheio de pressa, coisas chocantes acontecem ao fundo de elementos umbandistas, toque que dá uma multiplicidade bacana à produção. Recomendo Coisa Mais Linda para aquele domingo preguiçoso em que você não quer pensar muito, mas também quer uma dose de feminismo tragável até aos olhos menos desconfortáveis diante da desigualdade de gênero.

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