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Crítica: A Favorita – Entre as quatro paredes da Corte

Crítica: A Favorita – Entre as quatro paredes da Corte

Por Arthur Santos Eustachio – Fala!Cásper

O filme é um dos indicados ao Oscar 2019 de Melhor Filme.

A Favorita é um filme de época dramático dirigido por Yorgos Lanthimos, reconhecido principalmente por O Lagosta e O Sacrífico do Cervo Sagrado. O roteiro é escrito por Deborah Davis e Tony McNamara. A trama se passa no século XVIII, na Inglaterra, quando os britânicos se encontram em guerra contra a França. O trono é ocupado pela Rainha Anne (Olivia Colman), com extensa ajuda da sua fiel duquesa Lady Sarah (Rachel Weisz). Quando a nova criada e prima de Sarah, Abigail (Emma Stone), chega à corte em busca de emprego, as coisas se intensificam bastante entre as três protagonistas.

CONTÉM SPOILERS

Lidando com o poder mais como um brinquedo difícil de manejar, a frágil Rainha Anne fica imersa na sua própria miséria, ressentimento e ciúme, e se vê envolvida com 17 coelhos – cada um representando a perda de um filho – e, sobretudo, com um secreto caso com a devotada Sarah. Abigail, cujo fervoroso objetivo é atingir os postos mais altos e se tornar uma Dama, planeja detalhadamente o seu plano quando descobre o affair entre as duas. Diante disso, ela busca gradualmente se aproximar de Anne, mesmo que tenha de utilizar de mentiras convenientes para tal. Todo esse cenário pavimenta um confronto memorável entre Sarah e Abigail pela confiança – e amor – absoluto de Anne.

Graciosas, chiques e refinadas vestimentas. Fascinante, meticulosa e abrangente cinematografia. Impactante, expressivo e sensível uso das músicas. Inteligente trabalho de câmera e ângulos. Bela e forte paleta de cores. Estes são alguns dos ingredientes de um perfeito ambiente estético. Outros aspectos são igualmente valiosos e deliciosamente agradáveis. O pesado tom sarcástico está frequentemente nas conversas, especialmente por meio de Lady Sarah. O excelente humor é mais uma particularidade que apresenta uma interessante perspectiva a fim de demonstrar tanto a interna rotina da política do tempo quanto as aspirações de cada personagem.

Analisando as performances, não é a toa que Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone estão todas nomeadas ao Oscar. As atrizes esbanjam atuações de primeira qualidade e são o centro de uma narrativa sombria, recheada de segredos, jogos políticos e sociais de poder e interesses egocêntricos.

Algumas objeções válidas são que a trama chega a um ponto em que se estende de forma excessiva, e que o terceiro ato não é tão competente como os primeiros. Ainda assim, do começo ao fim A Favorita é cativante, tenso e metafórico; ao mesmo tempo, emotivo, hilário e cômico.

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