Cresce o número de mulheres assassinadas no Brasil durante isolamento
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Cresce o número de mulheres assassinadas no Brasil durante isolamento

Cresce o número de mulheres assassinadas no Brasil durante isolamento

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Estudo revela que casos de mulheres assassinadas no Brasil aumentam durante a pandemia. Psicanalista comenta sobre o assunto

feminicídio
Estudo revela aumento de número de mulheres assassinadas no Brasil durante a pandemia. | Foto: Reprodução.

Número de mulheres assassinadas aumenta durante o período de quarentena

No Brasil, o cenário da violência doméstica tem se mostrado ainda mais preocupante, segundo um novo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que mostrou que, à medida que a quarentena avançava, os registros policiais de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica caíram significativamente, sugerindo que as vítimas não estavam conseguindo pedir ajuda.

Em contrapartida, o número de mulheres assassinadas aumentou: foram 2,2% de feminicídios a mais do que no mesmo período do ano passado, passando de 185 para 189 mulheres assassinadas. O estudo foi feito entre março e maio de 2020, com base em registros de ocorrência enviados ao Fórum por 12 estados brasileiros.

O psicanalista Ronaldo Coelho, da capital paulista, explica que nem todo isolamento acontece de maneira idêntica a todos os brasileiros.

Há famílias que estão em uma casa com um ou dois cômodos com três crianças, um homem violento que não está trabalhando e a ameaça da fome batendo à porta. Em outras, mesmo sem filhos, o casal não passava tanto tempo junto no mesmo espaço. A questão é que, com o isolamento, se cria uma sensação de não se ter para onde correr.

Afirma.

Ronaldo explica que o período de isolamento tem trazido segurança e sensação de impunidade para o agressor, enquanto, para a vítima, tem servido como um obstáculo a mais para solicitar ajuda.

Muitas vezes o casal só se dá conta de que perderam a mão nas discussões quando já é tarde e a violência já aconteceu. Por isso, é importante que possamos agir para garantir a proteção das mulheres e crianças, mas é igualmente necessário que ações sejam tomadas para tentar impedir a violência antes dela se manifestar.

Afirma.

Para ele, alguns fatores como o estresse gerado pelo confinamento, a ideia de que conflitos podem ser resolvidos pela violência e a própria noção de masculinidade são decisivos para começarmos a refletir e agir de maneira preventiva.

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