Covid-19: testes da vacina da AstraZeneca e Oxford são interrompidos
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Covid-19: testes da vacina da AstraZeneca e Oxford são interrompidos

Covid-19: testes da vacina da AstraZeneca e Oxford são interrompidos

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O desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus tem provocado uma corrida em busca de tal imunização. No cenário atual, o mundo já se encontra em um total de 9 vacinas em fase III, a mais próxima para a aprovação, todas registradas pelo The New York Times.

Contudo, a vacina produzida pela parceria da AstraZeneca, uma empresa sueco-americana, e a Universidade de Oxford, que se encontra na fase III e já está sendo testada no Brasil, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem a imunização interrompida.

A citada interrupção ocorreu nessa terça-feira (8) por conta de um participante, o qual se voluntariou no Reino Unido para o ensaio da fase II e III da vacinação, mas que apresentou uma síndrome inflamatória que atinge a medula espinhal e costuma ser desencadeada por infecções virais, a mielite transversal.

A vacina denominada AZD1222 é testada pelo Centro de Referência Imunobiológicos Especiais (Crie/Unifesp) no Brasil, onde envolve 5 mil voluntários e nenhum caso de aversão a tal imunização.

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Testes para a vacina da AstraZeneca e Oxford são paralisados. | Foto: Reprodução.

“A pausa, anunciada após a suspeita de evento adverso não esperado com um voluntário do Reino Unido, segue os padrões de segurança preconizados no protocolo do estudo da vacina de Oxford. Trata-se de uma prática comum em estudos clínicos envolvendo fármacos. O comitê de monitoramento de segurança do estudo analisa se o caso tem ou não relação com a vacina e assim que a análise for concluída, a fase 3 deve ser retomada”, conforme a nota da universidade pelo jornal O Globo.

Além disso, conforme o The New York Times, a AstraZeneca e Oxford já receberam cerca de R$1,2 bilhão dos Estados Unidos no mês de maio para impulsionar suas pesquisas.

A empresa sueco-americana e a universidade se baseiam nos estudos de um adenovírus de um chipanzé, o ChAdOx1, que protegeu tais animais da infecção e foi modificado para levar o genes do coronavírus e entregá-los para as células humanas. Dessa forma, os genes do coronavírus irão estimular uma resposta imunológica no corpo humano quando a vacina for inserida.

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A corrida pela vacina para combater o novo coronavírus. | Foto: Reprodução.

No Brasil, mais vacinas na fase III estão sendo testadas, como o caso da imunização desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, que tem parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo. Além da parceria da Johnson & Johnson e Janssen Pharmaceuticals ser aprovada para testes no país, segundo o jornal O Globo.

No Paraná, a vacinação da Rússia, a Sputnik V, conta com 10 mil voluntários esperando a autorização para iniciar os testes, mesmo com dúvidas sobre tal proteção pela comunidade científica.

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Por Amanda Marques – Redação Fala!

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