Covid-19: paciente permanece com o vírus durante 5 meses
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Covid-19: paciente permanece com o vírus durante 5 meses

Covid-19: paciente permanece com o vírus durante 5 meses

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Foram divulgados pelo jornal O Globo, nessa terça-feira (1), novos estudos sobre a Covid-19 realizados no Brasil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A doença respiratória tem se mostrado o grande problema no ano de 2020, tanto para autoridades quanto para os cidadãos. Contudo, esse problema parece ter um longo prazo de permanência, pois, após o estudo da UFRJ, foi descoberta a possibilidade do vírus ser ativo por mais tempo no organismo.

A pesquisa foi realizada pelos cientistas Amilcar Tanuri, Luciana Costa e Teresinha Castineiras, ambos professores da Faculdade de Medicina da UFRJ e do Instituto de Biologia e Microbiologia. Tal estudo comprovou umas das mais perigosas bases da transmissão do novo coronavírus, o perigo dos assintomáticos.

Desde março, testes de RT-PCR (molecular), que é capaz de indicar o vírus quando está no organismo com mais precisão do que os testes rápidos, foram realizados pela universidade em aproximadamente 3.000 pacientes. Contudo, a história destacou a paciente reconhecida como “número 3”.

Conforme a professora Luciana Costa para o jornal O Globo, 40% das pessoas que participaram dos testes permaneceram positivas 14 dias após o aparecimento dos sintomas, período padrão que os testes deveriam resultar em negativo, segundo o Ministério da Saúde.

Covid-19
UFRJ descobre um período mais longo de Covid-19 no organismo. / Fonte: O Globo.

Covid-19: Paciente permanece com o vírus durante 5 meses

A pesquisa na paciente número 3 começou após a equipe de cientistas estudarem minuciosamente os casos de pessoas 50 pessoas que requisitaram os testes na universidade, e cerca de 15% tinha o vírus em seu potencial de infecção após os 14 dias.

Diante disso, a paciente se apresentou na universidade para fazer os testes desde março e, após dois meses de testagens resultando positivas, a pessoa não se apresentou no laboratório. Todavia, a paciente número 3, depois de meses, temeu novamente estar positiva para a doença, mas, na verdade, ela sempre esteve ali.

Os cientistas comprovaram que o vírus tinha as mesmas sequências genéticas, sendo assim, descartado a possibilidade de uma reinfecção. Dessa forma, o coronavírus esteve em seu organismo por 5 meses, o maior período registrado em potencial transmissível.

Essa mulher viveu cinco meses com o coronavírus. O caso dela foi descoberto porque é uma profissional de saúde, mais atenta para o risco de transmissão e desde cedo participou do estudo. Mas suspeitamos que a persistência não é rara. Pode haver muita gente assim, e isso ajuda a explicar por que a circulação do coronavírus continua a se manter.

Luciana Costa para o jornal O Globo.

Apesar de toda a expectativa positiva diante da pandemia do novo coronavírus, o risco invisível, que são os assintomáticos, continuam e persistem como a paciente número 3, ajudando, assim, a proliferação da doença.

“Uma das características que faz o Sars-CoV-2 perigoso é que ele circula em muita gente sem sintomas, que nem sabe que está infectada. E são essas pessoas que o levam adiante com eficiência. Os doentes são evidentes e nem saem tanto de casa. Mas os assintomáticos são a forma invisível de o coronavírus se espalhar” diz a professora Luciana Costa, conforme O Globo.

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Por Amanda Marques – Redação Fala!

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