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A guerra de sexos no futebol

Por Beatriz Freitas Vera Cruz – Fala! Mack

A mulher sempre lutou para conquistar seu lugar ao sol, e no mundo esportivo não é diferente. Apesar da seleção feminina ser muito bem vista pelos brasileiros, como uma seleção forte e uma potência mundial, o espaço que a seleção feminina recebe em comparação a masculina é imensamente menor. Isso pode ser visto diariamente.

No final de abril, o Brasil foi a primeira seleção a conquistar uma vaga para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020. Após conquistar o título da Copa América vencendo a Colômbia por três a zero, a seleção feminina conquistou sua vaga olímpica e no Mundial. Esse é o sétimo título de Copa América da seleção feminina.

Crédito da foto: Página oficial CBF

Isso não foi repercutido tanto quanto agora, às vésperas de uma Copa do Mundo de futebol masculino. Principalmente depois que movimentos feministas também começaram a tomar conta do mundo esportivo, as comparações entre as duas seleções cresceram em um número estratosférico. O fato de ser a sétima Copa América, mas não ter ganhado nenhuma Copa do Mundo ou medalha de ouro em Olimpíada foi à tona e colocou a seleção feminina em um patamar abaixo da masculina.

No mesmo momento que houve o compartilhamento de notícias sobre a seleção brasileira ter conquistado o hepta, o compartilhamento de notícias sobre a Marta ter se tornado a maior artilheira da história das seleções, passando Pelé, surgiu a comparação entre Marta e Neymar, principalmente em questões salariais. A notícia é verdadeira,sim, mas é de 2015.

A seleção feminina ganha seus cinco minutos de fama de quatro em quatro anos, quando as Olimpíadas acontecem. Isso não acontece só por parte do torcedor, mas também da mídia. E não é tão diferente em outros países. Claro que temos algumas exceções. Na Islândia, por exemplo, a seleção feminina recebem a mesma importância e o mesmo espaço  da seleção masculina. Sendo assim, ambos os jogos são televisionados em canais abertos nos horários nobres e recebem o mesmo número de audiência.

Porém, quando o espaço é dado, não é aproveitado da maneira que deveria. Quando os jogos de futebol feminino passam na televisão, sendo ela aberta ou fechada, o número de audiência é menor do que em jogos de futebol masculino. O suporte do esporte existe, mas em escala menor e, pelo que parece, somente se manifesta quando alguma competição importante está acontecendo, seja ela com a seleção feminina ou a masculina participando.

As diferenças existem, como em qualquer outras seleções. Porém, as duas estão alí por um  motivo em comum: para defender sua pátria. O ideal seria não ter nenhuma diferenciação, mas a cultura já foi implementada no esporte. Desde sempre, o esporte masculino tem maior audiência do que o feminino. Antigamente, o esporte era considerado “coisa de homem” e as mulheres não eram muito vistas no ramo. Hoje em dia, as mulheres conseguiram conquistar seu espaço, porém o público está acostumado em ver os homens em ação e não as mulheres.

Por isso, o esporte feminino precisa da valorização do torcedor. Não adianta só lembrar das meninas em época de Copa do Mundo ou Olimpíadas. Se não tiver audiência em jogos da seleção feminina, do mesmo jeito que tem da seleção masculina, não tem o porque as emissoras colocarem na programação. Com o aumento da audiência, as emissoras e patrocinadores ficam mais interessados e a seleção tem mais recursos para aproveitar seus talentos. Assim, todo mundo ganha. As mulheres, os homens, o Brasil.

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