Contos de Terror: Pertences Perdidos
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Contos de Terror: Pertences Perdidos

Contos de Terror: Pertences Perdidos

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Subindo as escadas do seu prédio, Eliza carregava sua sacola de compras até o seu apartamento no 4° e último andar. Havia se mudado há pouco tempo e era a primeira vez que moraria sozinha. Estava contente por começar a vida independente dos pais, e melhor, em um apartamento que lhe custava tão pouco e era completamente mobiliado. Achava que havia tirado a sorte grande ao ver o anúncio do apartamento e ser a primeira a alugá-lo, segundo o síndico do prédio, ninguém havia chegado pelo informativo publicado no jornal antes dela. 

Contos de Terror: Pertences Perdidos
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Abriu a porta e colocou a sacola de compras em cima do balcão. Foi até seu quarto guardar o casaco e procurou mais uma vez pelo colar de margarida que sua mãe lhe dera. Passou o dia todo pensando sobre o sumiço do colar, as caixas já estavam todas desempacotadas então era impossível que estivesse em uma delas ainda. Tinha certeza que o deixou na cabeceira ao lado da cama antes de se deitar, mas no dia seguinte ele já não estava mais lá. Se sentiria tão culpada se realmente o tivesse perdido, como isso aconteceria com algo que ela usava o tempo todo? 

Eliza desistiu da procura com a esperança de que o encontraria depois. Guardou suas compras na geladeira e foi até o banheiro se lavar, estava cansada com o longo dia no trabalho e queria deitar-se logo. Além disso, o banheiro não tinha tanto do cheiro forte que rondava pelo apartamento, ela acreditava que esse talvez fosse o motivo pelo qual o valor do aluguel fosse tão barato. O síndico disse que era um problema que aquele andar tinha e que o dono do apartamento ainda não tinha dado permissão para tentar investigar a origem do cheiro. 

Após o banho, voltou ao quarto, colocou roupas limpas e afundou-se no macio de sua cama. Vinte minutos em que ela estava quase caindo no sono, Eliza escuta uma voz desconhecida que dizia em um sussurro: 

– Ainda é cedo demais – A voz rouca quase lhe passou despercebida, mas Eliza abriu os olhos e acendeu a luz para poder ver melhor o quarto em volta, não havia ninguém ali.  

Suspirou profundamente e colocou a mão no peito, tentando acalmar os nervos. Devia estar escutando coisas com a quantidade de coisas que estava passando, o trabalho estava sendo desgastante, a mudança recente e o sumiço de seu colar preferido estava tornando tudo difícil para ela. Não podia nem culpar os vizinhos, pois no andar havia apenas dois apartamentos e o síndico lhe informou que o outro apartamento estava sempre vazio.  

Por que o apartamento vizinho está vazio? ” Pensou consigo. O prédio possuía poucos apartamentos e estava em uma localidade boa, mas ela até agora não tinha visto ninguém fazer uma visita a ele. O prédio ainda era novo, devia ter cerca de 10 anos, e analisando o seu próprio apartamento ele era bem descente para o preço baixo que ela pagava por ele. O apartamento ao lado devia possuir as mesmas características e era estranho que ninguém alocava ele, muito menos procurava por ele. A única coisa plausível para que o dono escolhesse mantê-lo fechado fosse o cheiro forte, talvez algum problema no encanamento fosse a origem do odor que a incomodava. Apagou as luzes novamente, chegou à conclusão de que a depravação do sono e o tanto de filmes de terror que assistia não lhe estavam sendo de muita ajuda, não podia permitir que sua cabeça chegasse novamente ao ponto de tal exaustão que já estivesse ouvindo vozes. Assim, fechou os olhos e dormiu. 

No dia seguinte, Eliza se levantou atrasada e correu para banheiro para se arrumar. Trocou-se quase colocando as roupas erradas e procurou pela sua escova de cabelo, ela sempre teve o costume de deixa-la na pia do banheiro, para ela sempre foi mais prático manter tudo em um mesmo lugar. Sem notar por onde, tateava a procura do objeto enquanto passava o batom, permaneceu assim e não sentia a sua escova. Olhou para o canto esquerdo da pia, mas não viu nada ali. Deveria ter caído no chão. Olhou debaixo da pia, mas não tinha também nada ali. Como era possível que tivesse perdido sua escova agora? Permaneceu angustiada com o sumiço, mas o relógio na parede do quarto apontou que ela deveria estar no trabalho em meia hora e ela sabia que deveria correr até o ponto para que pelo menos pegasse o ônibus a tempo. Prendeu o cabelo em um coque desajeitado e saiu do apartamento às pressas, quando chegasse procuraria por ela melhor. 

Dias se passaram e Eliza não encontrou sua escova de cabelo ou o colar de margarida que sua mãe lhe deu. Tampouco encontrou seus chinelos, sua xícara de café, seu suéter preferido, seus fones de ouvido, todos os seus pertences estavam desaparecendo dia após dia, até mesmo sua escova de dentes já havia sumido. Andava de um lado para outro sempre à procura de alguma coisa que não estava mais no seu lugar de sempre.  

Balançando as pernas e roendo as unhas, decidiu ligar para o síndico, alguma coisa não estava certa e ela precisava contar isso a ele. Era impossível que ela estivesse perdendo suas coisas sozinha e lhe corria um frio pela espinha ao pensar em alguém remexendo tão sorrateiramente no seu apartamento e levando consigo os pertences pessoais dela. Nada daquilo valia muito dinheiro, então só poderia ser algum pervertido que achou dela um alvo fácil para se aproveitar. Ela precisava relatar isso ao sindico com urgência. Com o jeito espantado que Eliza contou a ele sobre a situação pela ligação, ele disse para aguardá-lo pois estaria em alguns minutos na frente do apartamento dela para ouvir melhor as queixas da moça.  

O apartamento não possuía campainha e Eliza deu um pulo quando ouviu batidas fortes na porta de entrada. Levantou-se e abriu a porta, percebeu como o síndico estava ofegante por usar as escadas mesmo com poucos andares para subir. 

– Boa tarde, Eliza! Pode me explicar novamente qual é o problema? Você estava tão agitada que não compreendi muito bem o que você dizia na ligação.– O síndico era um homem baixo com um nariz empinado que não lhe dava o ar de muito simpático. Por baixo do nariz, Eliza percebia que ele dava um sorriso irritado por ela o estar perturbando com algo desnecessário para ele.

– Minhas coisas estão desaparecendo e eu tenho certeza de que eu não perdi elas. Acho que alguém está me roubando! ­– A fala rápida da moça fez o síndico desmanchar a falso sorriso. 

– Desaparecendo? Senhorita, o prédio é monitorado e é impossível que mais pessoas tenham entrado aqui sem eu saber e com a pequena quantidade de moradores. Quase ninguém entra ou sai daqui.  

– E como você explica o sumiço das minhas coisas? – A voz de Eliza estava mais aguda que o normal e ela percebeu que ela tremia sem parar – Eu nunca trouxe ninguém aqui, nem mesmo meus pais conhecem o apartamento ainda. Como minhas coisas vêm sumindo e elas não estão em nenhum lugar do apartamento, eu já revirei esse lugar todo! Alguém está mexendo nas minhas coisas e eu quero saber quem é!

Mesmo Eliza erguendo a vozcada vez mais ao síndico, ele incessível ao estouro da moça, mas logo em seguida sua expressão mudou para um leve sorriso. Aquilo somente fez Eliza se irritar ainda mais. 

– Do que você está rindo?  

– Senhorita, as coisas que sumiram foram objetos valiosos ou simples coisas pessoais? – A pergunta pegou ela de surpresa naquele momento ela não entendia se ele estava debochando da situação dela ou se era uma simples questão. 

– Eram objetos pessoais, por quê? 

– Escuta senhorita. Acho que talvez o seu apartamento seja assombrado por algum espirito brincalhão – O síndico sorria enquanto falava com Eliza, desde que ela chegou ela nunca tinha visto o sorriso genuíno do homem e ela tampouco imaginava que ele acreditasse nesse tipo de coisa – Todos os antigos moradores dele já me relataram esse tipo de coisa desde de que comecei a trabalhar aqui. As coisas deles sumiam, eles ficavam paranoicos, mas alguns dias depois quando eu os via novamente, eles diziam que as coisas estavam com eles o tempo todo.

A moça olhava para o síndico com o cenho franzido, tentando distinguir se ele estava debochando dela ou não. Ela não era de julgar as crenças de ninguém, mas ele não podia estar esperando que ela fosse acreditar numa história assim, ele nem parecia alguém que acreditasse nesse tipo de coisa. 

– Eu estou falando sério se é isso que você está se questionando. Suas coisas devem ter sumido, mas com certeza elas logo aparecem.  

– E quem me garante isso? 

– Como eu disse, todos os outros me contaram que as suas coisas apareceram de novo. Se a senhorita quiser contatar a polícia para ficar mais tranquila, fique à vontade. Podemos checar o meu apartamento e dos outros moradores, mas lhe garanto que não vai encontrar nadaNão são nem mesmos bens de valor, então o prédio não possui nenhuma responsabilidade de procurar esses objetos. 

Eliza já estava cansada de conversar com o homem de nariz empinado. Pelo jeito que ele levava a conversa, não estava levando a sério a situação e não estava disposto a ajudá-la. Sua inquietação pelo sumiço dos pertences tinha até se esvaído um pouco durante a conversa, talvez fosse por isso que o aluguel do apartamento era tão barato. O síndico era incompetente demais. 

Ela encerrou a conversa e fechou a porta na cara do homem baixo sem nem dizer boa noite.  

Cara idiota”. 

Encostou-se e agachou na porta de entrada e colocou as mãos no rosto. Ela não queria ser paranoica, mas e se alguém realmente estivesse entrando ali? Ela tinha o conforto de poder ligar para a polícia, mas quem garantia que eles não a achariam uma tola por pedir a eles para encontrar a sua “escova de dente” desaparecida? 

Tudo isso era estúpido demais. Ela havia se mudado para evitar ter tantos estresses, mas agora tinha que se preocupar com os seus pertences desaparecidos. Eliza não sabia dizer quem seria o culpado, não podia nem mesmo apontar para o síndico que mesmo com a atitude suspeita de não querer ajudar, não tinha nenhuma prova concreta contra ele que o apontasse como culpado. 

A cabeça doía e em mais uma noite ela resolveu se deitar. Observando o teto do quarto, pensou sobre o que ele tinha dito sobre os antigos moradores terem encontrados as coisas depois, ela só esperava poder estar aliviada assim logo. Fechou os olhos lentamente e caiu no sono naquela noite. 

– … eu não perdi elas. Acho que alguém está me roubando! 

– Do que você está rindo?  

Eliza abriu os olhos assustada. Estava sonhando? Ouvia o som da própria voz, mas ao mesmo tempo não era, num momento era totalmente igual e no outro ela podia ouvir uma voz distorcida junto ao som que parecia o dela…. Parecia uma imitação.  

Estava acordada agora, mas permanecia na mesma posição na cama. Será que ela estava sonhando com a conversa que teve com o síndico mais cedo? Suspirando, ela pensou como toda essa história estava a afetando demais. Ela nunca teve uma experiência parecida e nem mesmo já tinha ouvido vozes assim. Parecia o som que tinha ouvido na outra noite e que também achará que fosse um sonho. Mas dessa vez o som pareceu real e próximo demais, parecia que estava quase ali com ela, como se estivesse no outro lado da parede do apartamento vizinho.  

Ficou ali parada esperando ouvir mais alguma coisa, mas nada acontecia. Ela estava surtando, teve certeza ali. Queria tentar voltar a dormir, fingir que nada aconteceu, mas percebeu algo que não tinha notado no momento em que acordou, seu travesseiro não estava ali. Devia ter se assustado tanto que nem percebeu o sumiço dele. Olhou em volta e agradeceu aos céus por ele estar no chão e não ter desaparecido como o resto de suas coisas. Se isso desaparecesse assim só confirmaria que tinha algo errado demais acontecendo ali. 

Estendeu a mão para alcançá-lo, mas o que viu lhe gelou na sua posição. Uma mão escura e magra saiu por debaixo da cama de Eliza e seus dedo longos e finos alcançavam o travesseiro. A mão o puxou para baixo da cama e Eliza sentiu o cheiro podre emanando no ar com mais força. Permaneceu imóvel, com o coração disparado e os olhos estalados pensando no acabara de presenciar.   

Tinha que ver o que era aquilo, realmente havia alguém culpado pelo sumiço de seus pertences. Mas a lembrança de o quão pútrida aquela mão parecia ser, lhe fazia imaginar o que seria a coisa que estaria levando seus pertences embora. 

Tomou coragem para olhar embaixo da cama, o que estava pegando as suas coisas estaria ali e precisava ter certeza de que algo estava acontecendo ou se a sua mente tinha perdido a sanidade. Lentamente se dobrou até que suas mãos tocassem o chão, ergueu a colcha e se preparou para o pior. Esperou se deparar com qualquer coisa debaixo da cama, mas viu algo que nunca tinha visto ali antes. 

Havia um buraco na parede, um buraco que aparentava ser uma passagem para o apartamento vizinho. Mas como isso teria acontecido, ela tinha certeza de que não estava assim quando ela se mudou e muito menos nos dias em que ela procurava por seus objetos desaparecidos. Alguém o devia ter feito quando ela não estava no apartamento. O buraco era imenso e perfeitamente redondo para que tivesse sido por uma pessoa como e sem que ela notasse a presença de outro alguém. Tremeu ao pensar que aquilo fosse feito por alguma criatura sinistra que tivesse total acesso ao seu apartamento e que levassem os pertences daqueles que se tornassem seu alvo. 

Eliza tinha medo do desconhecido e por certo que se tivesse no total controle ela teria saído do apartamento com o que tivesse e voltaria para casa dos pais. Entretanto quando voltou a si, se viu embaixo da cama e rastejando pelo buraco até chegar ao outro lado. Ela parecia ter dado direto embaixo da cama do apartamento vizinho, rastejou mais um pouco até que saísse dali e finalmente estivesse no outro quarto.  

Notou naquele momento algo estranho. O quarto era exatamente como o seu, somente tinha seu layout espelhado ao de seu próprio apartamento, mas era tudo exatamente como o seu. Sabia que nesses tipos de construções todos os apartamentos eram iguais, mas esse passava do nível de similaridades. Ela mesmo tinha mudado parte das mobílias do seu quarto de lugar e os desse apartamento estavam na mesma posição que os dela. Caminhou um pouco pelo quarto observando abismada cada semelhança que o quarto tinha o seu, parecia até se esquecer da situação em que ela se encontrava, mas logo algo chamou a sua atenção. Na cabeceira da cama estava o colar de margarida que Eliza procurava há tantos dias, sentiu um alivio por finalmente recuperá-lo e enfim descobrir onde ele estava esse tempo todo. Começou a procurar nos outros cômodos do apartamento. Encontrava todos os pertences desaparecidos, tudo estava nos lugares em que ela se lembrava de ter deixado no seu próprio apartamento. Soltou um suspiro de alivio ao saber que ela não estava equivocada com o sumiço das coisas, mas um aperto no peito a fez perceber que alguém continuamente entrava em seu apartamento a procura desses objetos. Resolveu procurar um pouco mais pelo apartamento, seguindo o cheiro podre que parecia estar guiando-a para que encontrasse todos os itens perdido.  

Seguindo o layout do próprio apartamento, percebeu que só não tinha visitado a sala de estar e foi em busca dos chinelos que se lembrava de ter deixado próximo a porta de entrada antes de sair do trabalho. Eliza pareceu se esquecer do que havia a trazido até aqui e nem mesmo o odor a incomodava, mesmo que ele crescesse a cada passo que ela dava em direção a aquele cômodo.  

Eliza caminhou até que um som a fizesse congelar em seus passos. 

– … objetos pessoais, por quê? – O som de sua própria voz, ou melhor, o som que parecia ser igual a sua. Perfeitamente igual a sua, nem podia apontar o som de outra coisa falando por baixo de sua voz como tinha ouvido na noite que achava que isso não se passava de um sonho. 

– … objetos pessoais… – Seguiu o som, dessa vez mais atenta a situação que se encontrava. Algo estava muito errado ali, mas não conseguia voltar para o seu apartamento, precisava saber de vez o que era aquilo que lhe levava todas as suas coisas. 

Com cuidado aproximou-se da sala e escaneou o ambiente. Seus olhos pararam na porta de entrada e lá havia algo abaixado, na mesmo posição em que ela estava mais cedo depois de terminar a conversa com o síndico. Não era simplesmente alguém. A silhueta não era humana, podia perceber ao longe que aquilo era algo que ela nunca tinha visto antes. 

– Cara idiota – A coisa pronunciou com a voz de Eliza. O som lhe causou arrepios e ela tinha certeza que pensou isso quando fechou a porta na cara do síndico mais cedo. Aquela coisa estava imitando ela. O medo finalmente explodiu dentro da moça e ela percebeu que tinha que sair dali. 

– Eliza… – Eliza virou-se para voltar na direção do buraco, mas ao ouvir aquilo, parou. Olhou para trás e viu a criatura olhando diretamente para ela. Sentiu uma falta de ar ao perceber que tinha sido descoberta, o cheiro da sala se tornou insuportável e ela sentiu o desespero de um animal que é pego pelo seu caçador.  

A criatura se levantou, as pernas eram longas assim como os braços. Eram finos semelhantes a galhos de árvores, talvez se isso ficasse parado ao lado delas, nem se notaria a sua presença ali. Os olhos eram grandes, mas não tanto quanto a boca. Eliza sentiu os olhos lacrimejarem e se não fosse por suas pernas agirem automaticamente, talvez ela nem tentasse correr. De nada adiantou o esforço do seu próprio corpo, pois a criatura em dois passos a alcançou e a agarrou pelo pescoço. 

Não adianta tentar fugir, eu vou tomar o seu lugar de qualquer maneira – Eliza ouvia a coisa dizendo com a sua voz, ainda que trêmula, enquanto sentia a sua consciência se esvaindo pouco a pouco nas mãos da criatura. 

O síndico observava pelo pé da escadaria os encarregados da transportadora descerem as caixas até o saguão do prédio, as caixas de mudança empilhadas todas em frente as portas esperando serem colocadas no caminhão. Eliza desceu as escadas com um sorriso um pouco macabro no rosto. Ela caminhou até o balcão e entregou as chaves, sem dizer nenhuma palavra ao homem que ficou a encarando sair, somente gritando o nome dela para perguntar aquilo que ele tinha certeza que seria a resposta. 

­– Senhorita Eliza, e os seus pertences? 

Ainda sorrindo e sem nem mesmo levantar olhar para ele, ela disse com uma voz trêmula: 

– Estavam comigo o tempo todo.

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Por Vitória de Cássia Inocêncio

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