Consciência Negra e “Marcha Virtual: faremos Palmares de novo”
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Consciência Negra e “Marcha Virtual: faremos Palmares de novo”

Consciência Negra e “Marcha Virtual: faremos Palmares de novo”

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Em junho deste ano (2020), um grupo de intelectuais negras e negros, que agrega pessoas de todo Brasil envolvidos no Movimento Negro, na luta antirracista e na valorização da cultura afro e afro-brasileira, se reuniram e criaram o Coletivo de Intelectuais Negros e Negras (CDINN).

Em tão pouco tempo, o Coletivo já redigiu um manifesto em favor da Fundação Cultural Palmares, denunciando os atos racistas do diretor Sérgio Camargo e produziram um vídeo-documentário (Vozes Negras por Palmares) reafirmando a luta do Movimento Negro até os dias atuais.

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“Marcha Virtual: faremos Palmares de novo” ocorrerá no dia da Consciência Negra. | Foto: Reprodução.

Consciência Negra e “Marcha Virtual: faremos Palmares de novo”

A primeira “Marcha Virtual: faremos Palmares de novo”, idealizada pelo CDINN, busca consolidar uma rede de comunicações envolvendo professores, museus, centro de pesquisas nacionais e globais, ativistas e militantes de todos os lugares para mobilizar e refletir acerca do legado de Palmares para a história da sociedade brasileira.

A Marcha tem por objetivo criar um ato político e representativo alusivo ao 20 de novembro – dia da Consciência Negra – em defesa de Palmares, das políticas de enfrentamento ao racismo e a desigualdade e em defesa de políticas públicas e de promoção da população negra e de sua ampliação e efetividade.

Ela ainda conta com o apoio e colaboração de diversas Associações e Institutos, como a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afrobrasileiros, Acervo Digital de Cultura Negra (CULTNE), Diáspora Black, n45 e a UFAL.

No primeiro encontro para a abertura do evento e inauguração do site do Coletivo, ocorrido do dia 20 de outubro, o professor Zezito Almeida disse que Palmares é o símbolo da luta antirracista como também da diáspora africana no Brasil e que foi o primeiro movimento social de liberdade nas Américas e o primeiro grito de liberdade anterior mesmo a Revolução Francesa.

Uma reflexão muito bem colocada pelo professor foi a de que Palmares não é um lugar estático no passado. Devemos buscar o aprendizado da formação da sociedade brasileira e devemos pensar, sobretudo, que o que conduziu os palmarinos naquela época foi a liberdade; hoje, o que nos conduz é a luta contra o racismo.

A primeira ideia do significado da marcha é a da vida da região da Serra da Barriga. O que ela representa para o povo dos arredores, para as religiões de matrizes africanas e para a sociedade brasileira como um todo. Outro significado da ocupação do local consiste em um sentido mais político, reafirmando que nós, pessoas diferentes e de lugares diferentes, tenhamos o objetivo de fazer sua ocupação de uma forma política e consciente também.

A última ideia é o entendimento de que nós pensemos Palmares como a construção do que somos hoje, militantes, ativistas, pessoas preocupadas com o debate racial e com a igualdade e democracia da sociedade brasileira. 

Local e hora do evento

A marcha virtual ocorrerá no dia 20 de novembro, por meio do aplicativo MANIF, que dá uma experiência intuitiva de deslocamento que alcança, em último momento, o Parque histórico da Serra da Barriga, em Alagoas.

No aplicativo, haverá avatares que farão o papel de pessoas reais. Esses avatares vão ser os que subirão até a serra e poderão carregar mensagens de luta e resistência. 

E você, vai ficar de fora desse movimento? Acesse o site e descubra mais detalhes sobre o projeto aqui.

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Por Paulo Matheus – Fala! UFRPE

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