Conheça quais foram os maiores golpes de Estado da história
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Conheça quais foram os maiores golpes de Estado da história

Conheça quais foram os maiores golpes de Estado da história

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Os golpes de Estado são, por natureza, marcantes, ao passo que modificam profundamente as sociedades por eles afetadas, bem como a cena política delas. Em contrapartida ao que comumente se acredita, o fenômeno não é próprio da Idade Moderna e Contemporânea: ele está presente na História desde a Idade Antiga. Confira, em ordem cronológica, algumas das deposições de líderes em maior escala: 

Maiores golpes de Estado da história

Assassinato de Júlio César 

Assassinato de Júlio César
O Assassinato de Júlio César, Vincenzo Camuccini, um dos maiores golpes de Estado. | Foto: Reprodução. 

O chefe de Estado da República Romana, em 15 de março de 44 a.C. foi morto por 60 senadores, com 23 facadas. Os articuladores do golpe alegavam serem libertadores do povo, pois Júlio César, segundo eles, era um tirano e ameaçava a república.

Entretanto, a sociedade da época se voltou contra eles, de modo que fugiram para a Macedônia e, posteriormente, lutaram em uma guerra civil, a qual perderam, para recuperar o domínio de Roma. O assassinato dessa figura histórica desencadeou muitos outros conflitos civis. 

Revolução Gloriosa

Revolução Gloriosa
Coroação de Guilherme e Maria no parlamento inglês. | Foto: Reprodução.

Em 1688, o parlamento inglês, bem como o povo, era de maioria calvinista, e estava insatisfeito com o rumo que o reino tomava, pois o monarca absolutista tomava medidas alinhadas ao catolicismo, sua religião.

Jaime II foi deposto por uma articulação dos membros parlamentares com a filha dele, que, ao contrário do pai, era calvinista. Ela se casou com Guilherme de Orange e ambos foram coroados como monarcas da Inglaterra, com o propósito de beneficiar a burguesia. O absolutista se isolou na França após isso, não houve derramamento de sangue. A Revolução Gloriosa foi crucial para a ideologia liberalista inglesa. 

18 de Brumário 

18 de Brumário
18 de Brumário, um dos maiores golpes de Estado. | Foto: Reprodução.

O governo napoleônico, na França, teve início a partir desse evento. Em 9 de novembro de 1799, Napoleão Bonaparte fechou a assembleia do Diretório, por intermédio da força do exército que detinha, e assim inaugurou o Consulado, no qual ele exerceu cargo de primeiro cônsul. A burguesia apoiou fortemente o golpe. 

Queda do Reino do Havaí 

golpes de Estado
Liliuokalani, a primeira e última rainha do Havaí. | Foto: Reprodução. 

Em 1893, a rainha do Havaí foi derrotada por empresários descendentes de estadunidenses, que desejavam a anexação do território ao país norte-americano, de modo que os impostos cobrados pelo reino na produção açucareira, em que eles investiam, não era um atrativo.

O que sucedeu o golpe foi um governo provisório e, posteriormente, a tão almejada anexação do território aos Estados Unidos. 

Marcha sobre Roma 

Marcha sobre Roma
Marcha sobre Roma, 1922. | Foto: Reprodução. 

A ascensão do fascismo foi fortemente impulsionada por essa manifestação, ocorrida dia 28 de outubro de 1922, e que influenciou diretamente na queda da monarquia e nomeação de Mussolini para primeiro ministro italiano. Em torno de 30 e 40 mil fascistas compareceram a marcha, muitos deles armados. 

Revolução de 1930

Revolução de 1930
Getúlio Vargas e a Revolução de 1930. | Foto: Reprodução. 

Getúlio Vargas, por meio de um movimento armado liderado pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, depôs o presidente Washington Luís, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e terminou com a República Velha. 

Espanha, 1936 

guerra civil espanhola
Madrid, guerra civil espanhola. | Foto: Reprodução. 

Em 1936, a direita espanhola articulou um golpe, o qual, de início, não foi bem-sucedido. Houve uma polarização do país entre defensores da república e opositores dela, fenômeno que culminou em uma guerra civil, estendida até 1939, quando o ditador Franco, com apoio de exércitos nazistas e fascistas tomou controle de todo o país. Só em 1975, com a morte dele, se encerrou o processo ditatorial. 

Golpe militar, 1964 

Golpe militar
Tanques militares em Brasília após o golpe. | Foto: Reprodução. 

Em primeiro de abril de 1964, os militares brasileiros tomaram o poder do presidente democraticamente eleito João Goulart.

O golpe, que se desmembrou em uma ditadura, a qual perdurou até 1985, teve apoio de importantes setores sociais, como a burguesia industrial paulista, a classe média urbana, os conservadores, a Igreja Católica e os grandes proprietários rurais. Os Estados Unidos também eram favoráveis aos militares, de modo que os auxiliaram. 

Ruanda, 1973 

maiores golpes de Estado
Juvénal Habyarimana. | Foto: Reprodução. 

Em 5 de julho de 1973, o chefe do exército de Ruanda tomou o poder do país através de um golpe militar, motivado pelos conflitos entre as etnias hutu e tutsi.

Posteriormente, houve uma guerra civil no país, novamente interligada com as duas etnias, que desencadeou na morte do chefe de Estado e, consequentemente, culminou no brutal genocídio ruandês. 

Chile, 1973 

golpes de Estado
Bombardeio ao Palacio de La Moneda, Chile, 1973. | Foto: Reprodução. 

Em 11 de setembro de 1973, houve a derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, financiada pelo governo estadunidense, pela CIA e por organizações terroristas de teor fascista chilenas. Augusto Pinochet se proclamou presidente e o que sucedeu tal ato foi uma violenta ditadura, só finalizada em 1989. 

Revolução Iraniana 

golpes de Estado marcantes
Manifestações em Teerâ. | Foto: Reprodução. 

Uma revolução de caráter conservador ocorreu no Irã em 1979, quando fundamentalistas religiosos, com apoio de comunistas, quem eles perseguiram após tomarem o poder, derrubaram a monarquia pró-ocidente do Xá Mohammed Reza Pahlevi. 

  • Egito, 2013 
golpes de Estado
Manifestação em Cairo contra um dos maiores golpes de Estado. | Foto: Reprodução.  

O presidente Mohammed Morsi foi deposto pelos militares egípcios em 3 de julho de 2013. Desde 2012, grandes protestos tomaram as ruas das maiores cidades do país, nas quais se opunham ao então chefe de Estado. 

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Por Maria Fernanda Maciel – Fala! Cásper

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