Conheça os jovens pilotos brasileiros que podem chegar à Fórmula 1
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Conheça os jovens pilotos brasileiros que podem chegar à Fórmula 1

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Desde 2016 o Brasil não tem um representante na F1, mas essa realidade pode estar prestes a mudar

O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2016 foi a última corrida da Fórmula 1 que contou com a participação de um piloto brasileiro. O brasiliense Felipe Nasr e sua Sauber terminaram o evento em 16º, e o jovem piloto não garantiu uma vaga em nenhuma outra equipe no ano seguinte.

Nasr não conseguiu se destacar em suas duas temporadas na F1, e o seu melhor resultado foi um 5º lugar no GP da Austrália, em sua corrida de estréia, no ano de 2015.

Fórmula 2
Felipe Drugovich em seu carro de Fórmula 2. | Foto: Carl Bingham/LAT Images.

Automobilismo no Brasil

Um país que já teve lendas do esporte representando sua bandeira, como Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, não tem um grande piloto no Grid há muito tempo, em que os dois últimos com maior destaque foram Felipe Massa e Rubens Barrichello.

Em um nação em que o automobilismo é tão pouco valorizado e incentivado, se torna cada vez mais difícil que um talento nacional chegue até uma categoria como a Fórmula 1, porém, alguns nomes podem receber oportunidades de fazer história no esporte.

Nomes promissores na Fórmula 1

Sérgio Sette Câmara

Sérgio Sette Câmara Filho é talvez o nome que esteja mais próximo de conquistar uma vaga em uma equipe. O piloto de 22 anos, filho do presidente do Atlético Mineiro, Sérgio Sette Câmara, passou pela Red Bull Junior Team e foi piloto reserva e de testes da Toro Rosso.

Chegou na F2 em 2017, após 3 anos competindo pela Fórmula 3. Iniciou na categoria correndo pela MP Motorsport, no ano seguinte se transferiu para a Carlin e foi contratado como piloto de testes da McLaren.

No ano passado, correu pela equipe da DAMS, e conquistou a 4º colocação no campeonato, tendo saído vitorioso de duas corridas e subido ao pódio oito vezes.

Em 2020, Sette Câmara saiu da McLaren a retornou ao programa de jovens pilotos da Red Bull, sendo piloto reserva e de testes das equipes da Fórmula 1, Red Bull Racing e AlphaTauri. O jovem piloto mineiro, provavelmente, é o brasileiro que esteja mais próximo de conquistar uma vaga em um carro de F1, podendo acontecer até mesmo no próximo ano.

Sérgio Sette Câmara
Sérgio Sette Câmara em sua passagem pela Carlin. | Foto: Reprodução/Instagram.

Felipe Drugovich

Felipe Drugovich de apenas 20 anos é um piloto paranaense que, atualmente, corre pela MP Motorsport na Fórmula 2. Iniciou sua trajetória nas pistas através do Kart como todos os pilotos, e passou pela Fórmula 4, Euroformula Open e GP3 Series.

Em 2019, foi contratado pela escuderia da Fórmula 3, Carlin Buzz Racing, e já no ano seguinte, subiu para a Fórmula 2. Logo em sua estreia na categoria, ganhou sua primeira corrida, no fim de semana retrasado no circuito de Spielberg, na Áustria.

Ainda muito jovem e com muito espaço para evolução, Felipe Drugovich é uma das grandes esperanças para o automobilismo brasileiro e, muito em breve, pode vir a ser um dos grandes nomes do país na Fórmula 1.

Guilherme Samaia

Guilherme Samaia é outro nome que vem ganhando destaque no automobilismo. O paulista de 23 anos construiu sua carreira aqui mesmo no Brasil, sendo campeão da Fórmula 3 Brasil Light em 2015, e da Fórmula 3 A Brasil em 2017.

No dia 17 de fevereiro deste ano, Samaia foi anunciado como piloto da Campos Racing, equipe da Fórmula 2, e terá a grande oportunidade de sua carreira para mostrar ao mundo que possui condições de guiar um carro de Fórmula 1 nos próximos anos.

Guilherme Samaia
Guilherme Samaia, atual piloto da equipe espanhola Campos Racing. | Foto: Dutch Photo Agency.

Pedro Piquet

O sobrenome Piquet no mundo do automobilismo possui um peso gigantesco, e hoje podemos ver as gerações seguintes de Nelson Piquet aparecendo para o esporte. Pedro Piquet, é filho de Nelson e, atualmente, é piloto da Charouz Racing System, equipe da Fórmula 2.

Com a velocidade no sangue, Pedro começou pilotando no kart desde os 8 anos e, em 2014, entrou para a Fórmula 3 Brasil, categoria na qual já chegou marcando seu nome. Foram 11 vitórias em 18 corridas, e se sagrou campeão da temporada com duas rodadas de antecedência.

Em 2016 e 17, disputou a Toyota Racing Series e a Fórmula 3 Europeia, e no ano seguinte, correu na GP3 Series. No ano passado, disputou a temporada inaugural da Fórmula 3 da FIA e, neste ano de 2020, garantiu sua vaga na Fórmula 2.

Pedro já o terceiro Piquet a chegar na F1 (além de seu pai, seu irmão mais velho Nelsinho também passou pela categoria), e o jovem possui totais condições de seguir com o legado da família em um futuro próximo.

Pedro Piquet
Piloto brasileiro da Charouz Racing, Pedro Piquet. | Foto: Joe Portlock/LAT Images.

Esses são os pilotos brasileiros que são as grandes esperanças do nosso automobilismo e estão mais próximos de alcançar esse objetivo, mas é válido e inclusive necessário, mencionar dois jovens talentos que, hoje, estão na Fórmula 3 da FIA: Igor Fraga e o neto da lenda Emerson Fittipaldi, Enzo Fittipaldi.

Além desses dois, ainda temos Caio Collet, de apenas 18 anos, correndo na Toyota Racing Series. Os três são ainda mais jovens que aqueles que já estão na F2, mas possuem o talento necessário para subir de categoria muito em breve.

Fórmula 1 e o brasileiro

O brasileiro já foi extremamente apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo em geral, mas com a falta de incentivo e investimento em nosso país, com o passar dos anos, vimos essa paixão se esfriar e, ao mesmo tempo, cada vez menos pilotos de nossa nação no mais alto escalão do esporte.

Porém, com tantas promessas se destacando bem diante de nossos olhos, o futuro aparenta ser diferente, e talvez estejamos mais próximos de ouvir o hino do Brasil nas manhãs de domingo do que imaginamos.


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Por Filipe Saochuk – Fala! PUC

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