Conheça os cinco melhores clássicos da literatura inglesa
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Conheça os cinco melhores clássicos da literatura inglesa

Conheça os cinco melhores clássicos da literatura inglesa

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A literatura inglesa é cheia de detalhes e personagens cativantes. Está presente em nosso imaginário por meio dos cinemas, que retratam as páginas dos livros, congelando nas telas uma fração das maravilhas que encontramos nas obras por meio de palavras tingidas no papel. E é por essa riqueza de detalhes que devemos conhecer melhor os clássicos ingleses, então confira, abaixo, uma lista de 5 livros para iniciar sua leitura.

Os melhores clássicos da literatura inglesa

1. O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes. | Foto: Reprodução.

Lançado em 1847, Wuthering Heights foi a única obra publicada da autora Emily Brontë, que, na época, se escondia por meio do pseudônimo de Ellis Bell. O livro se tornou um clássico da literatura inglesa, mas, quando lançado, sofreu duras críticas de renomados escritores do século XIX, que afirmavam que a escrita de Brontë era desleixada e que o conteúdo era vago e inadequado.

A narrativa acompanha a paixão vivida por Catherine e Heathcliff, jovens diferentes e que vivem um amor impossível. Ele, um rapaz pobre e sem sobrenome, enquanto ela, uma garota rica e destinada a bons pretendentes. Ambos são impedidos de ficarem juntos, e Heathcliff vai embora quando a jovem moça casa-se com outro homem, em busca de um futuro melhor.

O rapaz torna-se amargurado e alimenta dentro de si um desejo de vingar-se de todos que impediram que sua vida se unisse a de Cathy. Ele retorna à propriedade da família Ernshaw, o Morro dos Ventos Uivantes, e acerta as contas com seu passado. Com esse retorno repentino, a jovem, que agora é mulher de Edgar Clinton, se vê em conflito entre sua grande paixão e seu esposo. A jovem morre pouco tempo após o retorno de Heathcliff, durante o parto de sua filha com Mr. Clinton.

Desgostoso, o rapaz se fecha na propriedade dos Ernshaw, agora pertencente a ele, e continua a alimentar sua amargura e tristeza, causados pela morte de sua amada. O local se torna sombrio e misterioso. E, com a visita de Mr. Lockwood, é que somos apresentados à história e a todo o sobrenatural que a ronda.

A obra de Emily ganhou versões para os cinemas e para televisão, além disso inspirou músicas como Wuthering Heights, composta por Kate Bush, e o álbum Wind and Wuthering da banda britânica Genesis.

2. Jane Eyre

clássicos da literatura inglesa
Jane Eyre. | Foto: Reprodução.

Publicado por Charlotte Brontë, irmã de Emily, utilizando-se do pseudônimo de Currer Bell, a obra é um marco para os “romances de formação”, que acompanham uma personagem ao longo de sua vida, relatando suas mudanças e suas experiências. Os temas centrais da obra são a religião, o classicismo e a sexualidade, assuntos pouco debatidos por mulheres no século XIX.

O enredo seria uma autobiografia da personagem, Jane Eyre, uma órfã que vivia com sua tia e primos que a maltratavam. Até que Jane é enviada para um colégio interno, no qual é educada e se torna professora. Porém, a personagem não fica lá por muito tempo, pois decide conhecer novos lugares e buscar por novas experiências, para isso, se candidata para ser governanta em Thornfield Hall.

Após sua mudança, a jovem se apaixona por Sr. Rochester, um homem sombrio e cheio de segredos que o rondam e impede que ambos se relacionem.

A narrativa construída por Charlotte nada se assemelha a de sua irmã, Emily, que busca um tom sombrio para suas histórias. Jane Eyre é uma obra espirituosa e promissora, que aborda um lado da mulher pouco exposto na literatura da época.

A emancipação feminina é alvo de discussão a cada página do livro, revelando essa característica tão marcante na autora, que construiu personagens que buscam crescer por si, nadando contra a maré de outras personagens, como por exemplo, as mulheres dos romances de Jane Austen.

A obra foi recriada para o cinema diversas vezes, entre as mais famosas se encontram as versões de 1944, dirigida por Robert Stevenson, de 1996, por Franco Zeffirelli, e de 2011, por Cary Fukunaga.

3. Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito
Orgulho e Preconceito. | Foto: Reprodução.

Orgulho e Preconceito (em inglês, Pride and Prejudice) é uma das obras mais famosas da autora Jane Austen, um dos símbolos da literatura inglesa. O livro foi publicado em 1813, e sua tradução chegou às terras brasileiras em 1940, quase 130 anos após a primeira publicação. Ela se tornou icônica e as personagens Elizabeth e Mr. Darcy são conhecidos mundialmente, como dois amantes orgulhosos.

Ao longo dos anos, diversas versões cinematográficas da história foram criadas, a mais famosa é a de 2005, estrelado por Keira Knightley e Matthew Macfadyen. No Brasil, a novela Orgulho e Paixão (2018) foi inspirada na história criada por Austen.

Em sua versão original, Orgulho e Preconceito trata da vida de Elizabeth Bennet e suas quatro irmãs, todas jovens em idade de se casar. A irmã mais velha, Jane, se apaixona por Charles Bingley, um jovem charmoso e bem educado. Por meio de Bingley, Elizabeth é apresentada a Fitzwilliam Darcy, ou simplesmente Mr. Darcy. Homem pelo qual a jovem nutre total desprezo, por considerá-lo arrogante e orgulhoso. O sentimento é mútuo, e uma inimizade nasce desse encontro.

Porém, com o desdobrar da trama, ambos passam a enxergar suas qualidades e se apaixonam perdidamente um pelo outro, indo contra tudo o que acreditavam.

O foco da narrativa são as relações que se constroem, pois um dos assuntos preferidos da autora era o da influência das relações na construção da personalidade de um jovem. Por isso, podemos observar que cada personagem exerce uma força transformadora sobre a outra, alterando as personalidades construídas ao longo da história. Outro tema presente é o do casamento, e como na época ganhava um novo sentido, com os divórcio, e com a escolha dos pretendentes.

4. Frankenstein ou O Prometeu Moderno

Frankenstein
Frankenstein. | Foto: Reprodução.

O romance de terror escrito por Mary Shelley consagrou o gênero e foi considerado a primeira obra de ficção científica da história. Foi publicada em 1818, e conquistou todo o mundo. O monstro de Shelley já foi reinventando diversas vezes, nos cinemas, nos teatros, na televisão, e é uma das criaturas mais famosas no imaginário de horror.

A história é narrada por meio de carta, algo incomum para a época, escritas pelo capitão Robert Walton para sua irmã. Após um acidente com sua embarcação, Walton é acolhido por Victor Frankenstein, que conta a respeito de sua criatura para o capitão, que o conta para sua irmã. Victor passa por sua infância em Genebra, por sua juventude, fase adulta, e narra como criou seu próprio monstro em suas tentativas de criar um ser humano.

Com o desdobrar da história, compreendemos a mensagem por trás da construção de Shelley: que todos temos um monstro interior. A criatura, que passamos a denominar de Frankenstein, poderia ser o monstro interior de Victor, que ganhou vida. Diversas versões da história, transformam o próprio doutor em monstro, o que ajuda a sustentar a ideia.

Mas algo que é certeza é a relação criatura e criador desenvolvida pela autora britânica, agregando um sentido bíblico à obra. Ela descreve a criação, o rompimento do criado com criador e a ruína que se desdobra disso. Essa relação fica explícita no título da obra: O Prometeu Moderno, uma alusão ao titã grego, que rouba o fogo divino para compartilhar com os homens, e é severamente punido por Zeus, que o prendeu a uma rocha para que os pássaros o comessem vivo. A questão é que Prometeu criou o homem, defendeu sua cria e, por isso, foi punido, algo que observamos na vida de Victor.

Frankenstein foi criado na mesma época em que O Vampiro, obra de Polidori, que futuramente inspiraria outro clássico, Drácula, de Bram Stoker. Ambas foram desafiadoras por Lord Byron a escrever histórias de fantasmas. Tais narrativas se tornaram um marco na história da literatura.

5. Hamlet

Hamlet
Hamlet. | Foto: Reprodução.

Uma lista com clássicos ingleses não está completa sem um obra de Shakespeare. O autor inglês está entre os mais populares do mundo. Suas obras estão presentes na mente de todos, seja Romeu e Julieta, Sonhos de uma Noite de Verão ou Hamlet. A última obra é uma das mais conhecidas de William e, provavelmente, uma das mais reencenadas.

A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, acompanha a personagem de mesmo nome e título, que acaba de perder seu pai e vê sua mãe casando-se com o tio, que seria o responsável pela morte do Rei. Tempos depois, um soldado afirma ver um fantasma rondando o castelo e, de prontidão, avisa o jovem príncipe do ocorrido, mas o mais interessante é que o suposto espírito se parece muito com o pai de Hamlet.

Quando entra em contato com a entidade que passeava pela residência, lhe é revelado que o fantasma teria sido morto pelo próprio irmão, envenenado, e pede que seja vingado. Isso faz com que esse desejo cresça dentro do rapaz, mas essa decisão parece levar a personagem à loucura, uma das características mais marcantes do Príncipe Hamlet.

A questão abordada por Shakespeare é justamente a da sanidade mental dessa personagem. Ao longo da narrativa, não sabemos se ele é louco ou está em perfeito juízo, que é apenas um rapaz incompreendido. As questões filosóficas e morais que pairam sobre a história são importantíssimas para entender a sociedade à qual o autor pertencia e construía em suas peças. Em todas as suas histórias, existe uma moral que a rege, o que torna suas obras um material de estudo e compreensão social.

Bônus:

A Saga Harry Potter

Harry Potter
Saga Harry Potter. | Foto: Reprodução.

Os livros escritos pela autora J. K. Rowling são os novos clássicos da literatura inglesa. A autora construiu um novo mundo, que se popularizou e ganhou força na imaginação de crianças e adultos, com questões sociais presentes no mundo moderno.

Harry Potter é um jovem órfão que descobre ser um bruxo. Criado pelos tios a vida toda, encontra refúgio no meio de algo que parecia ser impossível, a magia. Mas logo a personagem compreende que nada é tão maravilhoso, e aquele mundo incrível ao qual foi inserido tem seu lado sombrio e perigoso, e o jovem deve encarar o mal que existe naquela nova realidade. Com ajuda de Ron e Hermione, o jovem bruxo se aventura pelo mundo da bruxaria, lutando contra seu inimigo, o Lord Valdemort.

Acompanhamos os três amigos ao longo de 7 livros, nós os vemos crescer e amadurecer, e isso é perceptível na escrita de Rowling, que amadurece junto de suas personagens.

A saga se tornou um verdadeiro sucesso, tornando-se filmes, jogos, parques de diversão e inspiração para outros escritores, que, a partir da acensão de Harry Potter, se aprofundaram nesse mundo ou criaram o seu próprio. J. K. Rowling foi a responsável pela popularização da leitura entre os mais jovens, no século XXI.

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Por Luiza Nascimento Lopes – Fala! PUC

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