Conheça o projeto de limpeza da Baía de Guanabara por moradores
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Conheça o projeto de limpeza da Baía de Guanabara por moradores

Conheça o projeto de limpeza da Baía de Guanabara por moradores

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Não é de hoje que moradores reclamam do lixo nas praias da Ilha do Governador. A poluição em excesso na Baía de Guanabara só piora; e graças à falta de iniciativa de entidades maiores, os moradores começam a se mobilizar.

Kaleo Maciel foi um deles. Motivado pelo imenso desconforto de caminhar ao lado de montes de lixo a céu aberto, o jovem começou sozinho um projeto muito importante: o Limpar o Mundo. O insulano foi o seu idealizador, mas, atualmente, 2 meses depois, a iniciativa já conta com vários voluntários. Melhorar a poluição das águas da Baía nunca foi tão simples.

limpeza da Baía de Guanabara
Conheça o projeto de limpeza da Baía de Guanabara por moradores. | Foto: Reprodução.

Projeto de limpeza da Baía de Guanabara por moradores

O projeto conta com, em media, 15 voluntários por turno, que pode acontecer de uma a duas vezes por dia. Já conseguiram retirar até 117kg de lixo da orla da praia da bica de uma vez só, e o objetivo é sempre ultrapassar os próprios recordes.

Para todos os novos voluntários, é passada uma lista de coisas necessárias para ajudar. Prezando sempre pela saúde física dos colaboradores, é recomendado ir de tênis, levar luva apropriada, e, claro, máscara e álcool em gel. Além disso, trazer também sua própria garrafa de água, sacos de lixo para ajudar e muita força de vontade para fazer o bem! 

Sobre o início da iniciativa, Kaleo explica: “começamos com a ideia de ir limpando as ruas, do caminho que andávamos, mas, nesse dia, eu tinha ido caminhar com a minha avó e a minha irmã na orla do Quebra Coco, e eu nunca tinha visto a maré tão baixa. Quando eu olhei, vi uma fileira de lixo, de garrafa Pet, como se fosse um sinal para eu começar. Então, simplesmente desci ali e comecei a catar, um gari estava passando e me deu uma sacola maior pra ajudar”.

Ele também conta que o projeto começou a existir quando, mais ou menos depois de um mês, amigos e pessoas interessadas se manifestaram para ajudar. “O mais legal era essa quantidade de pessoas que já queriam fazer alguma coisa, mas não sabiam como”, completa o idealizador.

 Uma das voluntarias e irmã de Kaleo é a engenheira ambiental e atriz Thaiane Maciel. Ela vê o projeto crescer com as novas gerações, “chamar a atenção e, assim, educar as crianças e jovens, acho isso muito legal, como nós somos jovens também, a gente tem uma outra visão das coisas, Então, assim, vamos impactar nossos amigos, outros jovens, crianças e até nossos pais, a gente se mobilizando as pessoas vão acabar vendo”.

A voluntária também explica o retorno pessoal que percebe no projeto: “somos uma geração mais ativa nas redes, mas fisicamente acho que falta ainda aplicar, e essa aplicação traz essa realização pessoal, do tipo, sou uma cidadã e estou ajudando, de fato, não só postando sobre”.

Outro voluntario, Anderson Patricio, conta que está na iniciativa desde o começo, e completa: “eu sempre tive vontade de fazer isso, só faltava esse pontapé inicial. Até porque fazer sozinho é bem chato, por mais que seja necessário”. E também afirma que: “a sensação de ver o resultado dos lixos recolhidos, é uma sensação dupla porque, ao mesmo tempo que eu fico feliz por estar recolhendo aquilo ali e removendo lixo, eu fico também chateado em relação a isso, já que aquilo nunca deveria ter estado ali”.

Desenrolar da iniciativa

A satisfação de ver o projeto crescendo faz Kaleo ficar orgulhoso de até onde chegaram: “fisicamente as pessoas estão aparecendo, normalmente por tabela, tipo ‘cara um grande amigo meu está vindo’ ou ‘eu trouxe um amigo meu’ e muita gente vem e é uma coisa muito legal, você ver uma coisa que fazia sozinho, e agora todo mundo quer fazer essa limpeza junto”.

Novos voluntários são sempre bem recebidos! Por enquanto, o projeto só alcançou algumas orlas do Jardim Guanabara, mas quanto mais pessoas, mais longe ele chegará.

Porém, caso não possa ajudar fisicamente, o interessado pode contribuir divulgando, ou tirando o lixo da própria rua em um momento oportuno. Inclusive, a página aceita receber fotos e compartilhar os colaboradores mesmo que de longe.

Além disso, ao deixar bem claro que a ideia não tem fins lucrativos, os organizadores completam que recebem doações de materiais usados para a limpeza. Exemplos são sacos de lixo, luvas novas, pás e até mesmo tesouras – alguns lixos ficam presos nas pedras ou são muito pequenos, e para isso essas ferramentas são essenciais – são muito aceitos para ajudar. 

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Por Rebecca Henze – Fala! UFRJ

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