Conheça o mundo exclusivo da alta-costura
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Conheça o mundo exclusivo da alta-costura

Conheça o mundo exclusivo da alta-costura

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Do francês “haute couture”, a alta-costura é o termo utilizado para se referir à criação artesanal de modelos únicos por designers e Maisons específicos e selecionados. As peças da alta-costura podem custar de qualquer lugar entre 8.000 dólares, preço inicial médio, e um milhão de dólares, que pode ser o custo de um vestido de noiva sob medida da Dior. Mas o que é a alta-costura e o que a torna tão exclusiva?

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Conheça o mundo exclusivo da alta-costura. | Foto: Reprodução.

O berço da expressão

 O termo foi cunhado em 1858, em Paris, pelo inglês Charles Frederick Worth. Worth é considerado o pai da alta-costura e foi o primeiro a fazer um desfile usando modelos ao invés de cabides, algo revolucionário à época. Logo após seu desfile, o costureiro foi considerado criador da “alta-moda”, uma nova maneira de fazer moda, seguindo um modelo de costura de luxo, manual e requerente de alto grau de conhecimento e habilidade.

 A alta-costura, no entanto, não foi regularizada e acabou se dissipando ao longo dos anos. Foi então, que, em 1868, uma associação de artesãos franceses fundou a Chambre Syndicale de la Haute-Couture (Câmara Sindical da Alta-Costura), órgão vigente até os dias de hoje que regulamenta e seleciona as grifes que têm permissão de usar o termo alta-costura.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler tinha grande interesse em levar o mercado da moda para a Alemanha, levando a decisão da Câmara Sindical de estabelecer uma série de regras e padrões para manter o modelo de produção na França.

O que é classificado como alta-costura?

A alta-costura é uma expressão comumente mal empregada ou utilizada de maneira imprecisa. Para qualificar a produção como alta-costura, existem várias regras específicas a serem seguidas, sendo a principal delas a exclusividade dos modelos. Os exemplares devem ser criados com o propósito de serem únicos, existindo apenas uma criação por cliente.

As Maisons, casas oficiais de alta-costura, são selecionadas pela Câmara Sindical, apresentando todos os requerimentos necessários, e apenas elas são os membros participantes da semana de alta-costura.

 As grifes devem ter ao menos vinte artesãos trabalhando em tempo integral em sua sede e devem, obrigatoriamente, ter uma sede própria na França no Triângulo de Ouro, as três mais luxuosas avenidas de Paris: Champs-Élysées, Marceau e Montaigne. As Maisons também devem apresentar ao público uma coleção de ao menos 50 modelos originais nas duas estações, verão, em janeiro, e inverno, em julho.  

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Grifes devem ter uma sede própria na França no Triângulo de Ouro. | Foto: Reprodução.

Atualmente, existem 34 grifes compondo a semana de alta-costura, sendo os membros permanentes: Chanel, Christian Dior, Christian Lacroix, Jean Paul Gaultier e Givenchy. Existem, além desses, os membros correspondentes, que representam a alta-costura fora da França e possuem a permissão para participar do evento, como as grifes Valentino e Giorgio Armani, da Itália, Martin Margiela, da Bélgica, e a grife libanesa Elie Saab.

A exclusividade da moda

São justamente as tão rígidas regras e exigências da Chambre Syndicale que tornam a alta-costura tão cara e tão única. Estima-se que existam cerca de 4.000 compradores no mundo, localizados principalmente no Oriente Médio e na China. Nos desfiles, a entrada é permitida apenas a convidados, fotógrafos e jornalistas, o que os torna símbolo do glamour em todo o mundo.

desfiles de alta-costura
Desfiles de moda. | Foto: Reprodução.

A alta-costura é a vitrine das grandes marcas e acessível apenas aos mais abastados do mundo. Toda a exclusividade do mundo glamourizado dos desfiles e da moda marcam o modo como as altas camadas são enxergadas e idealizadas há séculos. 

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Por Isabela Caperuto – Fala! Cásper

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