Conheça cinco lendas do Norte brasileiro Conheça cinco lendas do Norte brasileiro
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Conheça cinco lendas do Norte brasileiro

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Que o Brasil tem um folclore extremamente rico, isso não é novidade. Cada região possui suas lendas ou versões de lendas populares em todo o país. E a Região Norte tem em seu panteão de contos folclóricos vários personagens conhecidos, a maioria influenciada pela cultura indígena. Então, hoje iremos falar um pouco sobre as lendas desta região do país:

Lendas do Norte brasileiro

Boto-cor-de-rosa

Boto-cor-de-rosa
Boto-cor-de-rosa, uma das mais famosas lendas do norte do Brasil. | Foto: Reprodução.

Uma das lendas mais famosas, não só na região, mas em todo País. Conta a história que, durante as festas juninas, um boto toma forma de homem. O “homem boto” é um rapaz muito bonito e bastante sensual, conquista o coração das moças solteiras. Ao longo da festa, ele escolhe a moça mais bonita e a leva para o rio, lá, ele a engravida.

A lenda é uma forma popular de se explicar uma gravidez fora de um casamento na Região Norte. Diz que sempre que um homem bem apessoado chega a uma festa com chapéu na cabeça, deve tirá-lo em algum momento. Pois a transformação do boto não é total, ele continua com a narina na cabeça. Essa seria a forma de garantir que ele não é o boto.

Iara

Iara
Iara, que com seu canto, chama os homens para o último prazer de suas vidas. | Foto: Reprodução.

Outra lenda amplamente conhecida fora da Região Norte é a da sereia Iara. A lenda é mais uma das várias de origem indígena. Iara era uma índia muito linda, com longos cabelos pretos e olhos cativantes igualmente escuros. Sua beleza única incitou a inveja de seus irmãos, que decidiram matá-la.

No entanto, Iara era valente e forte e acabou por matar todos os seus irmãos. Por medo de seu pai, o pajé da aldeia, ela foge para longe. Mas seu pai a encontra e a lança no rio. Os peixes, com pena do triste fim da jovem moça, a salvam e transformam-na em sereia. A partir desse dia, ela encanta os homens com sua bela voz e os atrai para a morte certa.

Vitória Régia

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Naiá, índia que virou a vitória régia. | Foto: Reprodução.

A lenda é uma história conhecida e compartilhada entre várias etnias indígenas, porém bem menos conhecida nacionalmente quanto as outras citadas. Naiá era uma jovem que era apaixonada pela lua. A lua era a personificação de uma divindade que atraía e tomava para si jovens meninas, as transformando em estrelas no céu.

Em uma noite, Naiá foi atraída pelo reflexo da lua em um lago. Ela estava vidrada e decidida a tocar o corpo celeste com as mãos. Ela tentou tocar o reflexo e acabou caindo no lago. Naiá morreu afogada, o deus lua decidiu, então, transformá-la em uma estrela da água. Naiá virou a vitória régia, uma planta aquática comum na região amazônica.

Amazonas

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Amazonas, índias guerreiras que vivem isoladas dos homens. | Foto: Reprodução.

Essa é uma lenda que foi propagada pelos colonizadores europeus e muito influenciada por outros contos europeus. Diz a lenda que quando os portugueses chegaram ao Brasil, em específico na região amazônica, conheceram uma tribo indígena formada apenas por mulheres guerreiras. Ao verem estas mulheres, eles associaram-nas a lendas já existentes na Europa de mulheres guerreiras e as chamaram de amazonas.

Dizem que essas mulheres apenas uma vez por ano procuravam os homens para poderem relacionar-se e terem filhos. Todas as meninas ficavam com elas e eram treinadas para serem amazonas, já os meninos, eram entregues aos pais. Uma curiosidade é o fato do nome do rio e do estado do Amazonas se chamarem assim, justamente por conta dessa lenda.

Cobra Norato

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Cobra Norato, um dos filhos do Boto. | Foto: Reprodução.

Essa lenda tem correlação com outra lenda da região já citada aqui. Conta-se que uma índia engravidou do boto e acabou dando a luz a um casal de cobras, uma fêmea, a qual chamaram de Maria, e um macho, que chamaram de Honorato. As “crianças cobras” foram deixadas no rio, onde passaram a habitar.

Honorato herdou o poder de se transformar em homem de seu pai e, em todas as festas, ia visitar a mãe como um rapaz elegante. Porém, Honorato queria encerrar aquele encanto e ser apenas homem o tempo inteiro. Ele precisava que alguém ferisse sua cabeça enquanto ele dormia, mas todos tinham um medo feroz dele e se recusavam a ajudar.

Mas em uma das noites de festa em que ia visitar a mãe, conheceu um soldado e fez amizade com ele. O homem afirmou que conseguiria fazer o ritual de desencanto e realmente conseguiu. Cobra Norato deixou de ser cobra e viveu o resto de seus anos no interior do Pará.

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Por Jefferson Ricardo – Fala! UFPE

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