Conheça cinco curiosidades sobre a Copa Sul-Americana
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Conheça cinco curiosidades sobre a Copa Sul-Americana

Conheça cinco curiosidades sobre a Copa Sul-Americana

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Criada em 2002, a Copa Sul-Americana, cujo nome oficial atual é Conmebol Sul-Americana, se destaca como a segunda maior competição de futebol disputada na América do Sul. Os clubes não posicionados como os melhores de suas ligas nacionais na temporada se enfrentam na Conmebol Sul-Americana, com objetivo de garantir vaga na Libertadores do ano seguinte, além de poder enfrentar o vencedor desta competição pelo título da Recopa Sul-Americana.          

Para 2021, a competição passa a assumir um novo formato. Ela começa a ser dividida em três fases: a preliminar (times argentinos e brasileiros não disputam), a de grupos e o mata-mata (começando nas oitavas de final). A fase de grupos possui 32 times, divididos em 4 grupos diferentes e tendo 16 clubes que avançam da fase preliminar. Somente o primeiro colocado de cada grupo avança para o mata-mata, entrando em um novo sorteio com os terceiros colocados dos grupos da Conmebol Libertadores para definir os confrontos.

Curiosidades sobre a Copa Sul-Americana

1- História

Copa Sul-Americana origem
O origem da Copa Sul-Americana foi em 2002. | Foto: Reprodução/Exame.

A Copa Sul-Americana, com o patrocínio da montadora Nissan, nasceu em 2002 com a função de substituir as copas Mercosul e Merconorte, que por sua vez, haviam substituído a Copa Conmebol e a Supercopa Sul-Americana, criando uma competição mais atrativa para os clubes do continente, especialmente, ao permitir que o campeão pudesse enfrentar o vencedor da Copa Libertadores da América (da mesma temporada) pelo título da Recopa Sul-Americana. Em 2010, a competição passou a ganhar ainda maior respeito dos clubes, quando foi anunciado que o vencedor garantiria vaga para a Libertadores do ano seguinte.

A Copa passou a chamar, também, a atenção de patrocinadores, diferentemente daquelas que ela havia substituído. Entre 2011 e 2012, a Bridgestone, fabricante japonesa de pneus, passou a patrocinar a competição, seguida pela petroquímica francesa Total (2013-2014). Em 2015, com os escândalos de corrupção na Conmebol, a Copa Sul-Americana perdeu seus patrocinadores. A Bumbet, site de apostas, portanto, tornou-se a última patrocinadora do torneio, sendo anunciada para a temporada 2017-2018.

2- Primeiro campeão invicto

primeiro campeão Copa Sul-Americana
Internacional Futebol Clube foi o primeiro campeão da competição. | Foto: Reprodução.

O Internacional Futebol Clube, liderado pelo técnico Tite, foi o primeiro a sagrar-se campeão invicto da Copa Sul-Americana. Na temporada 2008, o clube entrou para a segunda fase da competição, enfrentando o Grêmio, seu rival, em duas partidas. Em um placar de 3-3 e com o auxílio dos gols qualificados, o Internacional seguiu na competição.

Na última fase, o clube passou por Universidad Católica, Boca Juniors e Chivas Guadalajara, respectivamente, até encontrar o Estudiantes na grande final. Alex, camisa 10, marcou o único gol da partida de ida para o Colorado, na Argentina, em uma cobrança de pênalti. No jogo de volta, o Estudiantes conseguiu levar o jogo para a prorrogação com um gol marcado por Alayes aos 65 minutos. Frente a um Beira Rio lotado, Nilmar desempatou o jogo aos 115 minutos, pegando um rebote do goleiro Andújar, assim, impedindo a decisão por pênaltis.

Fazendo 10 jogos ao todo e não sendo derrotado em nenhuma ocasião, o Internacional pôde levantar a taça da Copa Sul-Americana de 2008 diante de sua torcida e em seu próprio estádio. Alex e Nilmar, jogadores do clube, se tornaram os artilheiros da competição com cinco gols cada. O Inter pode ainda, por conta daquele campeonato, participar da Recopa Sul-Americana, contra o vencedor da Libertadores, e da Copa Suruga Bank, contra o campeão da Copa da Liga do Japão, em 2009. Até hoje, apenas outros quatro clubes conseguiram repetir a marca histórica do Internacional, tornando-se campeões invictos da competição: Universidad de Chile (2011), São Paulo (2012), River Plate (2014) e Defensa y Justicia (2020).

3- Final da Copa Sul-Americana 2016

chapecoense
Chapecoense se tornou o terceiro clube do Brasil a vencer a Sul-Americana. | Foto: Cacspotter.

A final da Copa Sul-Americana de 2016 iria ser disputada entre Chapecoense e Atlético Nacional, sendo dividida em dois confrontos: o primeiro no Estádio Atanasio Gigardot, em Medellín, e o segundo no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Pelo critério dos gols qualificados, a Chapecoense passou pela equipe do San Lorenzo nas semifinais e, no dia 28 de novembro, viajava para para a Colômbia, onde enfrentaria o Atlético Nacional no jogo de ida da grande final. A equipe fez uma conexão em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e, depois disso, iria para Medelín em um voo fretado, operado pela companhia aérea LaMia.

O piloto relatou a torre de controle que o avião apresentava problemas elétricos e declarou situação de emergência. Às 22h15, do horário local da Colômbia, o contato entre eles havia se perdido e, pouco tempo depois, o avião caiu em um monte chamado Cerro El Gordo (2600m de altitude). Das 77 pessoas a bordo, somente 6 sobreviveram, incluindo os jogadores Neto, Alan Ruschel e Jakson Follmann, a comissária Ximena Suárez, o jornalista Rafael Henzel (morto por infarto em 2019) e o técnico de voo Erwin Tumiri.

Após o desastre aéreo, o jogo de ida foi suspenso e, nos dois estádios onde as partidas iriam ser disputadas, além da Arena Condá, em Chapecó, homenagens foram prestadas às vítimas. Como forma de homenagem e solidariedade, o Atlético Nacional enviou um pedido formal a Conmebol para que reconhecesse a Chapecoense como campeã do torneio. Assim, no dia 5 de dezembro de 2016, com o reconhecimento desta solicitação, a Chapecoense se tornou o terceiro clube do Brasil a vencer a Sul-Americana, obtendo seu primeiro título internacional e sendo o primeiro do estado de Santa Catarina a conquistar um título continental.

4- Maior goleador

hernán barcos
Hernán Barcos é o maior goleador da história da Copa Sul-Americana. | Foto: Reprodução.

Dezenove gols colocam Hernán Barcos como o maior goleador da história da Copa Sul-Americana. O centroavante marcou 15 gols, somando suas duas passagens, pela LDU Quito (2010,2011,2017 e 2018), 2 pelo Palmeiras (2012) e 2 pelo Atlético Nacional (2019). No primeiro jogo entre Ldu e Guabirá em 2018, válido pela primeira fase da competição, Barcos marcou seu 16º gol, assim, igualando-se ao uruguaio Rodrigo López na artilharia. A partir daí, precisou apenas do próximo jogo contra o Guabirá para guardar mais um e se tornar o maior goleador da competição.

Apesar de se consagrar como o maior artilheiro da Copa Sul-Americana, ainda não conseguiu levar para casa o troféu de artilheiro da temporada e nem o da competição. Em 2011, encontrou sua melhor oportunidade para faturá-los. Quando pôde chegar mais longe na Copa e marcar 7 gols (sua maior marca em uma temporada da competição), viu seu time perder para a Universidad de Chile na final, além de ser superado por Eduardo Vargas na artilharia, por 4 gols a mais.

5- Maior goleada

Copa Sul-Americana
Defensor Sporting fez a maior goleada da história. | Foto: Reprodução.

A maior goleada da Copa Sul-Americana foi aplicada em setembro de 2010. Essa marca foi atingida quando o clube uruguaio do Defensor Sporting, após passar pelo Olimpia na primeira fase da competição, derrotou a equipe peruana do Sport Huancayo por 9-0 em Montevidéu, durante a partida de ida válida pela segunda fase. Os gols foram marcados por Diego de Souza (1’47”), Mario Risso (44′), Miguel Amado (48′), Rodrigo Mora (56’67”), Adrián Luna (61′ 79”) e Eduardo Aranda (76′).

Contudo, no jogo de volta, o técnico do Huancayo, Cristobal Cubilla, mexeu em seu time, mantendo apenas dois que haviam jogado na primeira partida, assim, dentro de casa, conseguiu vencer a equipe do Defensor por 2-0, mas não com saldo suficiente para avançar na competição.

Mesmo que tenha sido brevemente eliminado pelo campeão daquela edição, o Independiente, nas oitavas de final, o Defensor Sporting ainda conseguiu destacar seu atacante Rodrigo Mora, futuro multicampeão pelo River Plate, como vice-artilheiro da competição (6 gols), apenas atrás de Rafael Moura (8 gols), atacante, à época, do vice-campeão Goiás.

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Por Matheus Thomeu Toaldo – Fala! Cásper

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