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Conheça a canoagem Slalom

Conheça a canoagem Slalom

Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM

 

A canoagem slalom é um esporte olímpico queridinho no Brasil, conheça!

A canoa é um meio de transporte aquático mais antigo de que se tem conhecimento. Por pelo menos três milênios antes de Cristo já havia registros de canoas sendo utilizada para a pesca, caça e até para fins bélicos.

Como esporte, entretanto, seu uso é mais recente em relação ao seu passado. Sua história teve início em 1840, quando o escocês John McGregor construiu uma canoa inovadora, batizada de Rob Roy, e que é considerada a precursora do caiaque atual. Com a Rob Roy, John navegou por vários países da Europa e do Oriente Médio em 1840 e com isso seu meio de transporte aquático se popularizou.

O primeiro clube de canoagem foi o Royal Canoe Club, fundado em 1865 nos arredores de Londres. Apenas três anos após a fundação ele já contava com 300 tipos de canoas registradas. Em 1924, foi criada a Federação Internacional de Canoagem, que é a responsável até hoje pela organização da modalidade em todo o mundo.

A canoagem slalom nasceu em 1932, inspirada em provas de descida de ski. O desenvolvimento da modalidade – na qual o atleta rema em canoa ou caiaque por um percurso em corredeira (natural ou artificial), definido por balizas, sem cometer penalidades e no menor tempo possível. Sua primeira competição aconteceu na Suíça, após seis anos de sua criação.

A canoagem slalom estreou em Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Depois disso, ficou de fora das Olimpíadas de Montreal, no Canada e ficou fora das Olimpíadas de Seul, na Coreia do Sul, retornando apenas nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. A partir de então, esteve presente em todas as edições.

Esta modalidade é montada em uma corredeira, de 250 a 400 metros de extensão. Nesta corredeira deve conter também uma área de aquecimento e também de desaceleração para os atletas, antes e após da pista em si.

Ao longo do rio penduram-se 18 a 25 balizas (também chamadas “portas”).  Pelas portas de cor verde o atleta deve passar descendo o rio e pelas vermelhas, subindo. As portas são posicionadas de tal forma, que obrigue o atleta a constantes mudanças de direção, aproveitando-se da melhor maneira possível das diferentes correntes, ondas e refluxos do trajeto.

As dificuldades desses rios são classificados em uma escala de I a VI. Sendo as realizadas nas olimpíadas as de dificuldade III a IV e nas competições internacionais também. Algumas dessas pistas são totalmente artificiais, com um leito de concreto e bombeamento de água, outras em rios naturais. Quando em rio natural, muitas vezes seu leito é parcialmente modificado, deslocando-se, removendo-se ou adicionando-se rochas. Em caso de eventos importantes costumam ser realizados em rios cuja vazão possa ser controlada por represas, garantindo uma vazão constante durante o evento e precavendo-se contra efeitos climáticos adversos, como cheias e secas extremas.

Para o treinamento diário os atletas procuram rios de classe I a II, onde possui uma corredeira fraca o suficiente que permite ao atleta subir remando, aproveitando-se dos remansos laterais a fim de repetir uma sequência de portas.

No caso das provas os barcos largam um por um, com intervalo de cerca de um minuto entre eles. Uma equipe de árbitros cronometra o tempo e marca as faltas de cada um. Caso o atleta toque em uma porta, somam-se 2 segundos ao seu tempo. Caso não passe pelo lado correto da baliza, ou passe em sentido contrário ao indicado, somam-se 50 segundos. Regra geral, nas eliminatórias cada barco faz duas descidas, sendo válida somente a melhor delas.

Semifinais e finais, quando incluídas no programa, são descidas únicas. Além das descidas individuais existem as provas de equipe, onde três barcos descem a pista juntos.

Nesta prática tem como equipamento tem três tipos de barcos, o caiaque individual (K1), canoa individual (C1) e canoa dupla (C2). Nesses caiaques o atleta posiciona-se sentado e utiliza um remo de duas pás, já nas canoas o atleta vai ajoelhando e utiliza um remo de uma pá só.

Os caiaques medem 3,5 metros e pesam cerca de 9 quilogramas, já as canoas duplas medem 4,10 metros e pesam cerca de 15 quilogramas. Os modelos de competição são confeccionados em material composto de fibras sintéticas combinadas com fibra de vidro e/ou carbono e resinas plásticas.
Para que não entre água dentro da embarcação utiliza-se uma “saia” que vai presa na cintura do competidor e na abertura do barco. Tal saia é de material elástico, soltando-se facilmente caso o atleta necessite abandonar a embarcação.

Coletes salva-vidas e capacetes são obrigatórios. No programa olímpico as categorias são: K1, C1, C2 masculino e C1 feminino.

As competições brasileiras são compostas de  algumas provas anuais, que formam a Copa Brasil, mais o Campeonato Brasileiro, composto de uma única prova e realizado todos os anos desde sua primeira edição em Três Coroas em 1988. Os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul concentram a maioria dos clubes praticantes. O Canal Itaipu, localizado aos pés da barragem de mesmo nome, na cidade de Foz do Iguaçu, é a única pista artificial da América Latina. Foi construído como parte do Canal da Piracema e além de seu uso desportivo contribui com importante função ambiental.

O Campeonato Mundial, é realizado desde 1949. Foi organizado somente cinco vezes fora da Europa, sendo duas delas no  Brasil: 1997 e 2007. No programa olímpico, a canoagem slalom foi incluída nos jogos de Munich/72. Dentre os países mais fortes nesse esporte podemos citar França, Inglaterra, Eslováquia e República Tcheca, dentre outros.

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