Confira o melhor filme de cada década dos últimos 100 anos
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Confira o melhor filme de cada década dos últimos 100 anos

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Cada década no cinema é sinônimo de um mar de obras de arte geniais, se em um ano já é possível criar muitas coisas surpreendentes, quem dirá em dez. Por isso, embora seja uma tarefa quase impossível, esta matéria busca tentar escolher o melhor filme de cada década dos últimos 100 anos, partindo de 1920 até 2010. Será que deu certo? Confira abaixo.

O melhor filme de cada década

Década de 1920: O Encouraçado Potemkin (1925)

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O Encouraçado Potemkin. | Foto: FilmGrab.

Nos anos presentes na década de 1920, o cinema ainda estava dando os seus primeiros passos, havia muitas ideias surgindo naquele contexto de pós-Primeira Guerra Mundial, como, por exemplo, os primórdios da Montagem Soviética, esta que revolucionou totalmente a forma de se ver e fazer filmes. Explicando brevemente, esse movimento foi marcado pelo fato de os soviéticos começarem a teorizar de forma mais sistemática os efeitos da montagem no cinema, o que resultou em diversas técnicas que viriam a ser utilizadas em todos os outros filmes do mundo.

Dito isso, o filme escolhido como o melhor da década foi O Encouraçado Potemkin (1925). Dirigido pelo lendário Sergei Eisenstein, o longa retrata uma rebelião causada após a revolta de marujos ao serem obrigados a comerem carnes estragadas em suas refeições; corroborando as ideias tão defendidas pela união soviética da época (sobre a força do povo unido). Em síntese, o filme possui uma história muito envolvente e cenas icônicas (repare na sequência da Escadaria de Odessa) que revolucionaram nossa percepção do cinema, e merece o título de melhor da década.

Década de 1930: Luzes da Cidade (1931)

Luzes da Cidade
Luzes da Cidade. | Foto: FilmGrab.

Embora Tempos Modernos seja o filme mais aclamado de Chaplin da década de 30, optamos por coroar Luzes da Cidade (1931) com o título. Considerado por muitos como a melhor comédia romântica já feita, o longa, enquanto filme mudo, faz o difícil trabalho de emocionar e provocar risadas no público ao nos apresentar a história do Vagabundo com a florista cega, além de nos apresentar incríveis cenas marcantes e emocionantes do início ao fim.

O filme está presente no contexto da Grande Depressão pós-Crise de 29 e, de forma sutil, busca passar uma mensagem positiva acerca do futuro que os esperava. A materialização visual disso ocorre na cena em que o Vagabundo salva um homem do suicídio, alegando que “Amanhã os pássaros cantarão”.

Década de 1940: Cidadão Kane (1941)

Cidadão Kane
Cidadão Kane. | Foto: FilmGrab.

Esse revolucionário filme de Orson Welles está presente no topo da maioria das listas de melhores filmes de todos os tempos, feita por veículos conceituados, e isso não é à toa, Cidadão Kane é realmente um filme que esteve à frente de seu tempo.

O longa conta a história de Charles F. Kane, usando e abusando das técnicas cinematográficas existentes; a narrativa não linear é uma aula de como se utilizar flashbacks; as técnicas de iluminação provocam sentimentos e metáforas fantásticas; e o uso extremo da profundidade de campo dá camadas a mais ao filme.

Elogios ao filme não cabem em um ou dois parágrafos, Cidadão Kane é um daqueles filmes que você só entende a grandiosidade depois que assiste.

Década de 1950: O Sétimo Selo (1957)

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O Sétimo Selo. | Foto: FilmGrab.

Com diretores como Hitchcock e Billy Wilder lançando obras-primas como, respectivamente, Um Corpo que Cai (1958) e Crepúsculo dos Deuses (1950), a década de 50 se torna grandiosa; com isso, para a decepção de muitos, o filme escolhido para essa posição não veio de mentes estadunidenses, mas sim da Suécia.

O Sétimo Selo (1957) é um filme muito maduro e reflexivo, dirigido por Ingmar Bergman, uma das maiores mentes que já ficaram atrás das câmeras, o longa não poupa momentos de longos diálogos sobre a dicotomia da vida e morte, envolvidas no pesado contexto da peste negra, e usa como premissa um jogo de xadrez entre um ser humano e a própria morte, valendo a vida.

O Sétimo Selo é um daqueles filmes que realmente transforma (mesmo que minimamente) a vida de quem o assiste.

Década de 1960: 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

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2001: Uma Odisseia no Espaço. | Foto: FilmGrab.

Para muitos cinéfilos, Stanley Kubrick é tido como o melhor diretor de todos os tempos, o que é uma afirmação completamente aceitável devido à sua versatilidade, que o permitia fazer literalmente qualquer tipo de filme, partindo desse ponto, já era de se esperar que o seu “filme espacial” fosse um sucesso.

Esse tal filme espacial de 1968, 2001: Uma Odisseia no Espaço é facilmente um dos filmes mais bem trabalhados da história; de seu roteiro à sua edição, o resultado do esforço de Kubrick foi um longa atemporal, uma vez que se visto hoje em dia, parece facilmente com qualquer outro Sci-fi abarrotado de efeitos visuais.

É um filme muito complexo, que rende desde conversas em mesas de bar até teses de doutorado, totalmente preenchido de metáforas, cada camada tem um significado, que se transmite pelo mise-en-scène, pelo som, ou simplesmente por um leve movimento de câmera.

2001 é não só um dos melhores da década de 1960, como também é um dos melhores de todos os tempos, cada experiência é única, a cada vez que o filme é revisitado, novas percepções aparecem.

Década de 1970: Taxi Driver (1976)

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Taxi Driver. | Foto: FilmGrab.

Taxi Driver (1976), a obra prima de Martin Scorsese é um dos melhores estudos de personagens existentes, e um dos filmes que melhor define o contexto cinematográfico no qual estava inserido, o Nova Hollywood (filmes menos alegres e mais humanos e trágicos).

Contando com uma das melhores atuações de Robert De Niro, o filme nos coloca dentro da mente do protagonista e nos convida para uma viagem de táxi lá dentro; assim como todos os outros filmes desta lista, possui nuances demais para ser assistido apenas uma vez.

Década de 1980: Star Wars V: O Império Contra-ataca (1980)

Star Wars
Star Wars V: O Império Contra-ataca. | Foto: FilmGrab.

Com diversas ambientações, conflitos amorosos entre os protagonistas, lutas de sabres de luz, traições e uma das maiores reviravoltas da história do cinema, sem dúvidas, Star Wars V: O Império Contra-ataca é o filme que mais define a saga que se mantém viva até hoje. O filme é um marco na cultura pop, e embora divida a mesma década com longas como O Iluminado (1980) e Blade Runner (1982), fica com a posição de melhor dos anos 1980.

Década de 1990: Pulp Fiction (1994)

Pulp Fiction
Pulp Fiction. | Foto: FilmGrab.

Ah, os anos 90… Exterminador do Futuro 2; Clube da Luta; Magnólia; Matrix; Beleza Americana; Toy Story; O Rei Leão; O Show de Truman; Forrest Gump; foram anos de ouro, e o escolhido para esta posição é o fantástico Pulp Fiction (1994).

O filme de Quentin Tarantino é uma adequação moderna dos conceitos revolucionários desenvolvidos na Nouvelle Vague, durante a década de 60; a forma como o diretor brinca de vai e vem com o roteiro somada às cenas marcantes (cada sequência desse filme dá um quadro na sua parede) provenientes das interações dos personagens icônicos, faz de Pulp Fiction (1994) um filme completamente único e plural. Melhor da década.

Década de 2000: Cidade de Deus (2002)

Cidade de Deus
Cidade de Deus. | Foto: Omelete.

Eu sei, o mais conveniente seria colocar O Senhor dos Anéis, mas, honremos o nosso Brasil. Cidade de Deus (2002) é um espetáculo em todos os sentidos, digno de dar inveja em qualquer produção hollywoodiana de peso, nele reside uma das melhores montagens do cinema mundial e merece todo o reconhecimento possível.

Década de 2010: Ela (2013)

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Ela. | Foto: FilmGrab.

Por ainda ser uma década muito recente, não houve um tempo exato para ocorrer a digestão completa de todos os filmes, o que torna a escolha mais complicada; porém, no momento, esta decisão vai para Ela (2013), de Spike Jonze.

Ao contar uma história de amor improvável, o longa consegue expressar todas as suas críticas e celebrações em relação ao amor e ao mundo da tecnologia, por isso, pode ser definido como um Sci-fi Romântico. Ademais, possui um visual estonteante que comprova que a direção de arte não poupou esforços para colocar emoção nas cores, e tudo isso sem contar a atuação magistral de Joaquin Phoenix.

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Por Pedro Freitas – Fala! UFG

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