Confira cinco webcomics de artistas brasileiros
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Confira cinco webcomics de artistas brasileiros

Confira cinco webcomics de artistas brasileiros

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As histórias em quadrinhos fizeram e ainda fazem parte da nossa cultura. Desde sua popularização na década de 1930 com os quadrinhos de super-heróis, as comics passaram por mudanças técnicas e temáticas, diversificando seu público conforme o tempo. Hoje em dia, com a massificação da internet, a impressão em papel de HQs se tornou dispensável, permitindo que artistas publiquem de forma gratuita suas webcomics em plataformas digitais ou até mesmo em suas redes sociais, conseguindo crescer com seu trabalho virtualmente.

Assim, a produção de quadrinhos se diversificou, dando a oportunidade a ilustradores ao redor do mundo de terem seus trabalhos reconhecidos. Que tal, então, conhecer algumas webcomics de artistas brasileiros?    

Webcomics de artistas brasileiros

1. Sétimos Filhos

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Sétimos Filhos, um dos webcomics que aborda a cultura folclórica. | Arte: Lorena Herrero – @HETthePumpking.

Os gêmeos Antônio e Alessandra são os sétimos filhos de uma família de seis irmãs mais velhas, e se você se lembra bem das histórias da sua infância, algo de especial acontece quando se é um sétimo filho.  

A tirinha trata do cotidiano dos dois: um lobisomem e uma bruxa que, além de enfrentar os desafios da vida adulta, ainda têm que conviver com suas maldições e com outras criaturas do folclore brasileiro, como o Saci e a Pisadeira, por exemplo. 

Com uma abordagem atualizada, a artista Lorena Herrero dá uma nova roupagem às narrativas folclóricas clássicas, colorindo-as com a comicidade das situações vividas pelo jovem adulto moderno. 

É possível ler Sétimos Filhos pela plataforma Tapas. 

2. Medo

Medo
Medo. | Arte: Fe Nanda – @lenands.

Nessa comic extremamente intimista, Fe Nanda analisa as reflexões de uma mente abalada pelo medo e pela ansiedade e os esforços da consciência para se libertar de tais sentimentos confinantes. O diferencial da comic é como ela retrata a dualidade do medo: ao mesmo tempo em que é carcereiro, é também o combustível para a mudança e sobrevivência. 

Por meio de traços monocromáticos e rigorosos, a autora consegue criar simbolicamente a atmosfera claustrofóbica e angustiante da mente humana perturbada. 

É possível ler Medo também pela plataforma Tapas. 

3. Arlindo 

Arlindo
Arlindo. | Arte: Luiza de Souza – @ilustralu.

Repleta de cor e emoção, Arlindo acompanha a vida de um adolescente sonhador e os desafios que encontra ao crescer: as primeiras paixões, os conflitos com a família, o receio em não ser aceito e a vontade de fugir de todos os problemas. Com a ajuda de amigos, ele começa a perceber que ele não está sozinho e é, sim, digno de amor.   

Além de abordar temas sensíveis, como homofobia e relacionamentos familiares abusivos, a comic de Luiza de Souza estende a mão em apoio a um grupo especialmente mais jovem da comunidade LGBTQ+, que muitas vezes não encontra apoio de suas famílias e sofrem duplamente: pela falta de um ambiente solidário em casa e pelo preconceito da sociedade como um todo.  

É possível ler Arlindo pelo perfil da autora no Twitter (@ilustralu). 

4. Rei de Lata 

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Rei de Lata . | Arte: Jefferson Ferreira – @PandaDeCapa.

Durante uma grande guerra, uma arma biológica eliminou 80% da vida de um planeta. Porém, toda criança nascida após essa guerra, era imune ao ar tóxico e propícia a desenvolver um tipo de poder. Na comic de Jefferson Ferreira, acompanhamos um grupo de crianças tentando sobreviver em um mundo cheio de adultos raivosos prontos para caçá-las em prol de um motivo misterioso. 

Com um enredo complexo e personagens cativantes, a webcomic se supera a cada capítulo conforme se aprofunda na história que, diferente da arte, não é tão colorida assim. 

É possível ler Rei de Lata pela plataforma Tapas. 

5. Alienaldo  

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Alienaldo. | Arte: Gabriel Infante – @gabirotcho.

Naldo é um alien teimoso e amargo que definitivamente não sabe se relacionar bem com o amor. Olhando sempre para o próprio umbigo, acaba se esquecendo que amor não é construído sozinho, cometendo vários deslizes nos seus relacionamentos.  

O tema central da HQ de Gabriel Infante é o amor, mas, além disso, o autor aborda muito bem a relação do protagonista com o próprio passado conflituoso: olhar para trás e refletir é sempre importante, mas, mais do que isso, é preciso aprender com os erros e se libertar. Afinal, o tempo não volta, nem mesmo para alienígenas.  

É possível ler Alienaldo pelo perfil do autor no Twitter (@gabirotcho).

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Por Giulia S. P. Lozano – Fala! Cásper

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