Confira cinco livros que todo jornalista deveria ler
Menu & Busca
Confira cinco livros que todo jornalista deveria ler

Confira cinco livros que todo jornalista deveria ler

Home > Universidades > Confira cinco livros que todo jornalista deveria ler

Uma das principais características de quem cursa, ou pretende cursar jornalismo é o amor pela leitura. Seja de romance, ficção ou livros-reportagens, uma certeza é que livros sempre estarão presentes na vida e na carreira dos jornalistas. 

A literatura e o jornalismo se complementam, e uma das provas é o grande número de obras incríveis escritas por profissionais da comunicação. Por esse motivo, aqui, estão cinco livros que não podem faltar na lista de leitura de um jornalista: 

livros
Livros que todo jornalista deveria ler. | Foto: Montagem/Reprodução.

Livros que todo jornalista deveria ler

Hiroshima (1946) 

Considerada por muitos a melhor reportagem já escrita, ou até mesmo o Cidadão Kane do jornalismo, Hiroshima, de John Hersey, foi publicada inicialmente em formato de artigo na revista americana The New Yorker, em 1946, e, posteriormente, devido a seu grande sucesso, transformada em livro. 

A obra narra a história de sobreviventes da bomba atômica, destacando seis personagens principais que vivenciaram o fato de formas diferentes. O livro é uma leitura extremamente necessária para os estudantes de comunicação, pois mescla a narrativa do evento histórico com o chamado jornalismo humanizado, capaz de despertar empatia no leitor. 

Holocausto Brasileiro (2013)

Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, narra os horrores vividos pelos pacientes, internados à força no hospício de Barbacena, em Minas Gerais, que, por décadas, sofreram torturas, maus-tratos e abusos dentro da instituição. 

Uma das principais obras do jornalismo contemporâneo no Brasil, o livro traz a denúncia de um verdadeiro genocídio em solo brasileiro, com relatos de 60 mil mortes no local. A obra ganhou os títulos de Melhor Livro-Reportagem do Ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2013, e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti, em 2014. 

A Sangue Frio (1965) 

Livro que praticamente abriu o gênero de romance não ficcional, ou novo jornalismo, A Sangue Frio, de Truman Capote, é leitura quase que obrigatória para os estudantes de jornalismo. Considerado um marco nas produções jornalísticas, a obra narra o assassinato brutal da família Clutter, em Holcomb, no Kansas, e seus desdobramentos na justiça.  

Capote ultrapassou a barreira do jornalismo, com duas adaptações do livro para o cinema, o sucesso de vendas, A Sangue Frio, se tornou um clássico da cultura pop e uma lição de como se contar uma história intrigante. 

Fama e Anonimato (1973)

Escrita pelo pai do jornalismo literário, Gay Talese, a obra Fama e Anonimato reúne uma série de reportagens sobre pessoas famosas e anônimas de Nova York nos anos 1960. 

O autor mostra que, para contar um boa história, não é necessário ter um evento marcante ou alguém famosos, basta uma boa narrativa. Marcante pelo perfil de Frank Sinatra, o livro é considerado um clássico literário do século 20. 

Rota 66: a história da polícia que mata (1992)

Caco Barcellos denuncia a abordagem violenta, e muitas vezes errônea da policia de São Paulo em Rota 66: a história da polícia que mata. O livro traz como narrativa principal a história de três jovens de classe média que são perseguidos e mortos pela polícia, mesmo sendo inocentes. 

A obra causou polêmica na época por mostrar o despreparo dos policiais militares, principalmente nas comunidades paulistas, em que a violência era quase que normalizada. Com quase duas décadas desde sua publicação, o livro, que ganhou o prêmio jabuti de melhor reportagem, continua extremamente atual, e se torna uma leitura necessária nos cursos de jornalismo. 

___________________________________
Por Beatriz Martins de Oliveira – Fala! Mack

Tags mais acessadas