Confira cinco filmes clássicos dos anos 50 para assistir
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Confira cinco filmes clássicos dos anos 50 para assistir

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Para você que curte cinema, os filmes clássicos dos anos 50 não podem ficar de fora da sua lista. A década de 1950 faz parte da Era de Ouro do cinema. Foi nessa década que a sétima arte chegou a seu ápice, principalmente através dos musicais hollywoodianos, com lançamento de filmes que marcaram a geração daquela época e até hoje são lembrados.

Pretendendo alcançar um grande público e agradar os mais diversos gostos, as produções cinematográficas dessa década se empenharam em abranger variados estilos de entretenimento através da diversidade de conteúdos e de técnicas de produção. Por isso, muitos filmes dessa época são um exemplo de criatividade e qualidade.

Voltando no tempo, vamos relembrar 5 filmes clássicos que marcaram os anos cinquenta. Caso você ainda não tenha assistido a algum desses, fica a dica para incluir na sua lista.

Filmes clássicos dos anos 50

1. O Crepúsculo dos Deuses (1950)

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Filme O Crepúsculo dos Deuses. | Foto: Reprodução.

Estreando os anos 50, O Crepúsculo dos Deuses traz um caráter sombrio e misterioso para as telonas do cinema. É através das relações entre o jovem roteirista Joe Gillis, interpretado por William Holden, a antiga estrela do cinema mudo Norma Desmod (Glória Swanson) e seu enigmático mordomo Max Von Mayerling (Erich Von Stroheim), que o diretor Billy Wilder faz uma sátira trágica sobre o lado sombrio de Hollywood.

Joe Gillis, desempregado e endividado, se refugia em uma decadente mansão que lhe parecia abandonada, no Sunset Boulevard em Hollywood. Mas a casa é habitada por Norma Desmond (Gloria Swanson), que vive de recordações do seu tempo de estrelato.

Quando encontra Joe e descobre sua vocação para o cinema, Norma se lamenta do estado a que a indústria cinematográfica chegou, mas propõe que o jovem revise e aperfeiçoe o roteiro de um filme que pretende protagonizar, almejando que este seja a chave para o seu retorno à fama. Para Joe, o filme é péssimo, mas o pagamento é bom e por isso decide aceitar.

Constantemente observado por Norma e o seu sinistro mordomo, Joe transforma-se em um prisioneiro da atriz e do seu estranho passado. Pressionado, Joe deixa-se comprar por Norma, mas desenvolve um sentimento de repulsa e aversão por ela. 

A relação entre os atores é o que torna a trama ainda mais dramática. A sequência de cenas evidencia os pesadelos encontrados na “indústria dos sonhos” e a realidade cruel determinada pelo lucro sob o lema de “o espetáculo tem que continuar”.

2. Cantando na Chuva (1952)

Aqui vai o maior clássico dessa década. Considerado por muitos cinéfilos o melhor filme de todos os tempos, Cantando na Chuva marcou os anos 50 por sua excelente produção e escolha de atores, que levaram o enredo com comicidade e leveza, entretendo e divertindo seu público. 

O filme se passa no ano de 1927, período de transição dos filmes mudos para os filmes falados. Don Lockwood, interpretado por Gene Kelly, é um famoso ator galã dos cinemas da época que mantém um relacionamento forjado com Lina Lamont (Jean Hagen), atriz com a qual contracena. Certa vez, tentando escapar de seus fãs, Don conhece Kathy Selden (Debbie Reynolds), aspirante à atriz que desperta o verdadeiro amor no galã. Assim, arma-se o cenário para uma sucessão de situações românticas e cômicas envolvendo este trio.

A cena principal de Cantando na Chuva é tão marcante que até quem nunca assistiu ao filme a conhece. Após receber um beijo de sua amada, Don expressa sua felicidade cantando e dançando na chuva. O talento de Gene Kelly na dança, música e interpretação, associados ao cenário e ao figurino, remetem a uma imanente paz de espírito, o que, juntos, fizeram desta uma das cenas mais admiradas do cinema.

cantando na chuva
Filme Cantando na Chuva. | Foto: Reprodução.

 Na realidade estressante em que vivemos, é difícil imaginar um mundo em que as pessoas, de repente, começam a cantar, dançar e externar seus sentimentos por meio da música. Mas essa cena consegue despertar no telespectador o desejo de que toda essa alegria vista na tela também pudesse se refletir na vida real, ainda que não seja subindo em um poste de luz com o guarda-chuva na mão.

É por representar tão bem um sentimento tão simples, e às vezes tão difícil de encontrar nos dias de hoje, que Cantando na Chuva mostra sua grandiosidade e entra para a história.

3. Juventude Transviada (1955)

Nesta obra icônica, a rebeldia ganha forma nas atitudes do jovem encrenqueiro recém-chegado à cidade, Jim Stark (James Dean), e dos seus colegas Judy (Natalie Wood) e John Crawford (Sal Mineo), apelidado de Platão.

O inconformismo e o descontentamento frente a suas relações familiares foi o que, de certa forma, levaram os três rebeldes à delegacia onde se conheceram. A história toda se passa em apenas um dia, mas, mesmo em um curto período de tempo, fica nítida a conexão e a amizade construída pelo trio principal.

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Filme Juventude Transviada. | Foto: Reprodução.

Sentindo-se desprezados por seus pais, Jim, Judy e Platão formam entre eles a verdadeira família que tanto queriam. Juventude Transviada encara justamente o sentimento de impotência e de dúvida frente às complexidades da adolescência, o que, talvez, somente os próprios adolescentes poderiam entender. 

É através da forma com que os protagonistas lidam com as situações, que fica claro que essa juventude “rebelde sem causa”, quer compreensão e afeto, mas não consegue demonstrar esse sentimento se não for através da irritação e raiva. Eles queriam expressar sua individualidade, distanciando-se da imagem que faziam dos próprios pais. 

O diretor Nicholas Ray captou o anseio de uma juventude que procurava o seu espaço na sociedade, e conseguiu fazer com que muitos se identificassem com os momentos vividos pelos personagens. Mas também é importante destacar que o desfecho do filme traz uma reflexão sobre até que ponto essa rebeldia pode chegar.

4. O Sétimo Selo (1957)

Dirigido pelo sueco Ingmar Bergman, O Sétimo Selo é um filme que traz uma reflexão sobre a fé e a mortalidade. Ao iniciar o filme com um versículo do livro de apocalipse da Bíblia, Bergman sugere um teor religioso à obra. Inclusive, o título faz referência a uma passagem bíblica em que Deus guarda os 7 selos, e a abertura de cada um representa um desastre para a humanidade, sendo o último deles o fim dos tempos.

O filme que se tornou um clássico faz parte do movimento neo-expressionista, e é a adaptação de uma peça de teatro do mesmo autor. Nessa espécie de fábula, os personagens fazem diversos questionamentos e reflexões acerca dos mistérios da vida, evidenciando certo desapontamento com a condição humana.

A trama se passa na Europa, na Idade Média, quando a peste negra ainda assola a sociedade. Nesse cenário, o protagonista Antonius Block (Max Von Sydow), um cavaleiro das cruzadas, encontra sua cidade destruída, o que o faz refletir sobre a vida e questionar sua fé em Deus.  

É neste contexto que Antonius encontra-se com a figura da Morte (Bengt Ekerot), que veio para buscá-lo. Querendo ganhar tempo, o cavaleiro desafia a Morte para uma partida de xadrez que decidirá se ele partirá com ela ou não. Acostumada em sempre ganhar os jogos da vida, a Morte aceita o desafio. Entretanto, a partida não se conclui, e a Morte irá visitá-lo ao longo de vários dias pra continuar o jogo.

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Filme O Sétimo Selo. | Foto: Reprodução.

Ao longo do filme, outros personagens aparecem e passam a seguir Block rumo ao seu castelo, sem saber que a morte também os acompanha. Antonius sabe que seu tempo na Terra está acabando, mas o que ele não desconfia – pelo menos a princípio – é que seus novos amigos também correm perigo.

A atmosfera misteriosa permeia toda a história e temas existencialistas são constantemente abordados. A questão da morte é o principal eixo da narrativa, mas Bergmam soube relacionar, com maestria, os conceitos do amor, da arte e da fé. 

5. Um Corpo que Cai (1958)

Um Corpo que Cai
Filme Um Corpo que Cai. | Foto: Reprodução.

Outro clássico que não poderia faltar nessa lista é Um Corpo que Cai. O filme de Alfred Hitchcock tem a capacidade de explorar temas universais e próprios do ser humano, ao mesmo tempo em que deixa o público fascinado com suas reviravoltas. Ambientado em São Francisco, o filme inicia revelando a maneira traumática com a qual o detetive Scottie Ferguson (James Stewart) foi confrontado pela primeira vez com sua acrofobia (medo de lugares altos).

Já aposentado, Scottie é contratado para investigar a esposa de um velho amigo, Madeleine Elster (Kim Novak). John aceita a tarefa e segue a mulher que curiosamente o atrai para lugares altos. Uma grande sensação de mistério permeia a história. Quando Scottie começa a segui-la, não fica claro qual história está sendo contada: a superação do trauma do protagonista ou a investigação da enigmática Madeleine.

Ao decorrer do enredo, Scottie se apaixona perdidamente por Madeleine e passa a enxergá-la quase como uma entidade. Sua paixão se torna obsessiva, mas o destino de Madeleine acaba levando-o a uma depressão profunda.

Scottie conhece Judy e resolve fazer dela sua nova paixão. Sua fixação por Madeline ainda é tão grande que decide comprar roupas para Judy que o façam lembrar-se de seu verdadeiro amor. No começo, Judy resiste a essa obsessão, mas aos poucos passa a cobiçar a vida, o visual e o amor que Scottie sente por Madeline. Um Corpo que Cai mescla intriga policial, romance e certa indagação metafísica, perfeito para quem curte suspense e investigação.

Essa foi a lista dos 5 clássicos que marcaram os anos cinquenta, filmes que inspiram as produções cinematográficas até hoje.

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Por Sandra Lacerda – Fala! Cásper

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