Como os programas de sócio-torcedores se reinventaram na pandemia
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Como os programas de sócio-torcedores se reinventaram na pandemia

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Reginaldo Diniz, CEO da End to End, abordou as dificuldades que a pandemia trouxe para os programas de sócio-torcedores, além de contar como sua empresa soube se reinventar neste momento tão delicado

Reginaldo é Presidente da End to End, empresa de inteligência de negócios e arquitetura de soluções para programas de sócio-torcedores, aproximando torcedores dos seus clubes através do tripé: pessoas, processos e tecnologia. Além disso, a empresa conta com inúmeros triunfos no cenário do futebol nacional.

programas de sócio-torcedores
Reginaldo Diniz, presidente do Grupo End to End. | Foto: Reprodução.

Cases de sucesso

Clubes como Palmeiras – com cogestão e inteligência de carteira – e Flamengo – com gestão da Arena – são exemplos disso. Há, também, o Ceará com o Sócio Vozão; Fluminense com e-commerce (comércio eletrônico); Goytacaz com marketing digital e Atlético MG com o programa Galo na Veia.

No clube mineiro, por exemplo, pelo fato das adesões terem crescido mais de 20.000 na campanha Manto da Massa, o cancelamento no número de sócio-torcedores durante a pandemia é zero. Entretanto, isso não ocorre em todos os clubes.

Dificuldades dos programas de sócio-torcedores na pandemia

Segundo Reginaldo, a principal dificuldade neste período é garantir a retenção de sócio-torcedores em programas que dependem ou estão lastreados em ingressos. Segundo dados da empresa, no Ceará Sporting Club, a taxa de rotatividade no período de quarentena é de 1,93%, ou 439 cancelamentos sobre uma base de 22.000 sócios.

Além disso, outro ponto é suprir a relação nem sempre direta com seus consumidores, porque, segundo o CEO da empresa, os clubes precisam estar mais conectados aos seus fãs, principalmente em momentos como esses.

Entendemos que os clubes se comunicam muito bem com a sua torcida, mas não sabem ou têm dificuldades de conhecer e atender o seu torcedor.

Destacou.

Reinvenções

O Ceará e o Grupo End to End se uniram e deram belos exemplos. Com simples atitudes e muita criatividade, ajudaram a manter a empresa a todo vapor. Além de entreter seu público-alvo e contribuir com informações sobre a Covid-19, manteve o clube totalmente engajado com seus torcedores neste período.

Nos últimos meses, o Ceará, com o auxílio da End to End, criou a campanha “Cuide do seu Vozão”, com o objetivo de conscientizar a todos os seus seguidores os cuidados com as pessoas do grupo de risco. Entre outras ações, se destacou também uma partida de futebol. Foi permitido ao torcedor fazer check-in como se estivesse comparecendo à Arena Vozão; além de um jogo de perguntas e respostas que tinha como objetivo informar sobre o combate ao novo coronavírus.

Segundo Reginaldo, o trabalho foi pensando em campanhas baseadas em engajamento e gamification (uso de técnicas de design de games que utilizam mecânicas de jogos e pensamentos orientados a eles para enriquecer contextos diversos normalmente não relacionados a jogos).

O grande ponto é pensar de fora para dentro. Ouvir o torcedor e dar, de fato, o sentido ao conceito de pertencimento. Ele (torcedor) é carente de atenção e participação. Ao invés de manter a máxima de protagonismo do clube, investimos no torcedor.

Futuro com o futebol sem torcida

Futebol sem a torcida
Futebol sem a torcida de seus sócio-torcedores e torcedores. | Foto: Ricardo Borges/Folhapress.

Para Reginaldo, não existe futebol sem torcida, mas pode existir sem plateia ao vivo por um período. ‘‘Qualquer modalidade esportiva, que vende a emoção do compartilhamento e aglomeração, terá que esperar e se reinventar durante esse período’’, destacou.

Uma alternativa para driblar essa adversidade, até que possamos voltar aos estádios, é explorar a plataforma streaming, tecnologia de transmissão ao vivo. Reginaldo garante que sua empresa já está atuando nessa área para entregar o melhor produto ao torcedor.

Mais do que abrir as portas dos estádios, os clubes precisam abrir olhos e ouvidos aos seus milhões de torcedores. Acreditamos que todo torcedor é um consumidor/cliente vestido de paixão e há muito espaço para estreitar essa relação, que em alguns clubes é centenária, e em breve teremos mais que soluções inovadoras como as que propomos, teremos realmente uma nova relação entre clubes e torcedores.

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Por Gustavo Vasco – Fala! Cásper

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