Como o excesso de streaming pode ser a própria ruína do serviço?
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Como o excesso de streaming pode ser a própria ruína do serviço?

Como o excesso de streaming pode ser a própria ruína do serviço?

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Os serviços de streaming são, agora, os verdadeiros donos do mercado cinematográfico.

Apesar da existência de grandes e clássicos estúdios, como a Warner Bros. e Paramount, são a Netflix, Amazon Prime, HBO Go, entre muito outros, que dominam o setor de filmes e séries. 

melhores serviços de streaming
Os serviços de streaming são os donos do mercado cinematográfico atualmente. | Foto: Reprodução.

Ascensão de serviços de streaming

Começou com a Netflix. Apesar de ser a mais famosa dessas companhias de locadora on-line, o site começou como um serviço de entrega de DVDs pelo correio. 

Em 2007, a Netflix entregou seu bilionésimo DVD. Em 2011, possuía 23 milhões de assinantes e, hoje, conta com mais de 160 milhões de assinantes ao redor do mundo. 

Porém, um ano antes do bilhão da empresa de Reed Hastings e Marc Randolph, surgiu a Amazon Prime Video. 

Na época sendo chamada Amazon Unbox, alterou seu nome várias vezes antes de 2012. Naquele ano, assinou um contrato com a Epix, um canal de TV com streaming, para que as produções da Amazon fossem colocadas lá. Era o início de uma rivalidade que a Netflix não esperava. 

Contudo, a Amazon cresceu cada vez mais e, em 2013, estreou séries originais, as comédias Alpha House e Betas. Em janeiro de 2015, Transparent virou a primeira série de um streaming a vencer um Globo de Ouro. 

No Brasil, temos a Globoplay que, apesar de não ser elevada a um patamar internacional, faz sucesso entre os brasileiros. O serviço de streaming do maior canal de televisão do Brasil conta com filmes, séries e novelas da Globo. Muito do que o brasileiro gosta.  

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Como o excesso de streaming pode ser a própria ruína do serviço?

Como o excesso de streaming pode ser prejudicial ao próprio serviço

Voltando a falar em linhas gerais, os serviços de streaming prometem aos seus consumidores um serviço de qualidade. Porém, aquela que, com certeza, é a sua maior vantagem é o famoso slogan das empresas de plataformas de streaming: “assistir o que quiser, como quiser, onde quiser, quando quiser”.

Considerando a flexibilidade prometida, comum entre todos os serviços de streaming, é favorável que os cinéfilos, devoradores de série ou simplesmente os adoradores de blockbusters corram de braços abertos para a Netflix, a Amazon, Globoplay, HBO Go, Hulu, e outros. 

É aí que está o problema: o excesso de oferta. Como pudemos ver na Crise de 1929, a oferta estadunidense para uma Europa totalmente quebrada após a Primeira Guerra Mundial, era maior do que a sua demanda. Como todos sabem, deu no que deu: os preços caíram, a produção diminuiu e o desemprego aumentou. 

Agora, analisando a queda de preços e na produção, é possível fazer um paralelo com os serviços de streaming. O que poderá acontecer em um futuro próximo (poderia dizer 2029?) se a oferta de serviços de streaming, que já é enorme, não for mais necessária para a demanda? Será possível um fim para o streaming

problema do excesso de streamings
Entenda alguns dos problemas da vasta oferta do serviço

Problemas da vasta oferta do serviço

Relação do cliente

Outro ponto que critica a enorme oferta de streaming está mais relacionada à relação do cliente com as produções. 

Assim como, quando vamos a uma loja de roupas, não é fácil escolher entre um suéter vermelho ou um moletom azul, é complicado o dilema entre Netflix e Prime Video. O excesso de produção gera dúvida. E essa dúvida faz com que o consumidor perca algo que, no século 21, ele não pode perder: tempo. 

Apostas e novidades

Os problemas seguem. O consumidor investe cada vez mais nas plataformas. As plataformas, com o dinheiro do consumidor, conseguem se desenvolver de forma cada vez mais adequada para os assinantes. E encontra-se em um ciclo, potencialmente vicioso.     

A alta qualidade dos sites de streaming se encontra cada vez mais presente. Isso é bom para todos, claro. A curto prazo. Com muita qualidade, encontra-se muita concorrência. Com muita concorrência, encontram-se “apostas”, “inovações”, “novidades”.

Em algumas ocasiões, novidades são consequências de apostas (algumas arriscadas) das companhias de streaming, que assinam contratos com outros estúdios para levar algumas produções para seu site. Os catálogos são “monopolizados” pelos estúdios e, assim, não se encontra muitos filmes desejados. 

Premiações

Além disso, as próprias empresas contam com suas próprias produções. Nos últimos dois anos, duas produções da Netflix foram indicadas ao Oscar de Melhor Filme. Filmes e séries exclusivos podem acabar por tomar conta de um catálogo inteiro, deixando de fora produções de outros estúdios que atraem a curiosidade dos amantes do cinema. 

As premiações citadas anteriormente, apesar de importantes, podem causar uma ambiguidade no investimento nessas plataformas. Quanto mais prêmios, passa a se esperar um padrão elevado de produção. Se a Netflix vencer X Oscar, alguns clientes podem esperar que a Amazon Prime Video conquiste X+Y estatuetas. Dessa forma, a atenção dos espectadores vai ser direcionada para uma plataforma e uma outra pode entrar em colapso. 

Assim, os serviços vão depender da qualidade de suas produções e, caso essas expectativas não sejam atingidas, o público pode não querer mais consumir como antes. As plataformas dependem delas mesmas, nesse caso.

Pirataria

Uma questão que sempre esteve presente na indústria cinematográfica é a pirataria. E, com streamings, não é diferente. Uma pesquisa da Sandvine, uma empresa especializada em monitoramento de rede, mostrou que 18% de um total de 15.000 consumidores de streaming consultados já tentaram acessar conteúdos pirata. 

Assim, quando um streaming, o qual uma pessoa não assina não agrada, não se busca assinar outra plataforma, e sim, a recorrência aos serviços ilegais. 

Internet

Por último, a própria Internet pode ser a causa da ruína de streaming. 

As plataformas consomem 62% do tráfego on-line. Quando há um alto tráfego, a tendência é que a velocidade e a qualidade da Internet reduza. Assim, clientes desistirão de pagar por algo cujo sinal não pode aguentar. 

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Por Victor Livi – Fala! Cásper

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