Como funciona o Oscar Póstumo: O reconhecimento nunca morre
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Como funciona o Oscar Póstumo: O reconhecimento nunca morre

Como funciona o Oscar Póstumo: O reconhecimento nunca morre

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Há 16 artistas que tiveram seus trabalhos reconhecidos após sua morte pelo Oscar, e este ano pode ser que a lista aumente.

Após a vitória do ator Chadwick Boseman por melhor ator de drama, pelo filme A Voz Suprema do Blues, no Globo de Ouro, muito se discute sobre suas chances de ganhar uma estatueta do Oscar. O ator que faleceu de câncer colorretal no final de agosto de 2020, aos 43 anos, foi indicado e premiado postumamente. A viúva do astro, Taylor Simone Ledward, recebeu o prêmio e muito emocionada disse: “Ele iria agradecer a Deus. Ele agradeceria aos seus ancestrais pela orientação e sacrifícios”.

Se Boseman levar a estatueta, na categoria de melhor ator no Oscar, no dia 25 de abril de 2021, ele será o 17º profissional a ganhar o prêmio postumamente. A Academia já fez, ao todo, 79 indicações póstumas, sendo elas nas mais das diversas categorias.

Chadwick Boseman oscar
Chadwick Boseman é um forte indicado a ganhar o Oscar de melhor ator. | Foto: Reprodução.

Indicações póstumas no Oscar

A primeira indicação a um profissional do cinema já falecido ao Oscar ocorreu na primeira cerimônia do prêmio, em 1929. A premiação, que estava reconhecendo os filmes de 1927 e 1928, deu o troféu para Gerald Duffy. Ele foi indicado na categoria de melhor roteiro, pelo filme mudo A Vida Privada de Helena de Troia. O roteirista, que faleceu em 1928, não levou a estatueta.

Já na cerimônia de 1939, tivemos o primeiro premiado de forma póstuma. Sidney Howard, que faleceu no mesmo ano da premiação, ganhou o prêmio pelo roteiro de E o Ventou Levou….

Mas foi somente em 1977, que um Oscar póstumo foi dado na categoria de melhor ator. O troféu foi para Peter Finch, que faleceu no mesmo ano em que foi premiado, por seu papel em Rede de Intrigas. Astros como James Dean e Sydney Pollack foram indicados postumamente, mas acabaram não ganhando.

Entretanto, o prêmio póstumo que se tem mais conhecimento é o de Heath Ledger, que levou a estatueta de melhor ator coadjuvante em 2009. O ator fez o personagem Coringa, que lhe rendeu a premiação, no longa Batman – O Cavaleiro das Trevas, faleceu em 2008, antes mesmo do lançamento da produção.

Como funciona e com quem fica o prêmio

Há uma tradição na Academia sobre quem sobe no palco para receber a estatueta e com quem ela fica, nesses casos de premiados já falecidos. Na cerimônia, é costume que a família ou um artista próximo do vencedor receba o troféu na noite mais esperada no mundo do cinema. Também é de praxe que o viúvo ou viúva do premiado ou o filho mais velho fique com a estatueta.

Contudo, quando Ledger ganhou, as coisas mudaram um pouco. Houve uma imensa campanha por parte da família e de amigos do ator para que o prêmio ficasse com sua filha, Matilda Rose Ledger, que na época tinha três anos. Nesse caso, como a herdeira de Ledger não possuía a maior idade para assinar o acordo de pose, a mãe dela, Michelle Williams, guardará o prêmio até a garota completar 18 anos. Atualmente, Matilda está com 16, assim, daqui a 2 anos, ela poderá escolher se pretende ficar com a estatueta do pai ou devolver para a Academia, como consta no acordo.

O acordo de pose é uma forma que a Academia achou para impedir um mercado ilegal de troféus. Dessa forma, todos os premiados se comprometem a não revender suas estatuetas sem antes fazer uma oferta para a própria instituição.

Em 2013, houve o último ganhador de um Oscar póstumo na Academia. O produtor Gil Friesen, que morreu em 2012, levou o prêmio na categoria de melhor documentário por A Um Passo do Estrelato.

Indicação para astros e profissionais que já faleceram nada mais é do que reconhecer seus talentos, principalmente em seus últimos trabalhos. Se o Globo de Ouro serviu como parâmetro e os burburinhos em Hollywood estiverem certos, Boseman tem muitas chances de ser o mais novo a entrar em uma lista de artistas seletos.

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Por Sofia Luppi Palacine – Fala! PUC-SP

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