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Como a música pode te ajudar a estudar

Como a música pode te ajudar a estudar


OH MÚSICA MILAGROSA
  Como a música pode jogar ao seu favor na hora de estudar.

Por Fatime Ghandour – Fala!Cásper

A música pode realmente auxiliar na memorização, mas há condições para que a prática possa realmente surtir efeito nos estudos

Apenas para contextualizar o quão poderosa pode vir a ser a música quando relacionada a memória, pode-se citar o caso de indivíduos que apresentam demência – condição que envolve perda de memória-, mas que  são capazes de cantar músicas de cor, principalmente canções associadas à infância. Esta condição mental, quando leve, indica uma atrofia no lobo temporal esquerdo, que leva a perda da memória no âmbito das palavras.

Em músicos com a condição de demência, porém, mesmo também apresentando a perda semântica, não há perda da memória musical, isto porque a memória relacionada a música é diferente da memória para fatos e imagens cotidianas, mesmo ainda não se sabendo em que dimensões essa diferença habita, nem ao certo o porquê da música ampliar a capacidade de memorização.

Para cada tipo de esforço mental – para cada matéria-, é necessário um tipo de música, que irá estimular o cérebro do estudante do modo apropriado. E foi exatamente esse o aspecto estudado pela psicóloga clínica britânica Dr. Emma Gray, que em parceria com uma das principais plataformas globais digitais de reprodução de música e podcast; o Spotify, conseguiu chegar a resultados esclarecedores.

O QUE OUVIR?

O que as pesquisas descobriram foi que para estudar matemática e matérias lógicas, exatas, o gênero musical mais recomendado é o clássico, com músicas que tenham de 60-70 batidas por minuto (‘Fur Elise’ de Beethoven), pois ajudam a reter o conteúdo, aumentar a concentração e manter o ritmo por mais tempo. Sons de natureza (canto de pássaros, sons de chuva) também podem auxiliam no aumento do foco, aliviar a tensão, aumentar o funcionamento cognitivo. 

Já as músicas com 50-80 batidas por minuto (‘Mirror’, Justin Timberlake), são úteis no estudo de línguas, ciências, memorização de datas e para relacioná-las a momentos históricos, por proporcionarem mais foco para processar informações factuais (trabalha o lado esquerdo do cérebro). Para o lado direito do cérebro, que lida com as questões criativas, englobando matérias como arte, teatro, a Dr. Gray diz que pop e rock são boas opções (‘I Can’t Get No (Satisfaction)’, The Rolling Stones), por estimularem a criatividade.

Por mais que essas opções acima sejam todas viáveis, para situações que requerem foco profundo a música instrumental é a melhor opção. O estudante pode buscar pelas versões instrumentais das canções de que mais gosta.

O QUE NÃO OUVIR?

Assistir à televisão não é o mais recomendado, por oferecer muitas imagens, cores e não ter uma transmissão constante de apenas um conteúdo, pois apresenta propagandas.

Ouvir músicas muito agitadas quando se vai estudar conceitos de matemática, por exemplo, não é uma prática recomendada, e nem as que apresentam letra, que são cantadas.

Músicas cantadas em um idioma que o indivíduo não entende podem desviar o foco da atenção do conteúdo estudado para a compreensão das palavras no idioma estrangeiro.

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