Como a inteligência artificial pode contribuir para a medicina?
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Como a inteligência artificial pode contribuir para a medicina?

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Em entrevistas exclusivas, médicos explicam como a inteligência artificial contribui para medicina e fazem alertas sobre futuro com robôs em hospitais

A inteligência artificial, muitas vezes citada apenas como IA, é, por definição, a área da ciência da computação que, usando algoritmos definidos por especialistas, é capaz de reconhecer um problema, uma tarefa a ser realizada, analisar dados e tomar decisões, simulando a capacidade humana.

Essas decisões inteligentes são feitas através de uma série de algoritmos, que adquirem um conhecimento determinado. O algoritmo, por sua vez, pode ser considerado como uma receita para execução de alguma tarefa ou resolver algum problema.

Para o Dr. Andre Feldman, médico cardiologista pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e coordenador de cardiologia RedeD’or São Luiz, a inteligência artificial, na medicina, “vem sendo utilizada para aprender padrões relacionados aos pacientes e identificar mudanças bruscas nestes parâmetros. Por exemplo, monitorização de frequência cardíaca e outros parâmetros vitais. Ele vai aprendendo como é o padrão destes sinais durante a internação sendo que alterações deste padrão são sinalizadas aos profissionais de saúde’’, explica.

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A inteligência artificial pode contribuir para a medicina. | Foto: Reprodução.

Como a inteligência artificial ajuda a medicina

Segundo Andre, as vantagens de se utilizar a IA em medicina consistem em possibilitar uma visão mais global das situações clínicas do paciente quando os profissionais geralmente têm uma visão mais limitada. “A IA possibilita integrar mais dados de forma a enxergar mais precocemente detalhes ou alterações de padrões que o profissional de saúde pode demorar mais tempo para notar.’’.

Além disso, a inteligência artificial pode contribuir em cirurgias e exames; na telemedicina e em dados armazenados na nuvem, promovendo maior organização e segurança de informações.

Porém, sem dúvidas, a maior vantagem na utilização da IA em medicina é no auxílio na diagnose de patologias, ou seja, na medicina diagnóstica. Nem todo caso é diagnosticado com facilidade, porém, com essa tecnologia, o processo se tornará consideravelmente mais tranquilo com análises muito mais seguras, destaca Dr. Andrea Bottoni, médico pela Universidade de Roma La Sapienza, com residência médica em Nutrologia; especialização em Medicina Desportiva, Mestrado em Nutrição e Doutorado em Ciências na Unifesp.

Segundo ele, “tudo aquilo que são imagens, laudos, na área de radiologia, anatomia patológica, em áreas de avaliações técnicas e ter a capacidade desses equipamentos, de softwares de armazenar dados e poder cruzá-los rapidamente é uma grande vantagem porque pode te auxiliar em uma maior precisão e exatidão e pode, por isso, oferecer maior segurança no cuidado ao paciente.’’. Esse aspecto também engloba a interpretação e reconhecimento de laudos médicos para exames de imagem como radiografias, ressonância magnética e tomografias, que também serão beneficiados.

Um exemplo prático utilizado por Dr. Andrea, também especialista em Nutrologia e em Medicina do Esporte, é a exatidão dessa tecnologia:

Em uma imagem de uma tomografia ou ressonância magnética, por exemplo, onde pode existir um elemento microscópico, quase não há chance de passar despercebido por um software que armazena milhões de imagens e que pode ler esses dados rapidamente para te dar o laudo mais provável com o maior índice de acerto.

Outros exemplos dessa tecnologia aparecem na utilização de gadgets, que podem auxiliar no cuidado à saúde, como é o caso do novo relógio inteligente da Apple, que funciona utilizando-se de acelerômetros que podem reconhecer uma queda de seus usuários. Entretanto, embora a inteligência artificial possa ser indispensável no futuro, Dr. Andrea faz alerta que para que isso aconteça.

É necessária uma reflexão porque a inteligência artificial não é a salvação do mundo. Tudo tem que ser feito de uma forma equilibrada e bem gerenciada, para mesclar os recursos tecnológicos com a sabedoria humana. Acho que a IA pode se tornar indispensável, acho mesmo! Mas antes temos que ter a visão de que deve haver diálogo e gestão saudável para equilibrar características de relação multiprofissional humanas com a tecnologia que é muito importante.

Médicos serão substituídos?

É importante ressaltar que a inteligência artificial funciona através de uma máquina e que, por isso, é passível de erros e em nenhum momento deve ser construída como uma forma de substituir profissionais de saúde, mas como um apoio às medidas. Segundo Dr. Andrea, a inteligência artificial não substituirá o médico, mas ela pode ajudar o profissional a ter o melhor cuidado possível com o paciente.

Em algumas outras áreas, assim como na medicina, ‘‘pode ser que menos profissionais sejam necessários em função da ajuda que a IA oferece, fazendo com que ela trabalhe em conjunto com os médicos. Não devemos ver a IA como uma ‘ameaça’, temos que ver como uma oportunidade de ter melhores resultados, afinal, o ser humano profissional sempre vai ser importante na medicina.’’.

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Por Gustavo Vasco – Fala! Cásper

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