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O maior clássico do mundo nas semifinais da Libertadores

Por João Guilherme Lima Melo – Fala!PUC


Pela primeira vez na história a penúltima fase da competição é composta somente por brasileiros e argentinos

Semifinalistas desta edição são os que mais tem títulos somados na história (Reprodução: Torcedores.com)

O que antes era marcado pelo confronto entre as seleções será agora, mais do que nunca, exposto nos duelos entre os times. Pela primeira vez na história da Copa Libertadores da América as semifinais terão somente a presença de clubes brasileiros e argentinos. De um lado, Palmeiras e Boca Juniors, do outro, Grêmio e River Plate. São equipes com muita história e que prometem protagonizar grandes partidas, contando sempre com o show de suas respectivas torcidas.

A história dos jogos entre palmeirenses e xeneizes na Libertadores começou em 1994, quando as equipes caíram no mesmo grupo da competição daquele ano. Apesar de naquela ocasião os dois jogos representarem uma vitória para cada lado, foi o time brasileiro quem saiu “por cima” daquelas disputas. Jogando no Palestra Itália, o Palmeiras goleou o Boca pelo placar de 6 a 1, com gols de Cléber, Roberto Carlos, Edílson, Evair (2), e Jean Carlo pelo lado dos paulistas, e Martinez para os portenhos. O outro confronto daquele ano acabou 2×1 para os argentinos. Em La Bombonera, Giantini e Acosta marcaram para o Boca, e Edílson para o Palmeiras.

Seis anos depois, ocorreu o maior confronto entre os dois times. Boca e Palmeiras se enfrentaram na final da Libertadores de 2000. Enquanto os brasileiros defendiam o título que haviam conquistado no ano anterior, os argentinos viviam um jejum de títulos de 30 anos da maior competição de futebol da América. E foram nossos hermanos que comemoraram a conquista naquele ano. Após empate por 2×2 no jogo de ida disputado em La Bombonera (gols de Arruabarrena para o Boca, e Pena e Euller para o Palmeiras), a partida de volta, que aconteceu no estádio do Morumbi, não saiu do 0x0, levando a final para os pênaltis. Na “marca da cal” os argentinos levaram a melhor pelo placar de 4×2, e a taça daquele ano foi para Buenos Aires.

 

Em 2001 as equipes novamente se enfrentaram numa fase decisiva do torneio, desta vez na semifinal. Com o primeiro jogo terminando 2 a 2 (Schelotto e Barijho para o Boca, Alex e Fábio Júnior para o Palmeiras) após erros graves cometidos pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino, que deu um pênalti inexistente para o Boca e deixou de marcar um incontestável para o Palmeiras, a decisão ficou para São Paulo. Após novo empate por 2×2, com gols de Fábio Júnior e Bermúdez (contra) para os paulistas, e Gaitán e Riquelme para os portenhos, a disputa mais uma vez foi para os pênaltis. E, assim como na final do ano anterior, foram os argentinos que saíram vencedores, desta vez pelo placar de 3×2.

Os últimos dois confrontos entre as duas equipes aconteceram na edição deste ano da Libertadores. Se enfrentando na fase de grupos do campeonato, foi o Palmeiras quem conseguiu conquistar mais pontos somando os dois jogos. No Allianz Parque, a partida terminou 1×1, com keno marcando para os brasileiros e Tevez anotando o gol dos argentinos. No outro jogo, em La Bombonera, os palmeirenses conquistaram uma vitória convincente por 2 a 0, tendo seus gols marcados por Keno e Lucas Lima, e tornando-se apenas o quarto time brasileiro a vencer no estádio do Boca (os outros foram Santos Cruzeiro, Paysandu e Fluminense). Agora na semifinal, o duelo que conta com 7 títulos da competição continental, seis do Boca e um do Palmeiras, soará como uma revanche para os argentinos, e como chance de afirmação dos brasileiros como maiores vencedores deste histórico confronto.

Do outro lado da chave, os atuais campeões da Libertadores terão pela frente o outro maior time da Argentina. Grêmio e River Plate entram em campo com seis títulos da Libertadores (3 para cada um), e com um retrospecto, nesta competição, que favorece os gaúchos. As equipes se enfrentaram somente duas vezes na história da Libertadores, com os confrontos ocorrendo em 2002, na fase de oitavas de final.

O primeiro jogo foi disputado na Argentina, no Monumental de Nuñez, e foi o Grêmio, então comandado por Tite, quem saiu vitorioso daquela partida. Com gols de Tinga e Gilberto, os brasileiros ganharam por 2 a 1, e levaram para Porto Alegre importante vantagem sobre os millonarios. O gol dos argentinos foi anotado por Eduardo Coudet. No jogo de volta, o Grêmio novamente levou a melhor. Jogando com o apoio da sua torcida no Estádio Olímpico, o time gaúcho aplicou uma goleada de 4×0 sobre os portenhos (gols de Rodrigo Mendes, Luizão, Claudiomiro, e Luis Mário). Nesta semifinal, o confronto servirá para consolidar a hegemonia gremista na América, ou para colocar novamente os millonarios como protagonistas no cenário das competições internacionais.

Por se tratarem de jogos com equipes repletas de história tanto em âmbito nacional como internacional, é praticamente impossível definir quem avançará à final da Copa Libertadores da América. Podendo haver uma reedição da final de 2007 entre Boca e Grêmio, onde os argentinos saíram campeões, uma revanche para os millonarios no que diz respeito à semifinal da Libertadores de 1999, quando o Palmeiras garantiu classificação para a final, um confronto histórico entre dois dos maiores clubes brasileiros, e até mesmo o maior jogo da história do futebol argentino, o que podemos afirmar é que a última final da Libertadores com jogos de ida e volta já está marcada na história da competição.

Foto: Ricardo Correa/Placar

 

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Um comentário

  1. Comparar Palmeiras na Libertadores com Grêmio, Boca e River é uma absurdo sensacionalista.

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