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Ciclone na África: entenda o que aconteceu e desdobramento na mídia

Ciclone na África: entenda o que aconteceu e desdobramento na mídia


Por Bianca Dias – Fala! Anhembi

O ciclone Idai, que nesta semana atingiu a região Sul da África, afetou direta ou indiretamente mais de 2 milhões de pessoas. Moçambique, Zimbábue e Malawi foram os países mais afetados pela tempestade, que deixou mais de 600 vítimas fatais. O ciclone gerou fortes chuvas e rajadas de ventos de até 170 quilômetros por hora, além de inundações por toda a região sul do continente africano. Segundo levantamento feito pela Unicef, estima-se que pelo menos 1 milhão de crianças foram atingidas pelo desastre.

O ciclone Idai, que nesta semana atingiu a região Sul da África, afetou direta ou indiretamente mais de 2 milhões de pessoas. Moçambique, Zimbábue e Malawi foram os países mais afetados pela tempestade, que deixou mais de 600 vítimas fatais. O ciclone gerou fortes chuvas e rajadas de ventos de até 170 quilômetros por hora, além de inundações por toda a região sul do continente africano. Segundo levantamento feito pela Unicef, estima-se que pelo menos 1 milhão de crianças foram atingidas pelo desastre.

Foto: Mike Hutchings/Reuters/Direitos reservados |Agência Brasil

A cidade de Beira, localizada em Moçambique, foi uma das regiões que mais sofreu com as consequência do ciclone, tendo seu território praticamente devastado. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que um milhão e 850 mil pessoas tenham sido afetadas só em Moçambique. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) explicou que esse número pode aumentar por conta de algumas áreas “que até agora estavam isoladas e começam a se tornar acessíveis”.

Devido às chuvas e as enchentes, o risco de epidemias através da contaminação da água se torna uma grande preocupação. Segundo o Ministro da Terra e do Meio Ambiente de Moçambique, Celso Correia, é de suma importância que as epidemias sejam remediadas: “vamos ter cólera, malária, já temos elefantíase, e vai haver diarreias. O trabalho está sendo feito para mitigar (os surtos)”.

A ONU calcula que serão necessários pelo menos 337 milhões de dólares destinados à ajuda humanitária nos três primeiros meses em Moçambique.

Tratamento da mídia

Diversos internautas questionaram a noticiabilidade do acontecimento, ou melhor, a falta de cobertura jornalística. As notícias na grande imprensa sobre o desastre natural na África começaram a viralizar somente dias após o acontecimento. Essa situação acabou trazendo consigo um questionamento: quais foram as razões da mídia em não cobrir com a devida amplitude a tragédia de Moçambique?

O assunto acabou ganhando espaço nas redes sociais, onde muitos internautas reclamaram e criticaram a cobertura jornalística. O rapper Meek Mill se manifestou em seu Twitter sobre a tragédia, e indagou o motivo por qual os EUA não estavam cobrindo o assunto.

Legenda: “Eu me pergunto por que as mídias sociais na América nunca apoiam as tragédias africanas?

Em contraponto, o desastre em Brumadinho repercutiu mundialmente em menos de 24 horas. Logo após o rompimento da barragem, jornais nacionais e internacionais cobriram de forma detalhada os desdobramentos do caso. A seletividade midiática foi um assunto que ganhou espaço, já que a cobertura de países desenvolvidos ganha uma maior notoriedade quando comparado a países subdesenvolvidos. 

  • Como ajudar?
  1. Unicef dispõe de uma página para arrecadação de dinheiro, que será encaminhado para a ajuda humanitária infantil no sul da África
  2. A instituição Médicos Sem Fronteiras, que ajuda na saúde populações em situações de crise humanitária, está recebendo doações emergenciais para a população africana
  3. A Central de Apoio, criada por entidades de Moçambique, está aceitando doações internacionais e também de maneira presencial, além de disponibilizar contatos para encontrar famílias em Beira
  4. A organização ActionAid leva guarnição para os sobreviventes do desastre e as doações podem ser feitas através do site
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