É preciso ler Chimamanda Ngozi Adichie
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É preciso ler Chimamanda Ngozi Adichie

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Por Débora Bandeira – Fala! PUC

 

Pouco se ouve falar sobre a África, e menos ainda se ouve sobre a literatura africana. Com a inserção do livro “Terra Sonâmbula” na lista obrigatória para o vestibular da Unicamp, do escritor moçambicano Mia Couto, parte dos brasileiros tiveram contato com essa literatura até então pouco vista no Ocidente. Mas, atualmente, outro nome tem ganhado as páginas literárias mundiais: Chimamanda Ngozi Adichie, a escritora nigeriana que se mudou para os Estados Unidos para estudar e se revelou como um dos mais novos fenômenos literários mundiais.

Escritora Chimamanda Ngozi Adiche (Foto: Reprodução)

 

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Suas obras têm como objetivo abordar assuntos de caráter político e social, como o racismo, o feminismo, o conservadorismo e, principalmente, a apresentação da África longe de seus estereótipos de ser um continente unificado.

“Histórias importam. Muitas histórias importam. Histórias têm sido usadas para expropriar e tornar maligno. Mas podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas também podem reparar essa dignidade perdida”, disse a escritora em uma de suas palestras para o TED (Tecnologia, Entretenimento e Design – uma conferência mundial organizada sem fins lucrativos). E é a partir desse pensamento que Chimamanda coloca sua forma de escrever.

Palestra no TED (Foto: Reprodução)

 

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Sobre a escritora

Nascida em 1977, de uma família de classe média da cidade de Enugu, na Nigéria, é filha de um professor universitário e de uma administradora. Chimamanda teve uma educação diferenciada –  aos 19 anos se mudou para os Estados Unidos e só lá teve consciência da sua origem africana e dos estereótipos que a rondavam.

“Minha colega de quarto americana ficou chocada comigo. Ela perguntou onde eu tinha aprendido a falar inglês tão bem e ficou confusa quando eu disse que, por acaso, a Nigéria tinha o inglês como sua língua oficial. Ela perguntou se podia ouvir o que chamou de minha ‘música tribal’ e, consequentemente, ficou muito desapontada quando eu toquei minha fita da Mariah Carey”, relatou a escritora.

Ao escrever, Chimamanda Ngozi Adichie faz mais do que simplesmente se expressar, ela afirma sua identidade por meio dos temas que aborda: é uma mulher que fala de machismo, uma negra que discute racismo e uma africana que trata sobre a xenofobia e sobre a história de seu país com um olhar de dentro dele.

Em 2010, a escritora nigeriana se encontrava na lista da New Yorker dos 20 melhores escritores com menos de 40 anos. Hoje, prestes a completar essa idade, Chimamanda continua se mostrando como leitura indispensável àqueles que querem conhecer o mundo a partir de um novo viés, que durante anos esteve escondido por um olhar estereotipado e ocidental.

 

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