Cadastre-se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!
Quero me cadastrar!
Menu & Busca
Centro de São paulo: alguma coisa acontece, não só no meu coração

Centro de São paulo: alguma coisa acontece, não só no meu coração


Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM

Acompanhando as notícias da semana passada e dessa semana, vimos que o centro de São Paulo sofreu um colapso. A verdade, porém, é que a alma da cidade já agonizava há muito tempo, devido a alguns desleixos dos cidadãos e do Estado.

[read more=”Leia Mais” less=””]

Após a expansão da cidade metropolitana de São Paulo, o seu cerne foi sendo abandonado, e os cuidados de restauração e manutenção de todo o local foram destinados somente aos pontos com mais movimentos históricos como o Theatro Municipal, Pateo do Colégio, estação da Luz, Catedral da Sé e etc, enquanto os outros foram deixados a mercê, viraram estacionamento de carros ou então foram completamente esquecidos.

O prédio no Largo do Paissandu, mais especificamente na rua Antonio de Godoi, foi um exemplo do descaso geral não só para com um prédio que, por mais que fosse velho, era um dos marcos arquitetônicos da cidade, e tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), mas também para com uma população toda.

A torre de 24 andares que pegou fogo e desabou na madrugada de Terça Feira (1), foi projetada pelo arquiteto de descendência síria e ex-professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) Roger Zmekhol. Como característica marcante, a torre possuía uma fachada toda envidraçada e por isso era chamada de pele de vidro, tal parede de vidro foi importada, pois na época coisas do tipo não eram feitas no Brasil.

O edifício que foi projetado na década de 1960 para abrigar a sede da empresa Cia. Comercial Vidros do Brasil (CVB) foi até 2009 sede da polícia federal e em 2012 iria ser sede do Instituto de Ciências Jurídicas da Unifesp, mas o projeto não vingou, depois quase virou um Sesc (Serviço Social do Comércio), mas o que acabou virando mesmo foi mais um prédio ocupado pelas pessoas sem moradia.

Do luxo modernista à ocupação precária, o que vale a pena ressaltar diante dessa situação não é somente o descaso com a arquitetura paulista, mas sim o desprezo dos órgãos públicos em relação a tudo, pois se for parar para pensar esta edificação não foi abaixo somente pela falta de manutenção ou algo do tipo, e sim devido ao fato da falta de estrutura na educação brasileira que não permite a ascensão social e aumenta o desemprego por falta de qualificação, falta de políticas adequadas e especulação mobiliária, que também dificulta o acesso das pessoas de baixa renda a uma moradia de digna.

Vale lembrar que é um dever do Estado e um direito do cidadão uma moradia digna de qualidade, alimentação e educação.

[/read]

 

Confira também:

– Transporte público em São Paulo – uma questão de oportunidades

 

0 Comentários

Tags mais acessadas