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Casamento Real britânico quebrando paradigmas

Casamento Real britânico quebrando paradigmas

Por Giovana Macedo, Lais Morais e Marina Pires – Fala!PUC

 

Família real britânica comemora casamento do 6º sucessor ao trono e foge das tradições com mudanças inovadoras.

Casamentos reais são cerimônias que envolvem membros da família real, e por serem festas de extrema importância, atraem atenção e curiosidade internacional. Possuem também, historicamente, o perfil de casamentos arranjados com interesses políticos, o que nos dias atuais é visto como uma tradição retrógrada.  Começou, então, uma era de quebra de padrões nos casamentos reais, com o casamento do Príncipe Albert e uma plebeia, Elizabeth, em 1923, marcando a primeira forte ruptura com o passado. O mais notório, porém, foi quando a então aristocrata Diana Spencer foi pedida em casamento pelo príncipe britânico Charles. O casamento de 1981 se deu grande parte como um casamento de conveniência pela pressão que Charles tinha por possuir 32 anos e ainda não estar casado e, também, para encontrar a esposa perfeita: uma jovem de 19 anos que aparentava ser dócil e fácil de controlar. Porém, o príncipe do Reino Unido viria a descobrir que ele estava enganado quanto a sua futura esposa e como ela se comportaria, começando pelo seu casamento.

O matrimônio de Diana e Charles foi um dos primeiros a ser televisionado ao vivo e intimamente registrado pela mídia, como nunca haviam feito com a família real. Com quase 1/3 da população mundial assistindo, casamentos reais se tornaram a partir de então espetáculos públicos.  Além disso, se fez um casamento moderno e feminista com o fato que Diana não prometeu obedecer ao seu marido, como era tradição, e sim amá-lo. Para Diana, este casamento foi sua metamorfose que a transformou em uma mulher verdadeira com visibilidade, engajada e coragem. Coragem essa que inspirou suas noras, como Kate Middleton que se casou com seu filho William, príncipe e herdeiro do trono britânico, em uma cerimônia que viria mais uma vez de uma forma disruptiva.

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Meghan Markle e Príncipe Harry: casamento contemporâneo

Ocorreu no sábado do dia 19, na capela de St. George em Windsor, Inglaterra, o casamento real entre o Príncipe Harry (33) e a ex-atriz norte-americana Meghan Markle (36). Como pede a tradição, foram denominados Duques e Duquesa de Sussex pela rainha Elizabeth II. O casamento, exatamente pelo contexto em que é inserido, foi marcado por grandes polêmicas e quebra de tradições que atraíram a mídia internacional, tornando-se um dos assuntos mais comentados do ano até então.

As primeiras controvérsias tiveram seu início com ataques sexistas e racistas à Meghan nas redes sociais e por parte da imprensa, logo após o anúncio do noivado em novembro de 2017. Em seguida, houve por parte da Casa Real a divulgação de uma nota em que Harry expressava repúdio a tais ações. Entretanto, houve mesmo assim, como pode-se comparar com a trajetória da Lady Di, uma intensa perseguição por fatos pessoais que pudessem render manchetes extraordinárias, o que mostrou mais uma vez que a mídia foi incapaz de respeitar a privacidade alheia. O fato de Meghan ser birracial (pai branco e mãe sul-africana) e divorciada foi alvo de críticas pela população e pela imprensa (que continuam intolerantes e retrógrados em pleno século XXI) mas também de grande reconhecimento, uma vez que ela é a primeira mulher de origem negra a adentrar a família real britânica.

WPA Pool | Getty Images

Representante da ONU Mulheres, a Duquesa disse em uma conferência que se considerou feminista a partir do momento que viu, aos 11 anos, uma propaganda de detergente machista. Relata que se sentiu frustrada com o slogan da mesma e, motivada pelo pai, decidiu manifestar-se escrevendo cartas à Hillary Clinton e principalmente à fabricante do detergente, Procter & Gamble, que no final mudou o slogan. Além disso, a norte-americana faz trabalho humanitário atuando na organização “World Vision”.

Outrossim, a cerimônia foi pautada em quebra de tradições. Começando por Meghan entrando sozinha na capela e apenas depois, nos metros finais, juntando-se a seu sogro, o Príncipe Charles, para que a levasse até o altar. Como fez Diana em 1981, e Kate, em 2011, Meghan também retirou de seus votos a palavra “obedecer”. Outro fato moderno e que quebrou o protocolo foi a presença do primeiro negro a ser bispo presidente da Igreja Episcopal americana, Michael Curry, a convite de Meghan e Harry. O bispo mencionou o ativista Martin Luther King e fez um sermão que emocionou tanto os que estavam ali presentes como a população que acompanhava o casamento. Também houve a apresentação do coral gospel “The Kingdom Choral” composto apenas de pessoas afrodescendentes cantando “Stand By Me” de Ben E. King.

Getty Images Alexi Lubomirski

 

A moda real

O casamento real é um show à parte em termos de moda. Grifes como Gucci, Dior, Chanel, Stella McCartney, Versace e Givenchy estavam presentes entre os convidados e, principalmente, a noiva. Para as mulheres, o dress code contava com apenas uma regra: todas deveriam usar chapéus (os famosos fascinators) com seus trajes formais.  O enfeite se assemelha a um pequeno chapéu que deveria ser preso aos cabelos.

REX/Shutterstock.

O vestido da noiva era o mais esperado. Assinado pela inglesa Clare Waight Keller, primeira mulher a assumir o posto de diretora artística da grife francesa Givenchy, Meghan Markle optou por um vestido de manga três quartos e decote canoa, deixando apenas uma pequena faixa do colo e dos ombros à mostra. Era um modelo liso, simples, clássico e atemporal. Estima-se que a estilista, Claire, demorou 3600 horas no processo de criação e confecção e teve sete encontros com a duquesa de Sussex. O véu tinha 5 metros e 53 flores diferentes bordadas, cada uma representando uma nação da Commonwealth, a comunidade de países da qual o noivo é embaixador.

    

GETTY IMAGES | SEEGER-PRESS

A inspiração para o vestido da ex atriz veio do figurino de Angela de Liechtenstein, primeira noiva negra de uma monarquia ocidental, qual casou-se com o príncipe Maximiliano de Liechtenstein, segundo filho do príncipe soberano Hans-Adam II de Liechtenstein, dia 29 de janeiro de 2000.

A tiara usada por Meghan pertenceu à Maria de Teck, avó da rainha Elizabeth II, que ganhou o acessório de presente em seu casamento com o Duque de York, o Príncipe George, em 1932. Costume entre os membros da realeza, a peça foi customizada para que Meghan usasse no grande dia, mas em sua maioria, a tiara é composta por diamante e platina.

Steve Parsons/Pool/Reuters

Logo após a cerimônia religiosa, a atual Duquesa de Sussex trocou o figurino para ir a uma recepção na Frogmore House, palácio rural da família real. Desta vez, escolheu um modelo de crepe de seda sem mangas e com gola alta da estilista britânica Stella McCartney – embora seja diferente do primeiro, ele segue uma linha simples, liso e minimalista. A marca é famosa por sua preocupação com o meio-ambiente e com a sustentabilidade.

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