Campanha de Trump teria usado redes sociais para dissuadir eleitores pretos de votarem
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Campanha de Trump teria usado redes sociais para dissuadir eleitores pretos de votarem

Campanha de Trump teria usado redes sociais para dissuadir eleitores pretos de votarem

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Em 2016, a equipe de campanha presidencial de Donald Trump explorou as ferramentas do Facebook para dissuadir afro-americanos de votarem na eleição que o elegeu

Campanha de Donald Trump em 2016 dissuadiu eleitores afro-americanos de votarem. FOTO: Tom Brenner / Reuters.
Campanha de Donald Trump em 2016 dissuadiu eleitores afro-americanos de votarem. FOTO: Tom Brenner / Reuters.

Um mês antes das eleições presidenciais americanas, o canal britânico Channel 4 News afirmou ter tido acesso às informações da equipe de campanha de Donald Trump, que é candidato à reeleição. Em 2016, o grupo utilizou dados pessoais de utilizadores do Facebook para realizar anúncios direcionados com propaganda falsa.

O canal de notícias obteve um arquivo de banco de dados de eleitores da campanha de 2016 de quase cinco terabytes. Diz-se que contém informações sobre cerca de 200 milhões de eleitores americanos. A natureza dessas informações é muito diversa, variando de ocupação a renda e etnia. Os dados então permitiram à equipe de campanha categorizar os eleitores, especialmente com base em sua filiação política.

Uma categoria em particular se chamava “dissuasão”. O grupo de pessoas incluído nessa categoria receberam publicidade direcionada, convencendo-os a não irem votar. De acordo com os jornalistas britânicos, a maioria era afro-americana. No total, 3,5 milhões de pessoas pretas estavam na lista.

A equipe de campanha do atual presidente dos Estados Unidos desembolsou 44 milhões de dólares nessas publicidades, sendo $55 mil voltados somente à dissuasão da população negra da importância de seu voto.

As redes sociais tiveram um papel considerável nas eleições americanas de 2016 e 2018, no Brasil. Ainda é o caso em 2020. Os milhões de anúncios que já fervilhavam na televisão americana invadiram o Twitter e o Facebook. Este último afirma ter aprendido lições com o passado, em particular com o escândalo da Cambridge Analytica, que aumentou a desconfiança dos cidadãos e dos políticos em relação à rede social.

Cambridge Analytica foi uma empresa especializada em dados de usuários de redes sociais que trabalhou com Donald Trump para garantir sua vitória nas eleições de 2016. A história do grande hack do Facebook é contada no documentário Privacidade Hackeada, disponível na Netflix.

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Por Domitilla Mariotti – Redação Fala!

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