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Turismo: Cachoeira de Santa Bárbara

Turismo: Cachoeira de Santa Bárbara

Por Raquel Cintra Pryzant – Fala!MACK

 

Foto: Reprodução

Santa Bárbara é simplesmente ‘A cachoeira’. Sua piscina azul turquesa gigante é emoldurada por imensos paredões de pedra e uma mata verde escura, se localiza no coração do Centro-Oeste, Distrito de Chapada dos Veadeiros- Goiás.

O Rafael veio do Rio de Janeiro para a Chapada, e depois de 2 anos na Europa, estava conhecendo o Brasil. Ele trabalhou em fazendas gringas e viajava de carona. Um verdadeiro crush de viagem. Sua rotina atual passou por meus olhos, como uma cena de filme carioca.

A trilha sonora da viagem é Bossa nova. Pedalando pela orla ele chega a livraria onde trabalha, no Leblon. Cores quentes e pessoas de bermudas com copos de caipiri..Corta!

Conheci também o André, o primo carioca menos alternativo. Ele estuda administração e trabalha na Cielo operando um sistema de anti-clonagem para chips de cartões de crédito. Rotinas tão diferentes, na mesma cidade. Deve trabalhar com uma camisa azul-céu de São Paulo. Acho que aquele tipo de música eletrônica, que acompanhava sua narrativa, era o que estava evitando no cerrado.

Raquel curtindo a cachoeira de Santa Bárbara, que se localiza no Distrito de Chapada dos Veadeiros, Goiás.

 

Apesar da má impressão, André se tratava de um cara muito legal, que queria dicas de cachoeira. Lembrei da tal da Santa, o lugar que eu não iria. Reproduzi com a mesma animação os comentários dos recém chegados e completei com suas fotos.

Depois de trocar olhares e duas frases sobre a nova decisão, me convidaram para ir junto. Prendi a respiração.

Era minha chance de conhecer essa cachoeira, que o tanto de linda, tinha de distante. Suas incríveis águas azuis estão a mais de duas horas da Vila de São Jorge, município de Cavalcante. O pacote incluiria uma visita ao quilombo Kalunga e um mergulho na cachoeira da Capivara.

Não sabia o que fazer primeiro. Tirar foto, um mergulho ou uma meditação. Mas como já estava ficando frio, o que não iria melhorar, acabei dando um pulo. Já eram umas 17h eu e meu grupo estávamos famintos. O almoço Kalunga foi melhor que a encomenda, como todas as vezes que almocei em um quilombo.

Suco de tamarindo, peixe frito, verduras, arroz, feijão e a estrela da tarde: macaxeira frita. Durante o banquete cada um contou um pouco mais de si. Na minha vez, o assunto foi esse blog que você está lendo.

O sol laranja foi se despedindo e um grande desenho no estilo Romero Britto em uma casa do quilombo virou o assunto da sobremesa. Como esse estilo chegou lá? Por que Britto e não arte Kalunga? Pelo menos é brasileiro! O André não deixou a gente dividir a gasolina (valeu André!) e acabei chegando muito tarde no camping para trabalhar.

Cavalcante e o Quilombo Kalunga

Chegamos no centro do quilombo e conhecemos um casal para dividir a guia, Ligia, com a gente. Ela é Kalunga, como já diziam suas grandes tranças muito bem arrumadas com uma fita azul e seu sotaque, enfeitado por pequenos “hums” entre as palavras.

Cachoeira da Capivara, Chapada dos Veadeiros- Goiás (Foto: Curta mais)

 

A primeira parada foi a cachoeira da Capivara. Um ótimo lugar para morar, se você for uma fada. Na falta de uma, são duas quedas d’água. Pequenos peixinhos passando e montanhas a perder de vista. Um cenário satisfatório para descobrir que a companhia do casal que encontramos por acaso era tudo o que faltava.

Fiquei um pouco apreensiva com a conversa mas ao mesmo tempo, animada para conhecer tantos povos. Eles topam esse perrengue pela oportunidade de falar sobre sua realidade e encontrar seus parentes na força. Conheci lideranças que entram no palácio do planalto questionando os políticos. Para mim foi inspirador, muito mais para os índios mais novos.

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